Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

HISTÓRIA DO ENGENHO ÁGUA BOA

 

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TERRA NOVA

O Município de Terra Nova integra a micro-região 151. Seu território fazia parte do Município de Santo Amaro até 20/X/1961, quando foi desmembrado através da lei nº 1532, tendo sido instalada sua sede em 7/IV/1963. Possui 152Km² e os distritos de Terra Nova, Jacú e Rio Fundo. Terra Nova limita-se com os municípios de Amélia Rodrigues, Catú, Conceição do Jacuípe, São Sebastião do Passé e Teodoro Sampaio. Sua sede está a 72m sobre o nível do mar. Segundo o censo de 1970 o município possuía 11.192 habitantes e a cidade de 5.510. Esta região mantém as lavouras tradicionais de cana-de-açúcar e de mandioca.

Capela do Engenho Água Boa

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MONUMENTO IPAC Nº: BR: 32125-1.0-I001

SECRETARIA DA CULTURA E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA PROJETO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Região: Nordeste Estado: Bahia Município: Terra Nova

Distrito: Rio Fundo Localização: Área rural

Denominação: Capela do Engenho Água Boa Cadastro Imobiliário:

Situação e Ambiência: A antiga capela do engenho Água Boa, também conhecida por sua invocação, N. Srª. Rainha dos Anjos, está situada em meio ao canavial da Usina Paranaguá. Não existe mais vestígio da casa-grande nem da fábrica. O nome do engenho decorre da existência, cerca de 1 km da capela, de uma fonte cuja água supostamente milagrosa jorra de um lajedo. A capela é precedida por um adro semi-circular cercado por grades e envolvida lateral e posteriormente por cemitério de covas rasas. Próximo ao monumento existe uma última palmeira imperial e dois casebres de operários da mesma. O acesso ao monumento se faz por estrada de barro que, saindo de Rio Fundo, corta os canaviais da usina.

Época: Século 19 I I - início M - meados F - final

Utilização atual: desocupada Área construída: 0212 m2

Descrição: Capela de relevante interesse arquitetônico, abandonada. Apresenta nave única, galerias laterais abertas para o exterior e telhado com terminação do tipo beira seveira. A fachada possui uma porta de acesso, três janelas ao nível do coro e frontão ladeado por pináculos que coroam as pilastras da mesma. O interior está inteiramente despojado. Conserva forros de madeira em abóbada de berço na capela-mor e plano na nave. O piso da capela-mor, nave e sacristia direita é de mármore branco e preto. A imagem de N. Srª. Rainha dos Anjos foi levada para a Usina Paranaguá. Existe na capela as seguintes lápides funerárias: D. Thereza Maria de Jesus, falecida em 26/IX/1855; Ten. Cel. Francisco da Silva Mello Junho, falecido a 20/XII/1867, e de seus filhos com D. Mariana de Mello: Francisco e Thereza falecidos em 1859 e 1860 com menos de um ano de idade e D. Thereza de Carvalho Mello e Pinho, esposa do Dr. João Ferreira de Araújo Pinho, falecida em 6/VIII/1878. Estão aí também os túmulos do Conde de Subaé, falecido em 16/VI/1888; Anna Luiza de Carvalho, falecida em 28/IV/1892 e Maria Joaquina de Carvalho Pinho, falecida em 12/VIII/1893.

Estado de Conservação A - Satisfatório B -Medíocre C - Ruim

Em Estrutura Portante Elementos Secundários Cobertura Interior Instalações e ServiçosSalubridade Grau de proteção

IPAC:

Ago77 B B C B C B 1

Proteção existente: Proteção proposta: Tombamento Estadual

Elementos de identificação gráfica e fotográfica

Observações:

Compilada por: Equipe PPH/ CFT Data: Ago. de 1977

Conferida por: Esterzilda B. de Azevedo Data: Mai. de 1978

Revista por: Paulo O. D. de Azevedo Data: Ago. de 1978

DADOS COMPLEMENTARES

Dados tipológicos

Capela provavelmente do início do século XIX, mas que conserva uma planta arcaica semelhante às igrejas matrizes interioranas do final do século XVII, como a de S. Bartolomeu de Maragogipe, S. Amaro de Ipitanga e N. Srª. do Monte do Recôncavo, todas com arcarias abertas para o exterior superpostas por tribunas. Neste caso o complexo programa de uma matriz foi simplificado para adequar-se à condição de capela de engenho. As tribunas e as torres foram eliminadas mas mantidas as galerias de três arcos. A eliminação das tribunas pode ser observada também na Matriz de Oliveira dos Campinhos e na capela de N. Srª. e do Vencimento do Engenho Paramirim. As grades de ferro que separam a capela-mor da nave e servem de guarda-corpo do coro são típicas da segunda metade do século XIX.

Características especiais:

Dados cronológicos

Histórico arquitetônico:

1834 - Miguel Calmon assinala o Água Boa entre os 46 engenhos a vapor matriculados no Estado da Bahia. Em meados do século XIX, pertencia a D. Marianna Moreira de Jesus, irmã do Conde de Subaé, Francisco Moreira de Carvalho. D. Marianna, casou-se depois com o Ten. Cel. Francisco da Silva Mello Jr.

1867 - Com a morte do Sr. Francisco S. Mello o imóvel passa para D. Thereza de Carvalho Mello que casa-se com Dr. João Ferreira de Araújo Pinho, Deputado Provincial e Ex-Presidente da Província de Sergipe.

1878 - Morrendo D. Thereza fica o engenho com seu marido, Dr. J. F. Araújo Pinho, tutor de dois filhos do casal. Quando Araújo Pinho casa-se pela segunda vez, em 1886, com D. Maria Luiza Wanderley de Araújo Pinho, herdeira do Engenho Freguesia, ele já possuía além do Água Boa os engenhos Roçado, Sapucaia e Rio do Peixe e pouco depois passaria a administrar o Benfica.

1916 - Morre Dr. João Ferreira de Araújo Pinho permanecendo a propriedade com D. Maria Luiza que veio a falecer em 1942.

Utilização proposta:

Utilizações possíveis: Culto e/ou equipamento comunitário

Dados técnicos

Sistema construtivo e materiais: Construção em paredes auto-portantes de alvenaria de tijolo que suportam tesouras de madeira da cobertura.

Restaurações e intervenções realizadas: Não há notícias sobre restaurações ou outros tipos de intervenções realizadas no edifício.

Restauração necessária: Implementação construtiva e reutilização.

Bibliografia básica: PINHO, Wanderley, História de Um Engenho do Recôncavo, Rio de Janeiro, 1946; CALMON DU PIN e ALMEIDA, Miguel, Ensaio sobre o Fabrico de Açúcar, Bahia, 1834; Informações verbais prestadas pela família Costa Pinto Vitória. PLANTA executada pela equipe PPH/CFT.

Fotos: 1 - Fachada principal; 2 - Desenho do conjunto reproduzido por W. Pinho; 3 - Fachada leste; 4 - Interior

Perigos potenciais: Edifício ameaçado de ruir pela falta de uso e manutenção. A vegetação que cresce sobre seus muros está provocando a ruína precoce do monumento.

Dados jurídicos: Propriedade privada

Proprietário: End:

Reinspecionado por: Data:

Um comentário:

  1. Olá Luana! Estou iniciando minha pesquisa genealógica e nos relatos de família, Terra Nova surgiu como um ponto de partida para a origem dos meus bisavós, mas não tenho detalhes. Onde encontro os registros da igreja, uma vez que no famílysearch não há nenhum registro dessa cidade. Busco por batismo e casamento e propriedades de terra. O que você me sugere?

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