Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

HISTÓRIA DE ARACI

A Fundação

As terras do antigo Raso tiveram origem a partir das terras desmembradas da Casa da Ponte, morgado dos Guedes de Brito. Antes da cidade de Araci ser povoada por José Ferreira de Carvalho, em 1812, aqui já era caminho das boiadas que iam em direção a Jacobina e Piauí.
A região hoje conhecida como do Sisal era antigamente identificada como o Sertão dos Tocós ou Pindá, denominada assim pelos Bandeirantes que a exploraram e aqui encontraram tribos indígenas, as quais foram aos poucos sendo dizimadas. Essas tribos eram os Tapuias, Cariris, Tocós e Beritingas.
José Ferreira de Carvalho comprou através do Procurador da Casa da Ponte, Paulo Rabelo, 20 léguas de terras quadradas. Até então, aquelas terras eram pura caatinga, com diversos animais bravos e possivelmente já se estabeleciam por aqui alguns vaqueiros remanescentes do trânsito das boiadas.
O fundador de Araci, antes de ocupar as terras recém adquiridas, morava na Fazenda Serra Grande, no Município de Serrinha. Era filho de Manoel Ferreira Santiago e Maria da Conceição. Nasceu no ano de 1783, e era casado com Maria do Rosário do Espírito Santo. Deste casamento, teve os seguintes filhos: Severo Fabiano de Carvalho, Ludovico Antunes de Carvalho, Rita Constantina de Oliveira, Antônia Francisca do Espírito Santo, Ângelo Fabiano de Carvalho, Francisca Rosa de Lima, Maria Fidélis de Lima , Carlota Ferreira de Lima e Antônio Martins Ferreira.
Faleceu no ano de 1866. Seu corpo, assim como o de sua esposa e filhos foram sepultados dentro da Igreja Matriz, hoje demolida, dando lugar ao atual jardim da praça e fonte luminosa. Grande parte da população araciense descende do seu fundador.
Antiga Igreja Matriz. Anos 50

Construção da Igreja Matriz

Depois de algum tempo já estabelecido nas terras do Raso, José Ferreira de Carvalho, seus filhos e escravos iniciaram a construção de uma Igreja. Essa construção teve a contribuição do Mestre de Obras João Mendengue, vindo de Simão Dias, em Sergipe.
Nesta época, na Fazenda Raso, já existiam algumas poucas casas e já começava a ganhar um aspecto de arraial. A construção da primeira Igreja de Araci foi concluída em 1859 e inaugurada no dia 08 de dezembro do mesmo ano, com missa celebrada pelo Pe. Antônio da Rocha Viana, vigário de Tucano, que ficou responsável também pela nova Capela.
Após a construção da Igreja, utilizando-se ainda dos erviços do mesmo mestre de obras, foi edificado o cemitério da matriz, localizado no inicio do caminho para a Serra do Bonfim, hoje bairro do Município. Existente ainda hoje, é a única obra da época do Fundador e se constitui num patrimônio histórico da cidade que deve ser preservado, pois muitos dos nossos antepassados estão sepultados lá.
Praça da Conceição, 1926


Criação do Distrito do Raso

Com o desenvolvimento e crescimento da localidade, e após a construção da Capela, no ano de 1861 foi criado o Distrito do Raso, que ficaria ligado politico e religiosamente ao Município de Tucano. Com a nova condição, o pequeno arraial passou a ter subdelegado, o qual foi nomeado José Thomé Ferreira.

Documento de criação do Distrito do Raso. 1861

Criação da Freguesia do Raso

Em 12 de abril do ano de 1877, através da Lei Provincial 1.720, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Raso, ficando assim ligada ao termo de Tucano. O primeiro Padre a tomar posse na recém criada Freguesia foi Urbano Cecílio Martins, filho do Professor Antônio Martins Ferreira e neto de José Ferreira de Carvalho.

Documento de criação da Freguesia do Raso. 1877

1ª Emancipação Política

Já bastante desenvolvida em suas diversas atividades econômicas, sociais e políticas, a Freguesia do Raso caminhava para sua inevitável emancipação. Em 13 de dezembro de 1890, o então Governador da Bahia José Gonçalves da Silva desmembra a Freguesia do Raso do Município de Tucano, passando-se a chamar Vila do Raso.
Um dos grandes mobilizadores pela independência do antigo Raso foi o Padre Italiano Júlio Fiorentini, que na época era o vigário local, sendo o mesmo nomeado como Intendente, juntamente com os Membros do Conselho Higino Ferreira da Mota, Francisco Aristides de Carvalho, Virgínio Eloy de Oliveira Lima, Joaquim Alves Pinheiro e José Roque de Oliveira. Era o secretário da Intendência Amerino de Oliveira Lima.
O Padre Fiorentini pouco tempo ficou no cargo de Intendente, pois fora transferido para outra Paróquia, sendo nomeado o Cel. Vicente Ferreira da Silva e posteriormente Ângelo Pastor Ferreira. Somente em 18 de dezembro de 1893 foi realizada a primeira eleição para Intendente, sendo eleito o Cel. Antônio Ferreira da Mota.

Documento de emancipação. 1890


Intendentes – Primeiras administrações:
Pe. Júlio Fiorentini  (1890-1890)
Vicente Ferreira da Silva  (1891-1892)
Angelo Pastor Ferreira  (1892-1892)
Primeiros Intendentes eleitos na Vila do Raso:
Antônio Ferreira da Mota  (1893-1896)
José Tomás Barreto  (1896-1899)
João de Moura Barreto  (1900-1903)
Intendentes a partir da mudança do nome da Vila do Raso para Araci:
Antônio de Oliveira Mota  (1904-1907)
Vicente Ferreira da Silva  (1908-1911)
Antônio Ferreira da Mota  (1912-1915)
José Roque de Oliveira  (1916-1917)
Antônio Ferreira da Mota  (1918-1920)
José Verdelino Pinheiro  (1920-1921)
Vicente Ferreira da Silva  (1921-1925)
Esmeraldo Ferreira da Silva  (1926-1930)

Pe. Júlio Fiorentini

José Verdelino Pinheiro

Ten. Antonio O. Mota

Cel. José Roque de Oliveira

Cel. Vicente Ferreira da Silva

Mudança do nome para Araci

No dia 1º de janeiro de 1904, tomou posse no cargo de Intendente da Vila do Raso o Tenente Antônio de Oliveira Mota, e no dia 21 de setembro do mesmo ano, através da Lei estadual Nº 575, teve o nome da Vila mudado para Vila de Araci. O nome tem origem indígena e foi retirado do livro Ubirajara, de José de Alencar e significa a mãe da aurora, mãe do dia. Foi nesta mesma gestão que foi construída a Casa da Câmara, que ficou depois conhecida como Prefeitura antiga, e sua inauguração oficial se deu em 1906.
Prédio da antiga Prefeitura de Araci em desenho feito por Rodolfo Pinheiro

Construção da Capela do Bonfim 
Nosso município é cercado por diversas serras e uma dessas e talvez a mais importante é a Serra de Santa Rita, hoje mais conhecida como Morro do Bonfim. Desde a chegada do Fundador, que a referida serra começou a ser desbravada, elevando-se em 1860 um cruzeiro, que a partir daí passou a ser local de peregrinação dos moradores locais, principalmente durante a Semana Santa. No final do século XIX começou a ser construída uma Capela com recursos angariados entre os cidadãos locais através de uma campanha encabeçada por Amerino de Oliveira Lima e Antônio Oliveira da Mota. No ano de 1897 a Capela foi inaugurada e dedicada ao Senhor do Bonfim. Ainda hoje é caminho e local para as vias-sacras e procissão de fogaréu durante a Quaresma.

Capela do Bonfim, construída em 1897


FONTES:
Arquivo Público da Bahia.
LIMA, Maura M. Carvalho. História de Araci,
Laboratório Eugenio Veiga – LEV – UCSAL.
Acervo do Professor Anatólio Oliveira.
Texto: Pedro Juarez Pinheiro






quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Araci - Bahia


Histórico 

O município originou-se, em 1845, na fazenda do capitão José Ferreira de carvalho, com a denominação de raso, iniciando-se o povoamento em torno da capela, ali construída. Com a afluência de moradores, desenvolveram-se as atividades agropecuárias e comerciais. Criado o distrito, recebeu a denominação de nossa senhora da conceição do raso. Em 1890, foi mudado o nome para vila do raso, e em 1904, para araci. Perdeu a autonomia administrativa, em 1931, só restaurada em 1959. O topônimo, originário dos vocábulos tupis ara = dia; cy = a mãe, significa "a mãe do dia".

Gentílico: araciense

Formação Administrativa 

Distrito criado com a denominação de Raso, pela lei provincial nº 1720, de 12-04-1877. Elevado à categoria de vila com a denominação de Raso, por ato de 13-12-1890, desmembrada de Tucano. Sede no distrito de Raso. Instalada em 04-02-1891. Pela lei municipal de 22-01-1904, foram criados os distritos de Pedra Alta e anexados ao município de Raso. Pela lei estadual nº 575, de 21-09-1904, o município de Raso tomou a denominação de Araci. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de Araci (ex-Raso) é constituído de 3 distritos: Araci, Pedra Alta e Sítio Novo. Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920. Pelo decreto-lei estadual nº 7479, de 08-07-1931, o município de Araci é extinto, sendo seu território anexado ao município de Tucano. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Araci, figura no município de Tucano. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 11089, de 30-11-1938, o distrito de Araci, foi transferido do município de Tucano para Serrinha. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Araci, figura no município de Serrinha. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955. Elevado à categoria de município com a denominação de Araci, pela lei estadual 863, de 14- 11-1956, desmembrado de Serrinha. Sede no antigo distrito de Araci. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-04-1959. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Alteração toponímica distrital 

Raso para Araci, alterado pela lei estadual nº 575, de 21-09-1904.

Fonte: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/araci.pdf

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Viagem de Navio entre a Itália e o Brasil


Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil a 140 anos atrás. Fugiam de um período de crise profunda na Itália e na Europa em geral, vinham atrás de uma nova esperança de reconstruir suas famílias e suas vidas e encaravam uma viagem de navio entre a Itália e o Brasil de muitos dias e em condições precárias.
Nessa época, o governo brasileiro, que precisava de mão de obra por conta da abolição dos escravos, incentivava a vinda desses imigrantes e financiava os custos da viagem.
Hoje vamos contar um pouco como eram feitas essas viagens de navio entre a Itália e o Brasil e tudo aquilo que nossos descendentes passaram para chegar até aqui.

A Viagem de Navio entre a Itália e o Brasil


Antes de embarcar, os italianos precisavam percorrer longas distâncias dentro do próprio país até chegarem aos portos de Gênova e Nápoles, de onde saiam a maior parte dos navios para o Brasil.
Os italianos que embarcavam nessa viagem não tinham nenhuma certeza além daquela de que precisavam tentar uma nova vida. Saiam da Itália sem sequer saber para onde iriam quando chegassem no Brasil. As famílias descobriam para onde seriam levadas apenas quando chegavam nos portos de Santo ou do Rio de Janeiro.
As passagens concedidas pelo Governo Brasileiro às famílias italianas eram todas de terceira classe, que ficavam, geralmente, nos porões dos navios, com pouca ventilação, muito escuras e úmidas e quase sempre superlotada.
No início, a travessia era feita em navios a vela, e levava cerca de 60 dias para ser concluída. Com os navios a vapor, esse tempo foi reduzido para 20 a 30 dias.
Com um número enorme de passageiros, as condições sanitárias dos vapores eram péssimas e as condições para que doenças contagiosas se espalhassem eram ideais. Não era pouco comum os navios serem acometidos de surtos de piolho, cólera ou sarampo. Como também não havia como tratar dos doentes, muita gente não conseguia chegar ao destino final com vida.
E como eles mesmos já ocupavam os porões dos vapores e para evitar que as doenças se alastrassem ainda mais, não era possível manter os corpos dos mortos até a chegada ao Brasil, para dar-lhes um velório digno como gostariam. Era feita uma cerimônia religiosa rápida e os corpos envolvidos em sacos de pano, feitos com roupas de cama, e lançados ao mar.
Os imigrantes italianos sofriam durante tantos dias com essas doenças, mortes de parentes e com a saudade de tudo e de todos que deixavam para trás. E para aliviar a dor e ajudar a passar o tempo, eram comuns as cantorias de músicas tradicionais italianas.
A chegada era, com toda certeza, um alívio para os que conseguiram fazer a travessia diante de tantos problemas e condições precárias. Se encantavam com nossa natureza ainda preservada na época, mas estranhavam homens e mulheres de pele escura, raros na Europa neste período.
Depois da longa e cansativa viagem de navio entre a Itália e o Brasil, ao desembarcar em Santos ou no Rio, os imigrantes italianos eram direcionados para uma Hospedaria dos Imigrantes e em seguida para as fazendas para onde haviam sido designados.

Os Registros da Viagem e da Chegada dos Imigrantes Italianos



Os acontecimentos, durante a viagem de navio entre a Itália e o Brasil, eram registrados pelo capitão da embarcação e estão preservados no Arquivo Público em Gênova.
Já os registros das chegadas no Brasil foram preservados pelos Estados para onde os imigrantes eram direcionados. Listamos aqui alguns sites de arquivos públicos brasileiros com essa documentação:

Arquivo Público Nacional

No site do arquivo público nacional é possível pesquisar sobre a imigração e colonização promovidas pela União e por empresas e/ou particulares, informações sobre cadastramento de estrangeiros no Brasil, dados sobre a naturalização e expulsão e também informações sobre entrada de imigrantes em portos brasileiros.

Arquivo Público do Estado de Minas Gerais 

O Estado de Minas Gerais recebeu muitos imigrantes italianos e no site do Arquivo público de Minas Gerais é possível encontrar listas de navios e passageiros italianos, informações sobre imigração italiana e colônias de imigrantes no Brasil, registros de batismos e casamentos na Igreja Madre de Deus do Angu, Angustura, Além Paraíba, registros de batismo na Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Piacatuba e Leopoldina no século XIX e alguns registros de óbito dos cemitérios da Trindade do Santíssimo Sacramento – Além Paraíba, de Santana de Pirapetinga, de Santo Antonio do Aventureiro e Nossa Senhora do Carmo em Leopoldina.

Arquivo Público do Estado do Espírito Santo

As informações contidas no site do arquivo público do Espirito Santo são predominantemente sobre a imigração italiana no Espírito Santo, que aconteceu entre os anos de 1874 a 1895. O acervo tem cópia digitalizada de 444 passaportes do Reino da Itália e seis passaportes de imigrantes da atual região do Trentino Alto-Adige (Tirol Italiano), que na época estava sob o domínio da Áustria.
Estão disponíveis para consulta nomes de 3.289 italianos, registrados nas listas de embarque dos navios de Gênova, mas que por algum motivo não chegaram nos navios indicados, uma hipótese é que tenham seguido para outro.
O acervo também conta com o registro de 1.661 italianos que partiram para outros estados brasileiros.

Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul

No arquivo público do Rio Grande do Sul não está disponível pesquisa online, o site permite fazer o agendamento para pesquisa presencial. O acervo documental é formado por livros de registros de nascimentos, casamentos e óbitos, entre 1929 e 1975 e também por processos de habilitação de casamento, datados de 1890 a 1985.
Também traz a lista de arquivos públicos municipais dentro do Estado.

Arquivo Público do Estado de São Paulo

No site do arquivo público de São Paulo é possível fazer a pesquisa online e também conseguir a Certidão de Desembarque, com base nos livros de registros das Hospedarias de imigrantes de São Paulo (1882 a 1958) e nas listas de Desembarque do Porto de Santos (1888 a 1978) e o registro de estrangeiros baseados nas fichas de registro da delegacia especializada de estrangeiros da capital paulista (1939 a 1984).

Arquivo Público do Estado do Paraná

O Arquivo público do Paraná também oferece a possibilidade de pesquisa online de imigrantes. São ao todo 97.727 registros de desembarques no Porto de Paranaguá, entre os anos de 1876 à 1879 e 1885 à 1896. As informações contidas no banco de dados do arquivo público do Paraná foram retiradas dos livros de registros de desembarque, registros em hospedarias e registros de entrada em núcleos coloniais do Paraná.

Museu da Imigração do Estado de São Paulo

O acervo do Museu da Imigração em São Paulo é um dos mais procurados. Ele conta com mais de 87 mil imagens que documentam a história da imigração no Brasil. Além disso é possível encontrar também documentos como:
• Cartas de chamada – Uma declaração de garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à família já instalada no Brasil;
• Cartografias – Mapas e plantas referentes a núcleos coloniais, plantas da antiga Hospedaria de Imigrantes e do Museu da Imigração;
• Iconografias – Banco de imagens da Hospedaria de Imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e retratos dos imigrantes;
• Jornais – Publicações de colônias de imigrantes no Brasil, com edições entre os anos de 1886 e 1987;
• Registros de matrícula – Dados do livro de registro das pessoas que passaram pela Hospedaria de Imigrantes, lista de desembarque;
• Requerimentos SACOP – Documentos que solicitam restituição das despesas de transporte dos imigrantes até a chegada ao Brasil.
Fonte: https://www.pesquisaitaliana.com.br/viagem-de-navio-entre-a-italia-e-o-brasil/

sábado, 15 de setembro de 2018

José Ferreira de Carvalho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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José Ferreira de Carvalho
Nome completoCapitão José Ferreira de Carvalho
Pseudônimo(s)Capitão
Nascimento1783 (235 anos)
Serrinha
Morte1866 (83 anos)
Distrito Nossa Senhora da Conceição do Raso
ResidênciaSerrinha e Distrito Nossa Senhora da Conceição do Raso
Nacionalidadebrasileiro(a)
OcupaçãoCapitão
Principais trabalhosFundador da Cidade de Araci[1]
ReligiãoCatólico
Página oficial
Vila do Raso
José Ferreira de Carvalho, (Serrinha1783 — distrito Nossa Senhora da Conceição do Raso1866), foi capitão da guarda nacionalfazendeiro e fundador da cidade baiana de Araci

Historia[editar | editar código-fonte]

Nascido em 1783, filho de Manoel Ferreira Santiago e Maria da Conceição, casado com Maria do Rosário do Espírito Santo, teve nove filhos: Severo Fabiano de Carvalho, Ludovico Antunes de Carvalho, Rita Constantina de Oliveira, Antônia Francisca do Espírito Santo, Ângelo Fabiano de Carvalho, Francisca Rosa de Lima, Maria Fidélis de Lima , Carlota Ferreira de Lima e Antônio Martins Ferreira.
José Ferreira de Carvalho havia recebido título de capitão da guarda nacional que, segundo costume da época, tinha entre suas incumbências fundar vilas e povoações, que teriam jurisdição, liberdades e insígnias segundo foro e costume da época (Carta…, 1966, p. 193-202)[5]) e assim ficou conhecido na época, embora tenha se recusado a e se envolver em assuntos político quando confrontado[6], mas parecia ter em si anseio e impulso para a exploração de novas terras, pela fundação de lugares e de levar em diante suas convicções religiosas.
Residia na Fazenda Serra Grande, município de Serrinha. Após o casamento, foi residir na fazenda Pedrão, que pertencia a seu sogro, no município de Irará. Algum tempo depois retornou para a região então conhecida como Campo Limpo, no município de Serrinha. Firmando ali sua nova residência, na ocasião recebeu convite para se envolver na política por autoridades serrinhenses, no entanto ele mantinha alegação falta de vocação, negando então o convite, tendo sofrido, por esta razão, certa coação, resultando daí a sua retirada daquela fazenda, o que o levou a idealizar e comprar de um proprietário de nome Paulo Rabelo, residente na então Vila de Entre Rios, vinte léguas quadradas de terra, o correspondente a 120 km².
Foi nestas vinte léguas que José Ferreira de Carvalho fincou residência, dando nome de "Fazenda Raso" - é provável que o termo "raso" foi dado em função da forma de relevo do lugar, pois era (é) cercada por montes não muito íngremes, com um enorme vale ao centro. Naquela época, a Fazenda Raso já possuía algumas casas e já tinha aspecto de arraial. A construção da primeira Igreja de Araci foi concluída em 1859 e inaugurada no dia 8 de dezembro do mesmo ano, numa missa celebrada pelo Padre Antônio da Rocha Viana, que ficou responsável também pela nova Capela. Pouco tempo depois após a construção de algumas casas para ele e para seus escravos o local recebeu nome de Vila do Raso, que viria a se tornar distrito nossa Senhora da Conceição do Raso, depois Freguesia e posteriormente a cidade de Araci[7].

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fazenda Berimbáu


Data: 06 de Maio de 1925
Imóvel: cinco mil reis de terra nos terrenos da Fazenda Berimbáu, Arrayal de Santa Luzia, sêde do terceiro Districto de Pag da Villa de Queimadas, Comarca do Bomfim – BA
Valor: Cinquenta mil reis
Vendedores: Antonio Lima e sua mulher Antonia Alexandrina de Lima 
Comprador: José Ferreira Africo
Obs: Essa escritura estava guardada em uma lata em posse da minha avó Sineide Ramos. Na lata ela guardava escrituras antigas de imóveis que pertenceram a família. Em algum momento essa fazenda deve ter pertencido a familia.

Faz Berimbáu 1925a
Faz Berimbáu 1925b

domingo, 5 de março de 2017

Gordiano

Gordiano: GIORDANI: GIORDANO: Giordiani
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Bastante difundido por toda a Italia, à base é o nome Giordano, comum na idade média alta. Esse sobrenome já era documentado, em registros de língua Latim, do cristianismo do século II e III. A tradução da palavra Giordano em português é Jordão. Essa palavra provavelmente provém do latim Gordianus.
Os primeiros cristãos assumiram voluntariamente como sobrenome, o nome do rio palestino, onde Jesus foi batizado, no latim de Iordanu(m) e no grego Iordánes e um ou outro do hebreu Yarden, que provavelmente provém do nome yarad "deslizar, fluir".
Hoje em dia, possui uma dualidade aramaica e literalmente significaria então "(rio dado forma de) dois rios".



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Escritura de venda de escravo

 

Escriptura de compra e venda paga quitação que faz Florindo Gonsalves Guardiano, á Antonio Veríssimo Carneiro, o cabra Jozé, com idade de nove annos, pelo preço e quantia de seis centos, e quarenta mil reis como abaixo se declara. Saibão quantos este publico instrumento de escriptura ou como em direito melhor nome e lugar haja virem que sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos setenta, aos dez dias do mez de Fevereiro do dito anno neste Arraial da Freguezia de Nosso Senhora da Conceição do Coité, Termo da Villa da Feira de Santa Anna, comarca do mesmo nome em meo cartório comparecerão prezentes partes a esta outhorgantes havidas e contractadas a saber de uma parte como vendedor Florrindo Gonsalves Guardiano, e de outra como comprador Antonio Verissimo Carneiro, reconhecidos de mim Escrivão, e das testemunhas abaixo firmadas do que dou fé, em prezença das quais disse o primeiro outorgante vendedor Florindo Gonçalves Guardiano, que elle é ligitimo Senhor, e possuidor, livre e desembargado de qualquer tracto judicial hypotheca ou onos amigável do cabra Jozé, que o houve, digo, Jozé com idade de nove annos que o houve por herança da finada sua May Dona Anna Roza de Jesus, e porque si ache assim livre vende, e de facto vendido tem ao segundo outhorgante comprador Antonio Veríssimo Carneiro pelo preço e quantia de seiscentos e quarenta mil reis, cuja quantia disse já ter recebido da mão do comprador em moéda corrente, disse o comprador qui de cuja quantia lhi dá pura geral irrevogável quitação para lhe não ser mais pidida nem repitida em tempo algum; pudendo o dito comprador tomar posse do dito escravo Jozé d´ora em diante, e quer tome quer não elle vendedor desde já o há por dado e emcorporado na pessôa delle comprador pela clauzula constitute, visto que faz a prezente venda muito de sua livre vontade, e sem constrangimento de pessoa alguma, tanto que se obriga por si, e por seus herdeiros a fazerem-na boa a todo tempo, e di a não reclamar em tempo algum: pudendo o dito comprador, possuir, e desfructar-se do dito escravo como seu próprio que é e fica sendo ra em diante por virtude deste instrumento. Disse o comprador que aceitava a prezente escriptura a elle feita com todas as clauzulas, condições, e obrigações della; e finalmente por ambos me disserão que por suas pessoas e bens, se obrigavão a terem e manterem cumprirem e guardarem a prezente escriptura e de a não reclamarem em tempo algum. E si na prezente escriptura faltar alguma clauzula, ou clauzúlas, aqui a hei por expressa, e declaradas; em fé de verdade assim me outorgarão, e me requererão, lhes lavrasse a prezente escriptura, o que satisfiz por mostrarem terem pago os Impostos Nacionais, que cujos são os seguintes= estava no alto do papel impresso as armas Imperiais = receita provincial, numero sete centos e dez, anno financeiro de mil oitocentos sessenta e nove, á mil oito centos setenta, reis trinta e dous mil reis, a folha honze do livro de receita fica lançado em debito ao actual colletor a quantia de trinta e dous mil reis que pagou Antonio Veríssimo Carneiro morador no Districto do Riachão deste termo, proviniente da meia siza correspondente a ceiscentos, e quarenta mil reis porquanto comprou a Florindo Gonçalves Guardiano, morador na freguezia do Coité, o escravo Jozé cabra, com idade de nove annos, natural da referida Freguezia, guia do Escrivão de Paz Raymundo Nonnato de Couto; E de como recebes, e recolhes ao cofre a referida quantia assignou o prezente conhecimento. Collectoria da Villa da Feira de Santa Anna vinte nove de Novembro de mil oitocentos sessenta e nove. O Collector Jozé Pereira Brandão. O Escrivão Luiz Jozé Pereira Borges. Vai Antonio Verissimo Carneiro do Districto do Riachão de Jaquipe pagar o sello proprocional correspondente a quantia de seiscentos e quarenta mil reis, porquanto comprou a Florindo Gonçalves Guardiano, o escravo Jozé cabra com idade de nove annos, que o houve por herança da finada sua May. Coité vinte seis de Agosto de mil oitocentos sessenta e nove. O Escrivão de Paz Raymundo Nonnato de Couto. Florindo Gonsalves Guardiano, numero primeiro reis duzentos pagou duzentos re, digo reis seiscentos reis pagou seiscentos reis. Feira vinte nove de Novembro de mil oitocentos sessenta e nove. Mangabeira Araújo. Nada mais se continha nem declarava em os ditos originais pois eu escrivão bem e fielmente os cupiei sem ter couza que duvida fassa, e para della dar os traslados perzizos, em nome da pessôa, ou, pessôas, alzentes a quem tocar possa o direito della, e forão testemunhas prezentes que se obrigão na forma da ley as abaixo assignados com os outorgantes depois de lida perante to das por mim Raymundo Nonnato de Couto, escrivão que a escrevi

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Carnero

 

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Apellido de origen castellano.
Armas: En campo de gules, una banda de plata cargada con tres flores de lis, de azur, acompañada de dos carneros pasantes de plata.
Otros traen:
Escudo partido, 1°, en campo de oro, una encina de sinople con un lobo pasante de sable al pie de su tronco; 2°, de azur, una faja de oro acompañada en lo alto de tres panelas de plata y en la punta de una estrella de oro.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Fotos Antigas – Serrinha

 

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A praça Luis Nogueira passou a chamar-se Manoel Vitorino devido a divergencias políticas da época. Foi derrubado a mureta que protegia os jardins e os carros de boi voltaram a trafegar pelo calçamento da praça... Mais tarde recuperou o antigo nome, fazendo jus ao construtor da primeira praça, considerada uma das maiores do interior da Bahia.

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O Obelisco em memória aos Pracinhas que lutaram na Guerra do Paraguai, foi demolido na reforma da Praça na gestão Carlos de Freitas Mota e em seu lugar foi feita uma fonte luminosa. O Obelisco por sua vez tomou o lugar do Chafariz construido por Luís Nogueira

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Maquina 501 que descarrilhou com o trem em 1940, acidente sem mortes, nas proximidades da estação antiga de Serrinha. A partir daí o governo federal sentiu a necessidade de criar a Vila Ferroviaria de Serrinha, contendo casa do telégrafo, hotel, depósito, e escala de descanso para o maquinista, etc. Um segundo acidente veio a ocorrer uma década depois com oito mortes e alguns feridos.

 

Fonte: https://www.facebook.com/pages/Serrinha-Nossa-Terra-Amada/153524938030414

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Núñez

 

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Patronímico derivado del nombre propio Nuño, por lo que no existe relación genealógica alguna entre los diversos linajes de esta común denominación.

Patronímico derivado del nombre propio Nuño, por lo que no existe relación genealógica alguna entre los diversos linajes de esta común denominación.

Los de Galicia traen: de gules, una banda de plata acompañada en lo alto de un león rampante de oro, y en lo bajo de un tao de San Antón de azur.

Los de Castilla traen: Escudo tronchado, 1º de gules, una torre de plata y saliente de su homenaje, un brazo armado; y 2º de gules, tres castillos de plata superados de tres flores de lis de lo mismo.

Los de La Rioja traen: Escudo cortado, 1º de oro, un castillo de piedra y un león de su color rampante a sus muros; y 2º de plata, dos calderas de sable puestas en palo; medio partido de gules, una banda de oro acompañada de dos panelas de plata, una a cada lado.

Otros traen: De azur, una jarra de plata con azucenas del mismo metal.

Los de Baleares traen: De oro, cuatro bandas de gules.

Otros traen: De plata, un ciervo al natural terrazado de sinople; un cielo de azur con tres estrellas de oro, y debajo dos lunas de plata.

sábado, 15 de outubro de 2016

Escritura de Compra de Saturnino

 

Saturnino era filho da escrava Martinha, que se casou com Manoel Cedraz de Oliveira Junior.

Bernardina Claudina do Espírito Santo, á Manoel Sedraís de Oliveira Junior, do pardo de nome Saturnino, com idade de quatro á cinco Escriptura de compra e venda pagão quitação que faz Dona Bernardina, pelo preço e quantia de duzentos e cincoenta mil reis como a baixo se declara. Saibão quantos este publico instrumento de escriptura publica, ou como em direito milhor nome e lugar haja virem que sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos setenta, aos honze dias do mez de Maio do dito anno, neste arraial da Freguisia de Nossa Senhora da Conceição do Coité, Termo da Villa da Feira de Santa, comarca do mesmo nome, em meo cartório comparecerão prezentes partes a esta outorgantes havidas, e contractadas, a saber, de uma parte como vendedora dona Bernardina Claudina do Espírito Santo, e de outra como comprador Manoel Sedraís d´Oliveira Junior, ambos reconhecidos de mim escrivão i das testimunhas a baixo firmadas ao que dou fé, e em prezença das quais disse, a primeira outorgante vendedora Dona Bernardina Claudina do Espírito Santo que ella é legitima senhora, e possuidora, livre e desembarga do de qualquer tracto judicial hypotheca, ou onus amigável do pardinho de nome Saturnino, com idade de quatro á cinco annos, que o houve por compra á Manuel José da Costa, e porque se ache assim livre vende e defacto vendido tem ao segundo outorgante comprador Manoel Sedraís d´Oliveira Junior, pelo preço e quantia de duzentos cincoenta mil reis, cuja quantia recebeo ao fazer d´esta em moéda corrente, e di cuja quantia dá a vendedora ao comprador pura geral irrevogável quitação para lhe não ser mais pedida e nem repetida em tempo algum. Pudendo o dito comprador tomar posse do dito escravo desde já, e da forma que lhe parecer, e quer tome quer não ella vendedora desde já a há por dado, e emcorporado na pessoa delle comprador pela clauzula constitute, visto que faz a prezente venda muito de sua livre vontade e sem constrangimento de pessoa alguma. Disse mais a outorgante vendedora que se obriga por si seus herdeiros e sucessores por qualquer duvida que aparecer possa, e a dia fazerem a todo tempo que se fassa precizo. Pelo comprador Manoel Sedrais d´Oliveira Junior, foi dito que aceitava a prezente escriptura a elle feita com todas as condições. E finalmente por ambos disserão, que por suas pessoas e bens, se obrigavão a terem, e manterrem e cumprirem e guardarem a prezente escriptura, e di a não reclamarem em tempo algum, e se na prezente escriptura faltar alguma clauzula, ou clauzulas, aqui a hei, por expressas; em fé de verdade assim me outorgarão, e mi requererão lhis lavrasse aprezente escriptura, o que satisfiz por mostrarem terem pago os Impostos Nacionais, que cujos são os seguintes = Receita Provincial, numero trezentos e dezecete anno financeiro de mil oito centos sessenta e nove á mil oito centos setenta reis doze mil quinhentos reis, a folha cinco verço do livro de receita fica lançado em debito ao actual colletor a quantia de doze mil quinhentos reis, que pagou Manoel Sedraés d´Oliveira Junior, morador na freguezia do Coité proveniente da meia siza correspondente a duzentos cincoenta mil reis, por quanto comprou a Dona Bernardina Claudina da Espírito Santo, o pardinho, Saturnino, com idade de quatro á cinco annos, ambos naturais da dita Freguezia. Deste termo, guia do Escrivão de Paz Raymundo Nonnato de Couto. E di como recebes e recolhes ao cofre a referida quantia assignou o presente conhecimento. Colletoria da Feira de Santa Anna, vinte sete de Septembro de mil oitocentos sessenta e nove. O Collector Brandão. O Escrivão Borges. Vai
Manoel Sedrais d´Oliveira Junior pagar o sello porprocional correspondente á duzentos cincoenta mil reis porquanto comprou a Dona Bernardina Claudina do Espírito Santo, o escravinho Saturnino, pardo, com idade de quatro á cinco annos, também natural do mesmo Destricto do Coité d´onde dista deste arraial a caza da vendedora duas legoas, e a do comprador, trez. Coité, vinte trez de Setembro de mil oitocentos sessenta e nove. O Escrivão de Paz Raymundo Nonnato de Couto. Numero oito reis quatrocentos reis pagou quatrocentos reis. Feira vinte sete de Setembro de mil oitocentos sessenta e nove. Mangabeira Araújo. E nada mais se continha em os ditos originais, pois eu escrivão bem e fielmente os cupiei, não achei couza que duvida fisesse, e para della dar ostraslados percizos, em nome dos auzentes aquém tocar possao direito della, e por não saber ler escrever a outorgante vendedora, pedio a seu filho Gonçalo Alves d´Almeida, que por ella assignasse, com o outorgante comprador, e testemunhás que se obrigão na forma da lei, as abaixo assignadas depois de lida esta perante todos por mim Raymundo Non-
nato de Couto, escrivão que a escrevi.