Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Araújo

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A palavra Araújo é oriunda do complexo linguístico galego-português, formado pelo antigo falar do português do Norte e pelo galego. Também se escreve Arujo e significa "arqueiro". A evolução histórica do português do Norte e do Galego deu origem ao moderno português.

Sobrenome toponímico utilizado em Portugal e na Espanha. Existem no entanto divergências quanto ao país de origem, alguns afirmam ser Portugal e outros Espanha.

A origem desta família não é bem conhecida, existem diversas teorias: os Azas, os Maias, o francês João Tiranoht, etc. Felgueiras Gayo, no Nobiliário das Famílias de Portugal, apresenta várias deduções, que foram apoiadas por José Freire Monterroio e pelo abade de Pera João Luis Salgado, de acordo com eles a família é descendente de João Tiranoht, cavaleiro francês do século XII, que servia ao rei Dom Afonso VII, rei de Castela, no ano de 1123, sendo este cavaleiro avô de Rodrigues Anes, o primeiro portador desse nome, por ser o senhor do castelo de Araujo, na Galícia. No entanto a versão de Manuel de Sousa da Silva "e os mais escritores de boa nota que tratarão desta família", os faz descender do rei Ramiro II de Leão, progenitor dos da Maia e dos de Aça.

As investigações recentes de José Augusto de Souto Mayor Pizarro (vd. Linhagens Medievais Portuguesas), no entanto, não confirmam esta dedução (também o Conde D. Pedro as não referiu) e assim, a dedução genealógica desta família só poderá documentadamente ser feita a partir de Vasco Rodrigues de Araújo ou Rodrigo Anes de Araújo (dependendo do historiador).

Alguns afirmam que o uso inicial do sobrenome Araújo se deu na Espanha, proveniente do castelo de Araúja, próximo ao rio Minho, na localidade de San Martin de Loleos, perto de Portugal.

O primeiro deste apelido parece ter sido o Conde Rodrigo Anes de Araújo, “el Velloso”, que teve o senhorio do castelo de Araújo, em San Martin de Loleos na Galicia (Galiza), donde tomou o nome. Pretendem alguns genealogistas que vivera com seu pai nas gralheiras de Araújo, cujas terras herdara de sua mãe, e que fora o fundador do castelo.

Rodrigo Anes de Araújo casou com D. Maior Álvares de Aza (também mencionada como Condessa Doña Alambert, de sangue real da França), sua parenta, segundo dizem, filha de D. Rodrigo Álvares de Aza e de sua mulher, D. Maria Pires de Ambia, casamento que Manso de Lima considera impossível. Deste Rodrigo Anes descenderam os Araújos da Galiza, onde foram senhores de muitos lugares. Vasco Rodrigues de Araújo, o qual era neto de Rodrigo Anes, e sua mulher, passaram a Portugal, cujos Reis serviram. Eles foram progenitores das famílias deste sobrenome existentes no Minho ou desta província derivadas. O sobrenome tomou a forma masculina pôr se referir freqüentemente a homem. Alguns, por outro lado afirmam que foi Pero Anes de Araújo (também mencionado como Pero Paes de Araújo), alfeires-mor do reino, filho de Vasco Rodrigues de Araújo quem migrou para Portugal em 1383, durante o reinado de Fernando I, sendo ele o tronco dos Araujos Portugueses, senhores do castelo Português de Araújo, que estava situado perto de Miño.

Outros autores vão mais longe e afirmam que a antiga casa dos Araújos começou em Portugal, em um lugar chamado Araújo, do conselho de Monsao, na província de Minho (Miño), e do distrito de Vianna do Castello. Eles alegam que este lugar ficava em um monte perto da orelha esquerda do rio Miño e na frente do povoado galego de Salvatierra.

Os cavalheiros deste castelo português floresceram muito no reino vizinho. Se tem Vasco Rodriguez de Araújo como o primeiro senhor desta casa. Gonzalo Rodrigues de Araújo foi um grande cavaleiro, que mereceu o título de vassalo do rei Don Fernando de Portugal. Outros varões desta casa portuguesa passaram para a Galícia e fundaram um novo solar perto de lovios, do partido judicial de Bande e da província de Orence. Estima-se que o lugar em que foi fundado essa nova casa foi na paróquia de Araújo, a qual deram o nome, e que estava muito perto de Lovios. Se sabe que um dos primeiros senhores desta nova casa foi Payo Rodrigues de Araújo, que também foi senhor das paróquias que hoje são Lovios, Gendive, Milmada e do Castelo de Sande, e de todas as províncias de Orense. Ele serviu ao rei Don Juan I de Castilha, e desempenhou cargos importantes na vila de Celanova (Orense).

Irmão deste payo era Lope Rodrigues de Araújo, senhor e prefeito de Lindoso (aldeia pertencente hoje ao partido judicial de Villafranca del Bierzo, província de Leon), y “Pertiguero mayor” de Celanova. Se casou com Doña Beatriz de Sousa, neta do rei português Alonso III, desta união nasceu Doña Isabel de Sousa Araújo, que se casou com Fernán Vello de Castro. Estes foram senhores do casal de Suero, em Portugal, e tiveram como filho Gaspar de Araújo, senhor de La Veiga (Orense), que se casou com Doña Maria Puga y Quiñones.

Outro cavalheiro do solar de Araújo na Galicia se chamava Alvar Araújo, que regia a villa de Salvatierra de Miño, do partido judicial de Puenteareas, província de Pontevedra.

De uma linha do solar galego de Araújo, que se estabeleceu na paróquia de Abruciños, da prefeitura de Amoeiro (Orense), foi Nicolas de Araújo, natural de Abruciños, que se casou com Maria Gonzalez, natural de Madrid, com a qual teve Diego de Araújo, natural de Madrid, que contraiu matrimonio com doña Jodrgs Sanches, natural da mesma cidade (filha de Francisco Sanchez de Moeda e de Doña Catalina Ruiz de Heredia, ambos de Madrid). Desta união nasceu Juan de Araújo y Sanches, cavaleiro da Ordem de Calatrava, na qual entrou em 1689.

Com o passar do tempo a família se extendeu notavelmente por as províncias de Orense, Pontevedra, Lugo e Astúrias. Destas alguns indivíduos ganharam “provision de hidalguía” em Valladolod nos anos indicados.

Em Orense (Paroquia de Abruciños, del Ayuntamiento de Amoeiro):
Alonso, Angel, Antonio, Blas, José e Juan Araujo, vezinhos de Bóveda de Limia (1752); outro José Araujo, vizinho da mesma parroquia (1780); outro José Araujo, vizinho na mesma paróquia (1801); Angel, Blas Fernando Antonio e Tomás Araujo, vizinhos de Borante, jurisdição da paroquia de San Clodio, do partido judicial de Ribadavia (1737); Francisco e Isabel Araujo Mosquera, vizinhos de Castro, jurisdição de Pereiro de Aguilar (1779); Carlos, Isidro e Cristobal, vizinhos de Oseba, jurisdiçao da paroquia de San Clodio (1737); Manuel Araujo Sarmiento, vizinho de Orense (1776); Bartolomé Araujo e Ulloa vizinho da paroquia de Vinoas (1737); Tomás Araujo Novoa y Feijóo, vizinho de Manzaneda de Limia (1719), y Antonio Araujo Feijóo, vizinho da paroquia de Agués, do partido judicial de Ginzo de Limia (1783).

Em Pontevedra:
Diego Araujo, vecino da paroquia de Voleige, da Prefeitura de la Cañiza (1688), e José Mechor Araújo, vizinho da villa de Villagarcía de Arosa (1797).

Em Lugo:
José e Francisco Araujo, vizinhos da paróquia de Coeo, partido judicial de Lugo (1739), e Felipe e Francisco Antonio Araujo y Castro, vizinho de Pedroso, jurisdição da paroquia de Reiriz (1716).

En Asturias:
Juan e Fernando Araujo, vizinhos de Pravia (1719), e Francisco Araujo, vizinho de Coto de Leiro, partido judicial de Cangas de Tineo.

Entre os cavalheiros recebidos no Estado Nobre de Madrid estava Felipe de Araujo, em 1659.

O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, dedicou aos Araújos esta quintilha:

Atravez de Bitorinho
tem sepulcros já gastados
Araujos afamados
na terra que rega o Minho,
antigos, abalisados.

Manuel de Sousa da Silva escreveu o seguinte:

Lá de Lobios de Galliza
Vieram para Lindoso
Os de grêmio valoroso
de Araújo por guisa
Que foi cá mui poderoso.

De acordo com o alvará do Conselho de Nobreza de 11.6.1981, é chefe do nome e armas dos Araújos o actual visconde de Sinde, António Fernandes Perestrelo de Alarcão.

O Escudo de Armas:

Existem vários escudos para essa família, alguns destes são:

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Original: Em um campo azul uma cruz cheia de oro, médio partido de plata, com dos fajas de veros y cortado de oro com uma torre de piedra sobre ondas de água. Bordura de gules com sete veneras de plata.

Português: De prata, com aspa de azul carregada de cinco besantes de ouro, postos em aspa.  Timbre: Meio mouro, sem braços, vestido de azul e fotado de ouro ou a aspa do escudo.

Orense: En campo de sinople um castillo de oro com dos aguilas de sable saliendo de su homenaje. El jefe de azur con dos estrellas de oro.

Outros: En campo de sinople una banda de plata acompañada en lo alto de dos estrellas de oro y en bajo de otra estrella de lo mismo.

Parece que os Araújos, alcaides-mores de Lindoso, usaram armas diversas, semelhantes às dos Velosos.

As primitivas, isto é, as que eram utilizadas pelos progenitores do sobrenome eram: En campo de sinople, una torre de plata y una mujer asomada tras la reja de su ventana. Os progenitores também utilizavam um escudo primitivo na seguinte forma: En campo de oro y sobre una terrasa de sinople, una torre de piedra con homenaje, a cuya ventana hay asomada una dama. Al pie de la torre, una perdiz en las garras de un halcón, y en el jefe tres flores de lis de gules.
Mais tarde os Araujos do solar de Portugal substituiram essas armas por outras: En campo de gules, un sotuer de oro, cargado de cinco roeles de azur.

Os da casa da Galicia ostentam: En campo de gules, una banda de plata, acompañada, en lo alto, de dos estrellas de oro, y en lo bajo, de otra estrella del mismo metal.

Piferrer e Vilar e Psayla descrevem e pintam como proprio do sobrenome Araujo este escudo: En campo de azur, una torre de plata, aclarada de sable, con almenas y homenaje, a cuya ventana hay asomada una dama. Esta torre está junto com outras duas, também de prata, só que menores, a do lado direito está sobre um sol de ouro y as do lado esquerdo de um cescente de prata. Sobre a homenagem da torre principal, cinco estrelas de ouro postas em arco. Nos dois cantos uma flor-de-lis, também de ouro e em uma ponta sobre uma terraça de “sinople”, uma perdiz nas garras de um falcão de “sable”.

Este escudo tiene gran parecido con las segundas armas primitivas, descritas y pintadas por nosotros; pero encierra también mayor número de figuras y notables diferencias en los esmaltes, que los mencionados autores no explican. Tampoco dicen a qué casa de Araujo pertenecen tales armas. (Vilar y Psayla manifiesta únicamente que las usan los Araujo de las montañas de León), ni citan las fuentes y documentos en que constan. Advertiremos también que en la descripción escriben que sobre la terrsa de sinople “están batiéndose dos cuervos”, y que lo que aparece en el escudo plintado por Piferrer es una perdiz bajo las garras de un halcón. Vilar y Psayla señala también para los Araujo del solar de Orense escudo de oro con tres ramos de sinople, y bordura de gules con ocho veneras de plata.
Baños de Velasco, a más de los cuatro primeros escudos indicados por nosotros, dice que hay Araujo que tienen otro de plata, con un árbol de sinople, y a su pie dos sierpes de su color natural y dos cuervos en actitud de acometerlas. Pero este escudo tampoco lo mencionan los demás tratadistas que hemos consultado.

O PRIMEIRO REGISTRO DE PESSOA CHEGADA AO BRASIL COM ESSE SOBRENOME DAR-SE EM 1740...RODRIGO ARNES DE ARAUJO...NO ESTADO DE PERNANMBUCO...POR ISSO NO NORDESTE É MUITO COMUM ESSE SOBRENOME...

2 comentários:

  1. Muito grato a essa leitura... Ajudou muito Obrigado!

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  2. Muito grato a essa leitura... Ajudou muito Obrigado!

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