Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os Carneiros - Família de S. Bartholomêo

 

Fonte: A Familia de Serrinha 1926 – Livro sobre os descendentes de Bernardo da Silva, fundador de Serrinha

Em 12 de Janeiro de 1741, por escritura pública passada na cidade de Salvador, Bahia de Todos os Santos, Antonio Carneiro da Silva comprou a Santa Casa de Misericórdia, representada por seu procurados Francisco de Sá Peixoto, a fazenda S. Bartholomêo, no Termo da Villa de N. S. do Rosário do Porto de Cachoeira.

Vinte e cinco anos depois, em 21 de maio de 1766, Antonio Carneiro da Silva comprou a Manoel Saldanhha, por escritura pública passada em notas do tabelião da cidade do Salvador, Antonio Barbosa de Oliveira, do sítio Bom Successo, Boqueirão e Tocós, <que parte ao meio com a fazenda da Serrinha, pelo Morro>.

E quarenta e três anos mais tarde, em 2 de janeiro de 1784, por escritura pública em notas do Tabelião Antonio Pinto dos Reis, de São João de Agua Fria, no Sítio de Serrinha, o mesmo Antonio Carneiro da Silva e sua mulher Anna Maria da Silva ratificaram os dotes que haviam feito a seus filhos Ignacio Manoel Carneiro, Maria de Jesus de Assumpção, casada com Braz Ferreira da Costa, alferes José da Silva Carneiro, Antonia da Silva e Ana. Ignacio teve a Fazenda Bom Sussesso, Braz a fazenda Boqueirão, o Alferes José da Silva a fazenda Tanque, Antonia a Fazenda Poções e Anna a fazenda Cedro.

Não existe registros de outras escrituras de ratificação de dotes. Mas, além desses filhos, Anna e Antônio Carneiro da Silva tiveram mais os seguintes filhos: João Baptista Carneiro que se casou com uma senhora da fazenda Rego do Pedrão, e se estabeleceu em São José das Itapororocas; Antônio da Silva Carneiro, morador em sua fazenda São Bartholomeo  que por escritura pública de 22 de setembro de  1814, no arraial de Serrinha , em casa de Manoel Moreira, genro de Fructuoso de Oliveira Maya, comprou à Condesda da Ponte, por seu procurador Capitão Antônio Manoel da Silva, a fazenda Vermelhos; Rosaria, que se casou com Custódio Pereira Passos, português, e se estabeleceu  no sitio Calando; Ignácia que se casou com  Matheus da Silva Cardozo, Petêo, e estabeleceu-se em Cajazeiras; e uma filha que se casou em São José das Itapororocas e cujo marido fundou a fazenda Água Fria (mais para frente o autor menciona que ele foi o fundador da fazenda S. Ritta).

Antonio da Silva Carneiro só teve dois filhos: Antonio Carneiro, de Agua Dôce, que não teve posteridade, e o capitão José Nunes da Silva Carneiro, que em 1825 vivia em sua fazenda S. Bartholomêo, termo de Cachoeira, e nesse ano, em 25 de Novembro, tomou de emprestimo ao cofre de orfãos de Jacobina a quantia de 400$000 e deu em garantia as suas fazendas Calderãozinho e Vargem das Flores, com gado, sendo seuas abonadores Domingos Ferreira Fidelis e Joaquim José de Sant’Anna e sua mulher Maria de Jesus das Mêrces e foi representado por seu procurador Manoel Cypriano de Souza.

João Baptista Carneiro teve os seguintes filhos: coronel José Baptista Carneiro, que em 7 de Janeiro de 1811, por escritura pública passada na villa e minas de S. Antonio de Jacobina, onde se casou com Anna Simplicia de S. Catharina, constituiu diversos procuradores, entre elles José Carneiro da Silva Rego, em Cachoeira, e João Carneiro da Silva da Silva Rego, em qualquer parte, para defende-lo numa questão que lhe moveu Christovam Pereira da Silva, cirurgião-mór de um dos regimentos da cidade da Bahia; José Carneiro da Silva Rego, morador no termo de Cachoeira; João Carneiro da Silva Rego, que em 1819 era tabelião da Bahia; Bernarda que não se casou e se firmou no sitio Malhada de Areia.

O Alferes José da Silva Carneiro, que morreu em 28 de janeiro de 1857 com a idade de noventa e oito anos e alguns meses, casou em primeiras núpcias com sua prima, filha de Miguel Affonso Ribeiro, e em segunda núpcias com sua prima segunda Anna Maria, filha do capitão Manoel José Moreira.


Do seu primeiro casamento teve dois filhos: o Capitão José Carneiro da Silva, que se casou com Maria Francisca da Purificação, filha de José Affonso e neta de Miguel Affonso Ribeiro, e Anna da Silva Carneiro,  que se casou com Tristão Gomes da Silva, neto de Fructuoso de Oliveira Maya. Do seu segundo casamento houve os seguintes filhos: Bernarda, que não se casou; Joaquim Moreira da Silva Carneiro, que se casou com Joanna de Lima, do Pedrão e se estabeleceu no sítio Malhada e teve muitos filhos; Ricardo Moreira da Silva Carneiro, que foi casado com Catharina Mathildes Carneiro, filha do coronel José Baptista Carneiro, sua prima, foi morar em Riachão do Jacuhype e não teve filhos; Maria da Representação, casada que foi com Manoel José Vieira, seu parente, ramo dos Apollinários; Luiza Prudenciana, que se consorciou com Antônio Alves Carneiro, seu primo; Anna Ritta, que se casou com Francisco Simplício, filho do Coronel José Baptista Carneiro.

Rosária casada com Custodio Ferreira Passos (O autor às vezes menciona ele como Custodio Pereira Passos), português, é mãe do capitão José Ferreira da Silva, que se colocou no sitio Victória; de Antônio Ferreira da Silva, que se firmou no sitio Aboboreiras; de Joaquim Ferreira da Silva; de Custódio; de Anna Maria da Silva, que se casou com Zacharias Ferreira da Silva Oliveira, seu parente, ramo dos Santhiagos; e Maria das Mercês que foi casada com Joaquim Manoel da Silva.

Os filhos de Ignacia, casada com Matheus da Silva Cardoso, Petêo, foram: Matheus Carneiro da Silva, que se casou com Anna Francisca, sua prima, filha de José Affonso; Anna Maria, que se casou com José Affonso Ribeiro, seu primo; e Bernarda Maria da Silva, que se casou com seu primo Miguel Affonso Ribeiro.

Nada sei sobre a descendencia dos outros filhos de Antonio Carneiro da Silva e sua mulher Anna Maria da Silva.

O Coronel José Baptista Carneiro, seu neto, filho de João Baptista Carneiro, que em 1811 morava em Jacobina, onde se casou com Anna Simplícia de S. Catharina, das famílias Miranda e Brandão, e foi fundador da fazenda Agostinho Duarte, distante duas léguas de Bom Despacho, municipio de Feira de Sant’Anna, teve de seu casamento os seguintes filhos, todos tetranetos de Bernardo da Silva: Maria, casada com José Ferreira da Silva, Zuzinha, de Aboboreiras, pai do Dr João Marcellino da Silva Carneiro, já falecido; Francisco Simplício da Silva Carneiro, casado com Anna Ritta, filha do alferes José da Silva Carneiro; João, casado na família Moreira Rego, do Iassú; José Baptista, casado na mesma família; Antônio Alves Carneiro, casado com Luiza Prudenciana, filha do alferes José da Silva Carneiro, de cujo consorcio teve cinco filhos, a saber, Ricardo, Juvêncio, Maria da Pureza, cônego José Carneiro, vigário do Pedrão e Antônio; Guilhermina, casada com Antônio Ferreira da Silva, da Aboboreira; Theodora, casada com Bernardino Ferreira, da Aboboreira; Joaquim Baptista Carneiro, casado na família Ayres de Almeida, do municipio de Santo Amaro; Luiza, solteira; Anna, casada com José Tavares, Zuzú, de S. Ritta; Catharina Mathildes Carneiro, casada com Ricardo Moreira da Silva Carneiro, da Lagôa do Boi, filho do alferes José da Silva Carneiro; Cândida, casada com Bernardo Carneiro, da fazenda S. Antonio, de cujo consórcio nasceu o coronel João Paulo da Silva Carneiro; Miguel Alves Carneiro, casado, sem filhos; José Carneiro da Silva Rêgo, também seu neto, que foi tabelião na Bahia, teve os seguinte filhos: bacharel José Carneiro da Silva Rêgo, que se casou com uma senhora pernambucana e foi figura saliente na Sabinada, José Rêgo, que não se casou, uma filha casada com o tenente Marinho, uma outra casada com José Correia de Britto. Se teve outros filhos, como é possível, não é do meu conhecimento.


Dos filhos do alferes José da Silva Carneiro só conhecemos a descendência do capitão José Carneiro da Silva, de Anna da Silva Carneiro casada com Tristão Gomes da Silva, de Maria da Representação casada com Manoel José Vieira e de Luiza Prudenciana, casada com Antônio Alves Carneiro. Eila:


Filhos do capitão José Carneiro da Silva, casado que foi com Maria Francisca da Purificação, filha de José Affonso e neta de Miguel Affonso Ribeiro:

1- Joaquim Carneiro da Silva Ribeiro, casado com Maria Francisca de Oliveira, filha de Antônio Ferreira de Oliveira, ramo dos Santhiagos, o qual se estabeleceu em Agua Bôa e teve vários filhos;

2- Capitão José Carneiro da Silva, Zuza, morador em sua fazenda Mandacarú, casado com Jeronyma, Loló, filha de Manoel Ferreira de Oliveira, ramo dos Santhiagos, e viúva de de Zacharias Gonçalves Pereira, de cujo consorcio teve os seguintes filhos: Carolina Carneiro de Araújo, Calú, casada com o capitão José Joaquim de Araújo, capitão Zezinho, meu pai (pai do autor do livro), viúvo de Antonia Clementina Moreira Pinto; José Carneiro da Silva, meu Zé, ainda vivo e quase octagenario(em 1926 quando o livro foi escrito); Antônio; Elpidio; e Leonel;

3- Tenente-coronel Miguel Carneiro da Silva Ribeiro, pai de Antônio, Joaquim e Marianno Silva Ribeiro, e de Theodolina, Dulina, casada com Pedro Alves Pinheiro, Miquelina, casada com Antônio Rodrigues Nogueira, Anna, Donana e Leopoldo;

4- Capitão Ignácio Carneiro da Silva Ribeiro;

5 - Capitão Tertuliano da Silva Ribeiro, que se casou com uma senhoara de Inhambupe;

6- Antônio Carneiro da Silva Ribeiro;

7 - Elpídio Carneiro da Silva Ribeiro;

8 - Anna Francisca Carneiro, casada com o professor Antônio Martins Ferreira, ramo dos Santhiagos, viúvo de Maria Pinheiro, ramo dos Affonsos, com quem teve os seguintes filhos: padre Loreto, padre Urbano, professoara Amália (Vina), Pacífica  e uma filha que se casou com o negociante português Santos Seara, residente na capital, hoje (em 1926) representada, bem como seu marido já falecido, por seus filhos João Martins dos Santos Seara e Maria Izabel Martins Seara, residentes no Rio de Janeiro;

9- Maria Rosa Carneiro casada que foi com o professor Manoel Cardoso Ribeiro.


Filhos de Anna, casada com Tristão Gomes da Silva: José Bento, que não se casou. Não tenho noticia de outros.


Filhos de Maria da Representação, Sinhá do Sacco, casada com Manoel José Vieira, ramo dos Apollinários: Liberato, que morreu na adolescencia, e Manoel José Vieira, que se casou com Anna Maria, filha de Joaquim José Vieira e Anna Cardoso e deixou dois filhos - Alfredo e Manoel.


A descendência de Ignácia, casada que foi com Matheus da Silva Cardoso, Petêo, que por não ter se afastado de Serrinha é toda conhecida.

São seus netos, filhos de seu filho Matheus Carneiro da Silva, inventariado em 1864:

1 – José Pedro, que não contraiu casamento;

2 – Manoel Cardoso Ribeiro que se casou com Maria Rosa, filha do capitão José Carneiro da Silva;

3 – Tenente-coronel Joaquim Carneiro de Campos, que se casou em primeiras núpcias Anna, filha de Manoel Ferreira de Oliveira, e em segundas núpcias com Cesária, filha do Tenente João Manoel Freitas, tendo filhos de um e do outro casamento, entre eles Campos Filho, que morreu como diretor da Secretaria de Polícia da Bahia; Maria, casada com Leovigildo Cardoso Ribeiro; e Carolina Carneiro de Campos, todos do primeiro casamento;

4 - Alferes Jesuino Carneiro da Silva, que se casou com Luiza, filha de Manoel José Pinto, português, ramo dos Mayas;

5 - Capitão Antônio Cardoso Ribeiro, que se casou com Joanna, Janjana, filha de Manoel Ferreira de Oliveira, ramo dos Santhiagos, e teve os seguintes filhos: Tiburtina, casada com Leôncio Marques Pedreira de Freitas, Symphronio, Tibério, Leovigildo, Joaquim, Antônio, Miguel e Augusto Cardoso Ribeiro e uma filha chamada Maria e apelido Moça, viúva, estes dois ultimos ainda vivos (em 1926);

6 - Alferes Rosendo Carneiro da Silva, casado que foi com Santinha, filha de Miguel Affonso Ribeiro, e sua mulher Bernarda;

7 - Anna Cardoso Ribeiro, que não se casou;

8 - Maria Lina, que se casou com Simão  Ferreira de Oliveira, filho de Antônio Ferreira de Oliveira;

9 - Cândida, que não se casou;

10 - Custódia, que se casou com o dr. Benedicto Augusto Wenceslao da Silva;

11 - Rita, que se casou com Sulpicio Ferreira de Oliveira, filho de Manoel Ferreira de Oliveira;

12, 13 e 14 - Ignez; Ignácia; e  Carlota, que não se casaram;

15 - Carolina, que se casou com Francisco Romão de Araújo, Xico Trovoada.

Quando tratamos dos Affonsos, demos a relação dos filhos de Anna Maria e Bernarda Maria, casadas respectivamente com José Affonso e Miguel Affonso Ribeiro, o neto.


A filha de Antônio Carneiro da Silva, casada com o fundador da fazenda Santa Rita, teve uma filha, Anna Maria do Nascimento, que se casou com Francisco José da Silva, de Maragogipe, que por ahi andava mascateando, morto em 22 de Setembro de 1862, a quem sobreviveu, e teve os seguintes filhos: Francisco Tavares da Silva Carneiro, tenente-coronel José Tavares da Silva Carneiro, Zuzú Tavares, Demétrio da Silva Carneiro, capitão Antônio Tavares da Silva Carneiro, e quatro moças, das quais três morreram solteiras e uma foi a primeira mulher do capitão José Ribeiro Lima, menino criado por Francisco José da Silva, e morreu ainda jovem sem descendência.


Francisco Tavares da Silva Carneiro, teve os seguintes filhos: Alexandrina, casada com Cidronio; a senhora de João José dos Campos; Eduviges, casada com Quintiliano Martins da Silva, Feira de Sant’Anna; Maria Angélica; tenente-coronel Francisco Tavares, José Tavares, Sidô, Manoel Tavares, Joaquim Tavares, Jaco, Martiniano Tavares, todos da Silva Carneiro; Maria Magdalena, casada, com Tibério Constancio Pereira; Francisca, casada com João Ferreira, Badé; e Antônia casada com Manoel Ferreira, Badé.


O tenente-coronel José Tavares da Silva Carneiro teve os seguintes filhos: capitão Carlos, capitão Joviniano e Jovina, casada com o capitão Leopoldo Ferreira da Silva Carneiro.


Demétrio da Silva Carneiro, casado com Francisca Maria da Silva, filha do capitão José Ferreira da Silva, teve os filhos seguintes: capitão José Carneiro da Silva Ferreira, morador em Itapeipó; Leopoldo Ferreira, Demétrio Ferreira ambos da Silva Carneiro; Maria Magdalena, cadada com o capitão Carlos, seu primo; Antônia Leopoldina, casada com Aristides Cedraz de Oliveira; Isabel Ferreira, casada com Joaquim Cedraz, irmão de Aristides; Maria, casada com José Cedraz, idem; Luzia, casada com Octaviano Cedraz, idem; Francisca, casada com Annibal Ferreira; Leopoldina, casada com José Baptista Carneiro; Alexandrina, casada com o tenente Juvêncio Alves; Umbelina, casada com Ricardo Alves; e Anna, casada com Jayme Moreira.

S. Rita fica entre S. José de Itapororocas, de onde dista numa légua e Tamquinho, no municipio de Feira de S.Anna, e os descendentes do fundador de S. Rita, acima nomeados, são tetranetos de Bernardo da Silva, o Fundador de Serrinha.


São tetranetos de Bernardo da Silva, por via de Rosária, casada com Custódio Pereira Passos: o tentente-coronel José Ferreira da Silva, Casusa da Victoria, que nunca se sasou; o coronel Manoel Ferreira da Silva, pai dos drs Quintino e Jacintho Ferreira da Silva e sogro do dr Manoel Ribeiro Lima; Justino Ferreira da Silva, do Carrapato; João Ferreira da Silva, que morreu solteiro; Francisca Maria da Silva que se casou com Demétrio da Silva Carneiro; Joanna, que se casou com o capitão Antônio Tavares da Silva Carneiro; Bernardina Maria da Silva, que se casou com João Ferreira da Silva; Maria das Mercês, Bembem, segunda mulher do capitão José Ribeiro Lima, do Zumby, pai do Dr. Manoel Ribeiro Lima (filhos do capitão José Ferreira da Silva); Antônio, José, João Ferreira e as senhoras do coronel Manoel Ferreira da Silva e Justino Ferreira  da Silva, esta chamada Luiza (filhos de Antonio Ferreira da Silva); Ponciano, João e outros (filhos de Custódio Ferreira); Manoel Ferreira da Silva, que se casou com uma senhora da família Medeiros, de Mata Grande (filhos de Joaquim Ferreira da Silva).

Nada sei quanto aos filhos de Maria das Mercês, se os teve, e pelo que diz respeito aos de Anna Maria da Silva, casada com Zacharias Ferreira da Silva e Oliveira, deles já felei, quando escrevi sobre os Santhiagos, a cujo ramo pertence meu pai (pai do autor do livro).

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Porque trocaram o sobrenome Maya por Cedraz?


Já coloquei aqui no blog algumas postagens sobre a família Maya/Cedraz. Mas eu ainda não consegui encontrar nenhuma explicação do porque a familia trocou o sobrenome de Maya para Cedraz. Porque trocar “de Oliveira Maya” por “Cedraz de Oliveira”?

A família Cedraz da nossa região (Coité, Serrinha, Jacobina, etc..) é toda descendente de Fructuoso de Oliveira Maya e Bernarda Maria da Silva (filha de Bernardo da Silva, fundador de Serrinha), mais precisamente de um dos filhos dele, o Ignácio de Oliveira Maya, que era casado com Anna Maria da Silva.
Não sei quantos filhos Ignacio e Anna tiveram pois só conheço um Manoel Cedraz de Oliveira (que é meu pentavô), então não sei dizer se todos os filhos de Ignacio eram Cedraz de Oliveira ou só Manoel. Se só Manoel tinha esse sobrenome, então foi ele quem fez a troca dos sobrenomes e não o pai. Mas a questão é: Porque?

Alguém sabe porque Maya foi trocado por Cedraz? Sinceramente eu prefiro Maya…

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os Mayas – Familia de Serrinha

 

Fonte: A Familia de Serrinha 1926 – Livro sobre os descendentes de Bernardo da Silva, fundador de Serrinha

“Por escritura pública passada na cidade do Salvador e Bahia de Todos os Santos, em casa de morada do illustrussimo Manoel Saldanha, pelo tabellião Manoel Antonio Campello, em 17 de Novembro de 1759, o mesmo illustrissimo Manoel de Saldanha e sua mulher dona Joanna da Silva Guedes de Brito, legitimamente senhores e possuidores de um sítio chamado o Saquinho e o dos Possos nas suas terras do certão dos Tocós, ahi graphado toquôz, com trez leguas de comprido e duas de largo, o qual confronta por todas as partes com quem de direito for, venderam-no por 600$000 (seisccentos mil reis), que no acto receberam, a Fructuoso de Oliveira Maya, que nessa escritura se diz morador dos certões. A venda foi feita com declaração porem que nesta terra vendida se se achar alguem acintuado com arrendamento seu ou de seu procurador, delles vendedores, neste caso ficarão os ditos rendeiros conservados e elle comprador de posse de cobrar delles as rendas não sé as vencidas mas também as que forem vencendo ao diante, porem não podem os ditos rendeiros enovar cousa alguma nem alargarem nem mais daquillo em que estiverem de posse enthé o dia dessa venda e como ha coatro annos desta parte pedido arrendamento a seu procurador, delles vendedores, marcos Rodrigues de uma porage a que lhe pozeram por nome Mumbuca deste por se dentro do dito citio que o comprador occupa e agora compra não tem concedido antes se tem botado abaixo os curraes que o dito Marcos Rodrigues levantou e nesta contingencia tem andado thé agora e neste caso se esta dentro das ditas tres leguas de comprimento e duas de largo que hé só que vendem ficará este chamado Mumbuca pertencendo ao comprador por nao estar ainda acituado o dito Marcos Rodrigues e no caso que o dito lograr Mumbuca fique de fóra destas leguas que elles vendedores vendem ficará o dito logar pertencendo a elles ditos vendedores para deste fazerem o que quizerem ou seus procuradores. Foram testemunhas desta escriptura o reverendo vigario Anastacio Pereira e o capitão Luiz de Affonseca Pinto.

Por instrumento publico de auto de posse passado em 6 de Dezembro de 1759, desenove dias depois neste certão dos Tocós, ahi também graphado toquôz, freguesia e termo da villa de Sam Joam de Agua Fria, em o citio do Saquinho e dos Possos, feguezia e termo da dita villa, o tabelião Manoel martins Guimarães deu posse judicial deste sitio, parte denominado saquinho e parte Possos, a Fructuoso de Oliveira Maya, morador na Serrinha, freguezia e termo da dita villa.

Foram testemunhas Manoel Ferreira Santhiago, Bernardo da Silva e Alexandre da Fonseca, tendo este ultimo, por se analphabeto, assignado de cruz.

Fructuoso era casado com Bernarda Maria da Silva, filha de Bernardo da Silva. Tiveram oito filhos, a saber: Seraphim de Oliveira Maya, que se casou com Manoela do Inhambupe, e morreu na casa que depois foi do coronel Miguel Carneiro da Silva Ribeiro e fica no canto da praça da Matriz e da rua Direita, ou Conselheiro Pereira Franco; Bernardina, tia Dina, que não se casou; Anna Maria de Oliveira, casada que foi com o capitão Manoel José Moreira, português; Josepha, que se casou com Tristão de Araújo e Oliveira, portuguez, que se estabeleceu na Mumbuca; Francisca, casada com Jeronymo, que se estabeleceu nos possos; Ignacio de Oliveira Maya, que se casou com Anna Maria da Silva, Doninha, sua prima filha de Antonio Carneiro da Silva; Manoel de Oliveira Maya, que se collocou na Gangorra; e Antonio de Oliveira Maya.

Nas genealogias escriptas pelo professor Martins e pelo padre Cupertino não se faz menção desse Antonio de Oliveira Maya, porem de Antonia de Oliveira Maya, que se casou com José Pereira, portuguez, e foi moradora no Sacco da Matta.

Mas o coronel Aristides Cedraz de Oliveira me afirma não ter tido Fructuoso filha com o nome de Antonia, mas sim filho com o nome de Antonio, e que esse filho é seu bisavô materno.

Elle ainda me affirma que Fructuoso, seu e meu tetravô, teve realmente oito filhos e que os sitios Saquinho e Possos foram divididos entre elles, por morte de seus paes, e que quatro ficaram com Saquinho e quatro com Possos.

Seraphim de Oliveira Maya teve os seguintes filhos: José da Cruz, que não se casou; Zacarias que se casou com uma filha de Simão Alves Barreto e maria Correia, de Agua Fria; uma filha que se casou com Victoriano Alves Barreto, de Olhos d’Agua; Anna Custódia de Jesus, morta em 10 de Abril de 1854, casada que foi com Francisco da Silva e Oliveira, neto de José da Silva e Oliveira, da Tiririca; e mais quatro filhas, entre ellas Francisca e Pomba que não se  casaram.

Anna Maria de Oliveira, casada com o capitão Manoel José Moreira teve os filhos seguintes: padre José Moreira Maya, que foi capelião de Bento Simão; Manoel José Moreira, que se casou em cachoeira com uma sobrinha de Manoel Fernandes Serra e se estabeleceu no logar Fojos, em Cachoeira; Anna Maria Moreira, que se casou com seu parente alferes José da Silva Carneiro, viúvo de uma filha de Miguel Affonso Ribeiro, o velho; Maria Moreira, que se casou em primeiras nupcias com José Alexandre e em segundas nupcias com Francisco Manoel Amancio da Cunha, da Bocca da Catinga; Luiza, que se casou com José Lino de Souza e retirou-se para Sentocé (Sento Sé); Bernarda Archangela Moreira, minha avó, que se casou com Manoel José Pinto, portuguez, que em Serrinha se estabeleceu corrido de Cachoeira em consequencia dos movimentos da Independência e exerceu sempre a profissão de negociante; Antonia Clementina Moreira que não se casou.

Josepha, casada com Tristão de Araújo e Oliveira, teve estes filhos: Tristão Gomes da Silva, que se casou com Anna, filha do alferes José da Silva Carneiro em suas primeiras núpcias com uma filha de Miguel Affonso Ribeiro; e José Luiz de Araújo, que se casou no Riachão de Jacuhype.

Nada sei de positivo sobre a descendencia de Ignacio de Oliveira Maia, Manoel de Oliveira Maia e Antonia de Oliveira Maia. Em 22 de Maio de 1850 morreu Angelo José de Oliveira, viúvo de Maria Francisca, filha de Francisco Manoel da Motta, de Tambiaá. Foi seu inventariante seu irmão Joaquim de Oliveira Maia, que em 1851 era solteiro. Era irmão de Ignacio de Oliveira Maia. Devem ser filhos de Ignacio de Oliveira Maia, filho de Fructuoso de Oliveira Maia. E eu creio que sejam, porque eram primos do tenente coronel Miguel Carneiro da Silva Ribeiro e Ignacio de Oliveira Maia era casado com Doninha, da familia Carneiro, irmã do avô do dito coronel Miguel Carneiro. Angelo José de Oliveira deixou os seguintes filhos, que figuraram em seu inventário em 1850 assim: Maria, 18 annos, Jesuina, 17, Anna, 14, José, 10, Francisco, 8, e Virginia, 6 annos. Maria e Jesuina morreram solteiras, Anna casou-se com José Carneiro de Oliveira e Virginia casou-se com Antonio Joaquim de Araújo, morador na fazenda Recanto, em Serrinha. Tinha terras em Licory, Retiro, patrimonio do finado padre Antonio Manoel de Oliveira, Campinas, Tanque e Gamelleira. Foi inhumado na freguezia de Riachão do Jacuhype.

O coronel Aristides Cedraz de Oliveira diz-me que Manoel Cedraz de Oliveira, seu avô, era irmão de Joaquim de Oliveira Maya e filho de Ignacio de Oliveira Maia. Diz-me ainda que seu avô Manoel Cedraz de Oliveira era casado com uma prima, filha de Antonio de Oliveira Maia, de nome Francisca Xista de Oliveira. Aceito a informação, mas propenso a crer, firmado nas informações do professor martins e do padre Cupertino, que parecem mais seguras, ser sua bisavó que se chamava Antonia de Oliveira Maia e não seu avô que tinha o nome de Antonio de Oliveira Maia, tanto mais quanto elle ignora o nome da mulher do que suppõe ser seu bisavô e os dois informantes a que me refiro dão o nome do marido da sua bisavó. Consiguo a divergencia para que, por meio de velhos documentos, que devem existir, os interessados procurem resolve-la.

O esforço é demasiado para um só, obrigado, na ausencia de archivos publicos, e abandono dos cartorios, procurar papeis antigos em poder de particulares.

Mas si os interessados se entregarem a estas pesquizas, muito podem conseguir, concorrendo para o levantamento da árvore genealogica de suas familias.

Tambem dos tetranetos de Bernardo da Silva, por via de Fructuoso de Oliveira Maia e sua mulher Bernarda da Silva, só conhecemos os que descendem do capitão Manoel José Moreira, casado com Anna Maria de Oliveira. São elles:

1. José Luiz e Maria, filhos de Manoel José Moreira, moradores em Cachoeira, que não se casaram;

2. os filhos de Anna Maria Moreira, casada om o alferes José da Silva Carneiro, cujos nomes se encontram no capitulo destinado aos carneiro, familia de S. Bartholomeu;

3. Jacintho Moreira, que se casou com uma filha de Antonio Pedro da Silva, do Riachão; Manoel Francisco Moreira, que se casou com Constança, filha de Manoel José da Cunha, do Coité; Mariano José da Cunha, que não se casou; Anna Bernardina Moreira, que se casou com o capitão Angelo Ferreira de Carvalho, do Raso (Aracy); e Maria Moreira, que se casou com Severo Fabiano de Carvalho, do Raso (Aracy), irmão de Angelo, todos filhos de Maria Moreira e seu segundo marido Francisco Manoel da Cunhha;

4. Manoel Moreira Pinto, Pintinho, que não se casou e morreu velho, José Moreira Pinto, Cazuza Pinto, que também não se casou, mas deixou um filho natural, perfilhado, Porphyrio, Anna, que se casou com o tenente José Emygdio Riberio, Egydio Moreira Pinto, que se casou com uma senhora de Feira de Sant’Anna, Luiza, que se casou com o alferes Jesuino Carneiro da Silva, Antonia Clementina, minha mãe (do autor do livro), que se casou com o capitão José Joaquim de Araújo, capitão Zezinho, meu pae, e Barbara, appellidada de rainha por sua belleza peregrina, que morreu em pleno noivado, estes filhos de Bernarda Archangela Moreira casada com o portuguez manoel José Pinto.

Nada sei da descendencia de Luiza casada com José Lino de Souza, de Sentocé (Sento Sé).

Os descendentes de José Luiz de Araujo, filho de Tristão de Araújo e Oliveira, neto de Fructuoso de Oliveira Maia e bisneto de Bernardo da Silva, são: José Luiz de Araújo, filho, Semeão José de Araújo, Adrião José de Araújo, Ignacio José de Araújo e Joaquim José Araújo, homens, Anna, que se casou com Alexandre, Maria que se casou com Innocencio da Silva Carneiro, Josepha que se casou com Joaquim Justiniano de Oliveira,  uma casada com um tio do fallecido coronel marcolino Gonçalves Mascarenhas, do Riachão, uma casada com José Manoel, filho de Angelo Carneiro, do Gravatá, uma casada com José Cravinho, filho de Angelo Carneiro, do Gravatá, uma casada com Innocencio, das Flôres, e Maria José de Oliveira morta em 1922 com setenta e tantos annos de idade, casada com Reinaldo Pereira de Oliveira, natural do Pedrão e morador no Candeal, de cujo consórcio teve José Temotheo de Oliveira, fazendeiro no logar Tabúa, comarca de Jacobina, e Antonia Petronilla de Jesus, viúva de Antonio Barnabé Carneiro, filho de Antonio Carneiro da Silva, da malhadinha, e neto de Angelo Carneiro da Silva.

Tristão, irmão de José Luiz de Araújo, teve um filho, José Bento, que se casou com maria Simôa, da familia Carneiro de Coité, onde fixou residência, e teve muitos filhos.

Rematando, esclareço que o coronel Aristides Cedraz de Oliveira, irmão do fallecido bacharel José Cedraz de Oliveira e outros, é filho de José Cedraz de Oliveira e Maria Joanna, sua mulher, filha de Joaquim Carneiro da Silva, da fazenda Lagôa, terras da velha fazenda Bom Successo, doada a Ignacio Manoel Carneiro por seu pae Antonio Carneiro da Silva, genro de Bernardo da Silva.

José Cedraz, pae do coronel Aristides Cedraz, é filho de Manoel Cedraz de Oliveira e sua mulher Francisca Xista de Oliveira, e Manoel Cedraz diz elle, ser filho de Ignacio de Oliveira Maia e Francisca Xista é filha de Antonio ou Antonia de Oliveira Maia, filho ou filha de Fructuoso. São portanto o coronel Aristides Cedraz e seus irmãos bisnetos de Fructuoso de Oliveira Maia. Joaquim da Silva Carneiro pae da mãe do coronel Aristides Cedraz tinha um irmão chamado Innocencio Carneiro da Silva.

Fonte: “A família de Serrinha” do Dr. Antonio José de Araújo, escrito em 1926. issuu.com/carlosvilmar/docs/liivro_a_fam__lia_de_serrinha_1926?e=0/4875287

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sobre a Familia Cedraz

 

Perguntei ao Orlando Matos Barreto, sobre o Manoel Cedraz de Oliveira Júnior que foi casado com a escrava Martinha, ele me respondeu:

Sobre o Manoel Cedraz de Oliveira Junior era filho de Manoel Cedraz de Oliveira e Francisca Xista de Oliveira (primos), conforme encontrei no registro de casamento da igreja, realizado em 23 de fevereiro de 1889; Em entrevista que fiz com seu Pequeno Cedraz, no ano de 1986, ele me confirmava o nome de Manoel como seu bisavô, acrescentando que tinha o apelido de Miné) e que o Manoel Junior (Mané Tenda) era irmão de José Cedraz de Oliveira e tio de Aristides. No Livro a Familia de Serrinha, escrito em 1926, encontrei que Miné era filho de Ignácio de Oliveira Maya. casado com Ana Maria da Silva, filha de Antonio Carneiro da Silva, e Neto paterno de Fructuso de Oliveira Maya, que se casou com Bernarda, filha de Bernardo da Silva, Fundador de Serrinha.