Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…
Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...
Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.
Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.
quarta-feira, 1 de julho de 2020
Família Maia
domingo, 22 de maio de 2016
Maya o Amaya
Apellido de origen castellano, toponímico, de la provincia de Burgos, según información del genealogista Ocariz, "A ocho leguas de Burgos, cuatro de Aguilar de Campoo y tres de Villadiego, hubo en la antigüedad una ciudad muy importante que se llamó sucesivamente Patricia, Aregia o Varegia y finalmente Amaya". Aunque la ciudad desapareció como tal, quedó el nombre de su territorio. Se encuentra también en Navarra el apellido Maya, parece que distinto al linaje Amaya, pero trae las mismas armas, pudiéndose tratar del mismo linaje o descendiente de éste.
Escudo:
Escudo partido: el 1º, jaquelado, con nueve piezas de plata y nueve de sable, el 2º, de plata y dos lobos de sable. Bordura del 2º de gules con dieciocho aspas de oro.
Fonte: http://heraldicahispana.com/ApA/aaappp.php
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Sobrenome: Maya
Maia - Sobrenome português toponímico primitivo Amaia, e com a preposição de , de Maia se fez da Maia. Vem do latim Maia nome da deusa da vegetação. Os Maias procedem de D. Mem Gonçalves de Maya, que foi o primeiro que tomou este apelido da terra de Maya, que ganhou dos Mouros, pai de D. Sueiro Mendes o Bom da Maya, descendente por varonia de el-rei D.Ramiro II, de Leão.
Fonte: http://www.benzisobrenomes.com/nomes/m.htm
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Maia - Maya
História
Nome de raízes toponímicas, tirado que foi da terra da Maia, o antigo domínio da linhagem desta designação, é possível que os descendentes de alguns dos ramos daquela o tenham vindo a tomar como apelido. Eram os «da Maia» uma linhagem das mais preclaras e remotas origens, ainda altimedievais, tendo vindo a recair a sua primogenitura, bem como os seus principais bens patrimoniais na linhagem dos «de Riba-de-Vizela», pelo casamento do chefe destes com a filha herdeira do daqueles. E como foram os Melos que vieram a representar a primogenitura dos «de Riba-de-Vizela», foram também eles que passaram a representar a linhagem dos «da Maia». Deste modo a chefia de ambas, bem como a dos Melos, caíu na Casa dos Condes desta designação e, hoje, na dos Condes de Mangualde.
Ainda durante a Idade Média, no entanto, a descendência secundogénita dos «da Maia», conservando nalguns casos a categoria nobiliárquica de Ricos-homens e certas parcelas dos antigos bens senhoriais da linhagem, deu origem a família que transformaram a designação daquela em apelido. Assim, no Livro do Armeiro-Mor atribuem-se a uma família (?) da Maia umas armas que deverão provir do «sinal» pré-heráldico da antiga linhagem.
A história da linhagem, segundo Francisco António Dória ("Lendas, Mitos'' em "Convergência: Ensaios em Homenagem a Emmanuel Carneiro Leão no seu 70o. Aniversário", Sette Letras, 1999) começa com com a lenda do Rei Ramiro ou lenda da Miragaia, ou lenda da família da Maia, que conta a história das origens de uma família de infanções cujas terras se situavam nos arredores do Porto. Foram os padroeiros do mosteiro de Santo Tirso de Ribadave, fundado em 978 pelo primeiro antepassado documentado dessa família, um moçárabe (isto é, árabe cristianizado), Abunazar Lovesendes.
Na lenda, o infanção Abunazar torna-se no infante Dom Alboazar Ramires, filho, que não o foi, de Ramiro II, rei de Leão: "O dito D. Ramiro roubou D. Ortiga, irmãa de Alboazar Abuzadão Sr. de Gaya the Santarem, e bisneta de [rei] Aboali a qual pela sua rara formosura obrigou ao do. Rey D. Ramiro a pedilla pa. cazar com ella, q lhe foi negada, dizendo-lhe Alboazar q a ley dos Christaons não premetia ter mais q hua mulher de q resultou o do. roubo, e sentido Alboazar do dito roubo sabendo onde D. Ramiro tinha deixado sua molher em q.to se devertia com D. Ortiga a foi tãobem Roubar, e levou para Gaya, e o q sabendo o Rey D. Ramiro, cobrio as suas fragatas de pano verde, e se veyo meter sem ser percebido em S. João da Foz q entam tinha muytos arvoredos, e pella sua industria se meteo no Palacio [de Alboazar] e fallou com sua mulher pa. ver como a havia de tirar do poder de Alboazar deixando ordem aa sua escolta pa. q ouvindo tocar uma corneta q levou lhe acudissem, e como sua m.er allem de queixosa estava namorada de Alboazar o fichou em Caza pa. o entregar aa morte, de q escapou dizendo [Rei Ramiro] a Alboazar q hia ali pagar seu pecado, e roubo de sua irmãa, mas q o seu comfessor lhe dissera q pa. ser perdoado o do. seu crime havia de morrer afrontozam.te diante do povo a tocar em aquella corneta the arrebentar, no q conveyo Alboazar, para o q lhe mandou fazer hum poste no meyo da Praça alto, e delle se poz a tocar a cujo toque acodindo a sua gente matarão todos os Mouros e trocerão a Raynha, q mandou D. Ramiro atar a hua moo, e lançar no Rio, e dipois recebeu D. Ortuga, de q teve o infante D. Alboazar Ramires.
Outras variantes dizem que D. Ortiga, ou Ortega (isto é, urtiga), se chamava Zara antes do batismo. A lenda é fascinante, porque Ramiro II (c. 900-951) dominou os territórios que constituem hoje Portugal, entre 920 e 930, e foi depois rei de Leão e é personagem documentadíssima. E o rei Aboali é, com certeza, Abdallah, emir de Córdova (844-912) que ascendeu ao emirado em 888. Isso tudo, no prólogo à genealogia dos Coelhos, no autor setecentista Felgueiras Gayo.
Que mais nos diz no começo da história dos da Maia: o Livro de Linhagens do Conde D. Po. [Pedro] principia esta familia em D. Ramiro 2o. de Leãm q roubando hua Moura q poz o nome no batismo Ortiga irmãa de Albuaçar Albocadão Sr. da terra de Gaya a the Santarem, e filha de D. Çadãoçada, e bisneta de ElRey Aboali, com a qual D. Ortiga cazou dipois da morte de sua m.er..."
Em resumo, a lenda conta que Ramiro II trai a mulher, Aldara, com uma moura, Zara ou Ortega, de família nobre (é descendente dos Omíadas de Córdova, parentes do próprio Profeta do Islão. Aldara vinga-se traindo Ramiro com o mouro, e é morta por isso. Ramiro II sai sem punições ou penas, e casa com a moura Ortega, de quem deixa um filho, Dom Alboazar Ramires.
Ramiro II teve por primeira mulher a Ausenda Guterres, filha do conde Guterre Osores, e neta materna de Hermenegildo Guterres, o grande presor de Coimbra. Tiveram quatro filhos: Bermudo, que morre adolescente; Ordonho, depois rei Ordonho III de Leão, e mais dois que desaparecem da história. O casamento dura uns dez anos, pois Ausenda Guterres é repudiada por volta de 930, e naõ mais se sabe dela. Ramiro volta a casar ainda duas vezes, com uma infanta de Navarra e com uma certa Urraca, ou Teresa.
Por que foi repudiada Ausenda Guterres? Não por infertilidade. A lenda do Rei Ramiro sugere que Ausenda Guterres, grande senhora, filha e neta de magnatas, tinha traído o rei.
Se narrativas lendárias são como sonhos, nelas então ocorrem inversões e mecanismos compensatórios. Ramiro II trai Aldara, sua mulher na lenda. Ela dá o troco, e é punida. E se esta sentença refletir, com sinal contrário, o que de facto aconteceu? Ramiro II traído pela mulher, Ausenda?
Na busca pelo que existe de histórico e de fantástico (se é que podemos separar uma coisa da outra) nessa narrativa fascinante encontramos de súbito um tesouro: os arquivos do mosteiro de Lorvão, publicados há século e meio por Alexandre Herculano nos seus "Portugaliae Monumenta Historica, Diplomata et Chartae". As cartas de Lorvão formam a parte mais antiga do acervo. E neles comparecem quase todos os personagens da lenda do Rei Ramiro. Zahadon e sua mulher, Aragunte, junto a Cresconio e a mulher, Smelilo e ainda Bermudo, herdeiros de um certo Fromarico (decerto pai dos que têm nome visigodo, Aragunte, Cresconio e Bermudo) vendem a Gondemiro (que, aprendemos depois, se chamava Gondemiro iben Dauti) e a sua mulher Susana, partes da Vila de Albalat na região de Coimbra. Testemunhas do acto? Ramiro II; seu filho Bermudo; a condessa Ilduara (lembram-se de "Aldara", a mulher de Ramiro na lenda?), os condes Ximeno Dias e Froila Guterres. Escritura de venda de gente poderosa, com o testemunho das gentes mais poderosas da terra, o rei, o príncipe, e membros da família de Hermenegildo Guterres, senhores da região de Coimbra.
Coincidência? Um documento (DC 47) de 938, trata da doação de um moinho, na vila de Ançã, feita pela condessa Ilduara a Gondemiro iben Dauti e a sua mulher Susana. A relação das testemunhas repete, na mesma ordem, o fragmento da genealogia que nos é trazida na lenda: Alboazar filho de D. Zadão Zada, filho de Zada... [Abd al?] Nazar, test.; Zahadon, test.; Zahad, test. Zahadon aparece como presbiter, mas isso não lhe indica um status de eclesiástico. (Ainda que Zahad signifique "ermitão", e Zahadon, "referente ao ermitão") Presbiter era apenas alguém ligado a uma comunidade monástica, e essa família com certeza tinha padroado sobre Lorvão, pelas doações que faz ao mosteiro (DC 68, de 954).
Rodrigo, também conhecido como Abu al-Mundhir, e sua mulher Coraxia, legam ao mosteiro de Lorvão várias vilas, entre as quais Tentúgal, além de outros bens. E vejam-se os nomes dos confirmantes: Walid, Abdallah (Hadella), Abd al-Malik, Ubayd'Allah (Abobadella), Zahadon... Al-Mundhir é o nome do emir de Córdova que morreu na guerra contra Ibn Hafsun em 888; irmão de Abdallah, este, já dissemos, nascido em 844 e falecido em 912, de quem a a genealogia, muito com certeza verdadeira, que está embutida na lenda, diz, descende essa gente de moçárabes com nome de emires, califas, e mais pessoas da família do Profeta.
Por que verdadeira a genealogia? Porque encontramos nos documentos, nos períodos correctos, consistentemente, os personagens da linhagem de Zara.
Por que não seria verdadeira essa linhagem omíada desta família dos Zahads e Zahadons, família obviamente de alta hierarquia? Mas veja-se ainda o que dizemos em seguida:
A lenda do rei Ramiro procura esclarecer-nos sobre as origens da família da Maia, cujo primeiro antepassado documentado é certo Abunazar Lovesendes, fundador do mosteiro de Santo Tirso de Ribadave em 978. A lenda faz do rei Ramiro II pai deste Abunazar, o que é impossível pela cronologia, já que Ramiro morreu em 951, e pelo patronímico, pois o pai de Abunazar chamava-se Lovesendo, e não Ramiro. Segundo a lenda, a família da Maia descenderia do adultério de Ramiro com uma princesa moura: Abunazar ganha na lenda uma ascendência real, da mais alta nobreza, por seu pai e por sua mãe.
Mas, notemos o seguinte: quando esta lenda se fixa por escrito nos livros de linhagens, o árabe é o inimigo subjugado. A conquista do Algarve fora feita nos fins do século XIII por Afonso III. A lenda conta uma ascendência ilustre dos senhores da Maia na família real do inimigo, inimigo político e religioso. Numa família real que se aparentava ao próprio fundador da religião adversária.
Ramiro II parece que entra na lenda como um contrapeso ideológico. Mas notemos que há vínculos indirectos, indícios que mostram vínculos, entre a família da Maia, em fins do século X, e a família do conde de Coimbra, Hermenegildo Guterres. Uma das filhas de Abunazar Lovesendes tem o nome Ausenda como a mulher repudiada de Ramiro II. Um dos filhos de Abunazar, de quem aliás descenderá outro personagem lendário português, Egas Moniz o Aio, é Ermígio. Forma rara do nome Hermenegildo (mais comum é o vernáculo Mendo, ou Mem), aliás frequente e só encontrada nessa família dos da Maia.
Há mais evidências: no século XI, Soeiro Mendes da Maia, dito o bom, litiga nos tribunais contra os herdeiros de certo Froila Cresconiz, que, sempre pela raridade do nome, parece ser filho do Cresconio cunhado de Zahadon e irmão de Aragunte, mulher de Zahadon.
O que aconteceu, na história, no concreto, nunca se saberá ao certo. Mas o seguinte cenário (cenário, deixo claro) parece explicar a narrativa lendária. Ausenda, rainha de Leão e mulher de Ramiro II, comete adultério. É, por isso, repudiada. (Não deve ter sido morta; sua família era poderosa demais.) Do filho adulterino, Lovesendo (compare-se a desinência -sind, Ausenda, Lovesendo), que se casa com a filha de Zahadon, nasce Abunazar Lovesendes, primeiro senhor das terras da Maia.
Para que a lenda? Para mascarar as origens adulterinas e heréticas de uma família que será tão poderosa. Cujos descendentes, muitissimamente numerosos hoje em dia, todos compartilham, ainda que muito, muito longe, do sangue dos Omíadas e de seu parentesco ao Profeta do Islão".
Armas
De vermelho, uma águia de negro. Sabe-se, no entanto, que os «da Maia» usavam por armas um enxaquetado de ouro e vermelho.
Fonte: http://www.myheritage.com.br/photo-2526851_164025811_164025811/brasaoarmas-escudo-maia
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Maia - Maya
História
Nome de raízes toponímicas, tirado que foi da terra da Maia, o antigo domínio da linhagem desta designação, é possível que os descendentes de alguns dos ramos daquela o tenham vindo a tomar como apelido. Eram os «da Maia» uma linhagem das mais preclaras e remotas origens, ainda altimedievais, tendo vindo a recair a sua primogenitura, bem como os seus principais bens patrimoniais na linhagem dos «de Riba-de-Vizela», pelo casamento do chefe destes com a filha herdeira do daqueles. E como foram os Melos que vieram a representar a primogenitura dos «de Riba-de-Vizela», foram também eles que passaram a representar a linhagem dos «da Maia». Deste modo a chefia de ambas, bem como a dos Melos, caíu na Casa dos Condes desta designação e, hoje, na dos Condes de Mangualde.
Ainda durante a Idade Média, no entanto, a descendência secundogénita dos «da Maia», conservando nalguns casos a categoria nobiliárquica de Ricos-homens e certas parcelas dos antigos bens senhoriais da linhagem, deu origem a família que transformaram a designação daquela em apelido. Assim, no Livro do Armeiro-Mor atribuem-se a uma família (?) da Maia umas armas que deverão provir do «sinal» pré-heráldico da antiga linhagem.
A história da linhagem, segundo Francisco António Dória ("Lendas, Mitos'' em "Convergência: Ensaios em Homenagem a Emmanuel Carneiro Leão no seu 70o. Aniversário", Sette Letras, 1999) começa com com a lenda do Rei Ramiro ou lenda da Miragaia, ou lenda da família da Maia, que conta a história das origens de uma família de infanções cujas terras se situavam nos arredores do Porto. Foram os padroeiros do mosteiro de Santo Tirso de Ribadave, fundado em 978 pelo primeiro antepassado documentado dessa família, um moçárabe (isto é, árabe cristianizado), Abunazar Lovesendes.
Na lenda, o infanção Abunazar torna-se no infante Dom Alboazar Ramires, filho, que não o foi, de Ramiro II, rei de Leão: "O dito D. Ramiro roubou D. Ortiga, irmãa de Alboazar Abuzadão Sr. de Gaya the Santarem, e bisneta de [rei] Aboali a qual pela sua rara formosura obrigou ao do. Rey D. Ramiro a pedilla pa. cazar com ella, q lhe foi negada, dizendo-lhe Alboazar q a ley dos Christaons não premetia ter mais q hua mulher de q resultou o do. roubo, e sentido Alboazar do dito roubo sabendo onde D. Ramiro tinha deixado sua molher em q.to se devertia com D. Ortiga a foi tãobem Roubar, e levou para Gaya, e o q sabendo o Rey D. Ramiro, cobrio as suas fragatas de pano verde, e se veyo meter sem ser percebido em S. João da Foz q entam tinha muytos arvoredos, e pella sua industria se meteo no Palacio [de Alboazar] e fallou com sua mulher pa. ver como a havia de tirar do poder de Alboazar deixando ordem aa sua escolta pa. q ouvindo tocar uma corneta q levou lhe acudissem, e como sua m.er allem de queixosa estava namorada de Alboazar o fichou em Caza pa. o entregar aa morte, de q escapou dizendo [Rei Ramiro] a Alboazar q hia ali pagar seu pecado, e roubo de sua irmãa, mas q o seu comfessor lhe dissera q pa. ser perdoado o do. seu crime havia de morrer afrontozam.te diante do povo a tocar em aquella corneta the arrebentar, no q conveyo Alboazar, para o q lhe mandou fazer hum poste no meyo da Praça alto, e delle se poz a tocar a cujo toque acodindo a sua gente matarão todos os Mouros e trocerão a Raynha, q mandou D. Ramiro atar a hua moo, e lançar no Rio, e dipois recebeu D. Ortuga, de q teve o infante D. Alboazar Ramires.
Outras variantes dizem que D. Ortiga, ou Ortega (isto é, urtiga), se chamava Zara antes do batismo. A lenda é fascinante, porque Ramiro II (c. 900-951) dominou os territórios que constituem hoje Portugal, entre 920 e 930, e foi depois rei de Leão e é personagem documentadíssima. E o rei Aboali é, com certeza, Abdallah, emir de Córdova (844-912) que ascendeu ao emirado em 888. Isso tudo, no prólogo à genealogia dos Coelhos, no autor setecentista Felgueiras Gayo.
Que mais nos diz no começo da história dos da Maia: o Livro de Linhagens do Conde D. Po. [Pedro] principia esta familia em D. Ramiro 2o. de Leãm q roubando hua Moura q poz o nome no batismo Ortiga irmãa de Albuaçar Albocadão Sr. da terra de Gaya a the Santarem, e filha de D. Çadãoçada, e bisneta de ElRey Aboali, com a qual D. Ortiga cazou dipois da morte de sua m.er..."
Em resumo, a lenda conta que Ramiro II trai a mulher, Aldara, com uma moura, Zara ou Ortega, de família nobre (é descendente dos Omíadas de Córdova, parentes do próprio Profeta do Islão. Aldara vinga-se traindo Ramiro com o mouro, e é morta por isso. Ramiro II sai sem punições ou penas, e casa com a moura Ortega, de quem deixa um filho, Dom Alboazar Ramires.
Ramiro II teve por primeira mulher a Ausenda Guterres, filha do conde Guterre Osores, e neta materna de Hermenegildo Guterres, o grande presor de Coimbra. Tiveram quatro filhos: Bermudo, que morre adolescente; Ordonho, depois rei Ordonho III de Leão, e mais dois que desaparecem da história. O casamento dura uns dez anos, pois Ausenda Guterres é repudiada por volta de 930, e naõ mais se sabe dela. Ramiro volta a casar ainda duas vezes, com uma infanta de Navarra e com uma certa Urraca, ou Teresa.
Por que foi repudiada Ausenda Guterres? Não por infertilidade. A lenda do Rei Ramiro sugere que Ausenda Guterres, grande senhora, filha e neta de magnatas, tinha traído o rei.
Se narrativas lendárias são como sonhos, nelas então ocorrem inversões e mecanismos compensatórios. Ramiro II trai Aldara, sua mulher na lenda. Ela dá o troco, e é punida. E se esta sentença refletir, com sinal contrário, o que de facto aconteceu? Ramiro II traído pela mulher, Ausenda?
Na busca pelo que existe de histórico e de fantástico (se é que podemos separar uma coisa da outra) nessa narrativa fascinante encontramos de súbito um tesouro: os arquivos do mosteiro de Lorvão, publicados há século e meio por Alexandre Herculano nos seus "Portugaliae Monumenta Historica, Diplomata et Chartae". As cartas de Lorvão formam a parte mais antiga do acervo. E neles comparecem quase todos os personagens da lenda do Rei Ramiro. Zahadon e sua mulher, Aragunte, junto a Cresconio e a mulher, Smelilo e
ainda Bermudo, herdeiros de um certo Fromarico (decerto pai dos que têm nome visigodo, Aragunte, Cresconio e Bermudo) vendem a Gondemiro (que, aprendemos depois, se chamava Gondemiro iben Dauti) e a sua mulher Susana, partes da Vila de Albalat na região de Coimbra. Testemunhas do acto? Ramiro II; seu filho Bermudo; a condessa Ilduara (lembram-se de "Aldara", a mulher de Ramiro na lenda?), os condes Ximeno Dias e Froila Guterres. Escritura de venda de gente poderosa, com o testemunho das gentes mais poderosas da terra, o rei, o príncipe, e membros da família de Hermenegildo Guterres, senhores da região de Coimbra.
Coincidência? Um documento (DC 47) de 938, trata da doação de um moinho, na vila de Ançã, feita pela condessa Ilduara a Gondemiro iben Dauti e a sua mulher Susana. A relação das testemunhas repete, na mesma ordem, o fragmento da genealogia que nos é trazida na lenda: Alboazar filho de D. Zadão Zada, filho de Zada... [Abd al?] Nazar, test.; Zahadon, test.; Zahad, test. Zahadon aparece como presbiter, mas isso não lhe indica um status de eclesiástico. (Ainda que Zahad signifique "ermitão", e Zahadon, "referente ao ermitão") Presbiter era apenas alguém ligado a uma comunidade monástica, e essa família com certeza tinha padroado sobre Lorvão, pelas doações que faz ao mosteiro (DC 68, de 954).
Rodrigo, também conhecido como Abu al-Mundhir, e sua mulher Coraxia, legam ao mosteiro de Lorvão várias vilas, entre as quais Tentúgal, além de outros bens. E vejam-se os nomes dos confirmantes: Walid, Abdallah (Hadella), Abd al-Malik, Ubayd'Allah (Abobadella), Zahadon... Al-Mundhir é o nome do emir de Córdova que morreu na guerra contra Ibn Hafsun em 888; irmão de Abdallah, este, já dissemos, nascido em 844 e falecido em 912, de quem a a genealogia, muito com certeza verdadeira, que está embutida na lenda, diz, descende essa gente de moçárabes com nome de emires, califas, e mais pessoas da família do Profeta.
Por que verdadeira a genealogia? Porque encontramos nos documentos, nos períodos correctos, consistentemente, os personagens da linhagem de Zara.
Por que não seria verdadeira essa linhagem omíada desta família dos Zahads e Zahadons, família obviamente de alta hierarquia? Mas veja-se ainda o que dizemos em seguida:
A lenda do rei Ramiro procura esclarecer-nos sobre as origens da família da Maia, cujo primeiro antepassado documentado é certo Abunazar Lovesendes, fundador do mosteiro de Santo Tirso de Ribadave em 978. A lenda faz do rei Ramiro II pai deste Abunazar, o que é impossível pela cronologia, já que Ramiro morreu em 951, e pelo patronímico, pois o pai de Abunazar chamava-se Lovesendo, e não Ramiro. Segundo a lenda, a família da Maia descenderia do adultério de Ramiro com uma princesa moura: Abunazar ganha na lenda uma ascendência real, da mais alta nobreza, por seu pai e por sua mãe.
Mas, notemos o seguinte: quando esta lenda se fixa por escrito nos livros de linhagens, o árabe é o inimigo subjugado. A conquista do Algarve fora feita nos fins do século XIII por Afonso III. A lenda conta uma ascendência ilustre dos senhores da Maia na família real do inimigo, inimigo político e religioso. Numa família real que se aparentava ao
próprio fundador da religião adversária.
Ramiro II parece que entra na lenda como um contrapeso ideológico. Mas notemos que há vínculos indirectos, indícios que mostram vínculos, entre a família da Maia, em fins do século X, e a família do conde de Coimbra, Hermenegildo Guterres. Uma das filhas de Abunazar Lovesendes tem o nome Ausenda como a mulher repudiada de Ramiro II. Um dos filhos de Abunazar, de quem aliás descenderá outro personagem lendário português, Egas Moniz o Aio, é Ermígio. Forma rara do nome Hermenegildo (mais comum é o vernáculo Mendo, ou Mem), aliás frequente e só encontrada nessa família dos da Maia.
Há mais evidências: no século XI, Soeiro Mendes da Maia, dito o bom, litiga nos tribunais contra os herdeiros de certo Froila Cresconiz, que, sempre pela raridade do nome, parece ser filho do Cresconio cunhado de Zahadon e irmão de Aragunte, mulher de Zahadon.
O que aconteceu, na história, no concreto, nunca se saberá ao certo. Mas o seguinte cenário (cenário, deixo claro) parece explicar a narrativa lendária. Ausenda, rainha de Leão e mulher de Ramiro II, comete adultério. É, por isso, repudiada. (Não deve ter sido morta; sua família era poderosa demais.) Do filho adulterino, Lovesendo (compare-se a desinência -sind, Ausenda, Lovesendo), que se casa com a filha de Zahadon, nasce Abunazar Lovesendes, primeiro senhor das terras da Maia.
Para que a lenda? Para mascarar as origens adulterinas e heréticas de uma família que será tão poderosa. Cujos descendentes, muitissimamente numerosos hoje em dia, todos compartilham, ainda que muito, muito longe, do sangue dos Omíadas e de seu parentesco ao Profeta do Islão".
Armas
De vermelho, uma águia de negro. Sabe-se, no entanto, que os «da Maia» usavam por armas um enxaquetado de ouro e vermelho.
Casas
Títulos, Morgados e Senhorios
- Barões de Araújo Maia
- Barões de Camocim
- Barões de Matosinhos
- Barões de Mota Maia
- Condes de Mota Maia
- Condes de São João de Ver
- Morgados de Faria
- Senhores da Maia
- Senhores da Trofa-a
- Senhores de Entre Douro e Minho
- Viscondes de Faria e Maia
- Viscondes de Mota Maia
Fonte: http://www.geneall.net/P/fam_page.php?id=566
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Origen del apellido Amaya (Maya)
Linaje proveniente de la villa con el mismo nombre en Burgos, Castilla. Su casa solar más antigua se encuentra en la Peña de Amaya próximo a Miranda de Ebro (Burgos), de allí pasaría luego a Aguilar de Campo (Palencia) y Asturias, La Rioja, Andalucía, Extremadura y Portugal. La rama de Galicia fundó una casa solar en coto de Amaya, la cual pertenecía a los condes de Lemos.
Escudo de Armas del Apellido Amaya
Traen por armas: En campo de gules un águila de su color natural, picada de plata y armada de oro.Los de Peña de Amaya: En campo de plata cuatro palos de gules.
En Asturias traen: De oro, una peña morada con un árbol de sinople y una sierpe al natural enroscada al tronco, al pie de la peña una fuente.
Los de Burgos y Navarra: Escudo partido. 1º jaquelado de nueve piezas de plata y nueve de sable. 2º De plata, dos lobos de sable, uno sobre otro. Bordura de gules con 18 aspas de oro.
En Aguilar de Campo: En campo de oro una torre de piedra sobre un peñasco. Partido de plata con un león rampante de su color y medio cortado de sinople con un brazo armado de plata, que tiene en la mano derecha una espada del mismo metal con la punta ensangrentada. Bordura de azur con una cadena de oro de ocho eslabones.
También otros de Castilla: De sinople, un león rampante de su color coronado de oro. Bordura componada de azul y plata, una estrella de plata en cada pieza de azur.
Los de Galicia traen: En campo de oro cuatro contrabandas de azur.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Brasão da Família Maia
Maia é o nome de uma planta muito comum em Portugal, considerada por alguns daninha, anteriormente usada na confecção de vassouras. A origem do sobrenome Maia esta ligada a uma região em Portugal do mesmo nome, a região se estendia por quase todo o norte do atual Portugal, hoje Maia e apenas um pequeno município, o nome Maia já era usado pelos habitantes desta região como sobrenome desde antes da própria fundação do país de Portugal, segundo a lenda o primeiro rei português, Dom Afonso Henriques, foi educado junto a família Mendes da Maia, que já governava a antiga região de Maia, na época a região era governada pelo famoso cavaleiro Gonçalo Mendes da Maia, que entrou para historia portuguesa pela sua constante luta contra os mouros.
Fonte: http://historicobrasaodefamiliass.blogspot.com.br
sábado, 11 de janeiro de 2014
Brasão da Família Maia
(Origem Portuguesa)
Uma das mais antigas linhagens portuguesas.
Dom Gonçalo Trastamires da Maia, senhor da Terra da Maia, da qual tomou o apelido, foi contemporâneo de Dom Afonso V e de Dom Afonso VI de Castela.
Teve muitas guerras com ou Mouros, a quem tomou a Terra da Maia, que era a região situada entre o Mouro e o Lima. Deixou geração que seguiu o apelido Maia.
Segundo o Visconde de Sanches de Baena, as armas aqui representadas são as originais do sobrenome, registradas no livro da Torre de Combo, à folha 22.
Outros Maia usaram brasão com pequenas diferenças.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Porque trocaram o sobrenome Maya por Cedraz?
Já coloquei aqui no blog algumas postagens sobre a família Maya/Cedraz. Mas eu ainda não consegui encontrar nenhuma explicação do porque a familia trocou o sobrenome de Maya para Cedraz. Porque trocar “de Oliveira Maya” por “Cedraz de Oliveira”?
A família Cedraz da nossa região (Coité, Serrinha, Jacobina, etc..) é toda descendente de Fructuoso de Oliveira Maya e Bernarda Maria da Silva (filha de Bernardo da Silva, fundador de Serrinha), mais precisamente de um dos filhos dele, o Ignácio de Oliveira Maya, que era casado com Anna Maria da Silva.
Não sei quantos filhos Ignacio e Anna tiveram pois só conheço um Manoel Cedraz de Oliveira (que é meu pentavô), então não sei dizer se todos os filhos de Ignacio eram Cedraz de Oliveira ou só Manoel. Se só Manoel tinha esse sobrenome, então foi ele quem fez a troca dos sobrenomes e não o pai. Mas a questão é: Porque?
Alguém sabe porque Maya foi trocado por Cedraz? Sinceramente eu prefiro Maya…