Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Imigração italiana no Brasil

A História de como começou a imigração italiana no Brasil




O Brasil recebeu imigrantes de várias nacionalidades e apesar disso, a imigração italiana no Brasil – e o imigrante italiano – se destacou diante de todos eles. Conquistou seu espaço e criou raízes que fazem com que as comunidades italianas sejam muito ativas ainda hoje no Brasil.
E o motivo é simples. Os italianos falavam uma língua mais próxima ao português, tinham a mesma religiãocostumes mais próximos aos nossos do que os alemães ou japoneses e contribuíam para o “branqueamento” da população brasileira, como era de interesse do governo para tornar o Brasil um país mais “civilizado” aos olhos do mundo e dele próprio.
Como a grande maioria dos imigrantes, os italianos deixaram a Itália para fugir da crise econômica e social pela qual muitos países europeus passavam. No caso específico da Itália, a população, principalmente a rural, tinha dificuldades para sobreviver depois de tantos anos de luta para unificação do país e o alto crescimento demográfico.
Com esse cenário ruim, a emigração era estimulada pelo governo italiano e era, para as famílias, uma forma de sobrevivência. Os Estados Unidos chegou a receber milhares de imigrantes, mas colocou barreiras para impedir a entrada de estrangeiros no país.
No Brasil, havia uma demanda crescente de mão-de-obra barata depois do fim do tráfico de escravos e da abolição da escravatura no Brasil.
Juntando esse cenário à vontade dos italianos em buscar uma melhor qualidade de vida, iniciou-se um processo de imigração subvencionada para o Brasil. Esse tipo de imigração estimulava a vinda de famílias inteiras, com passagens financiadas – a princípio por fazendeiros e mais tarde pelo próprio governo brasileiro -, e eram disponibilizados alojamentos e a garantia de trabalho no campo e nas lavouras. Com isso desembarcavam em solo brasileiro famílias inteiras de italianos.

De onde vieram os primeiros imigrantes italianos


Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil em 1870, e de início se instalaram na região sul. Segundo o IBGE, a maioria dos imigrantes italianos veio da região do Vêneto, norte da Itália, região, na época, com grandes problemas nas zonas rurais. seguidos por italianos vindos da Campânia, Calábria e Lombardia
Apenas quatro regiões italianas não contribuíram com praticamente nenhum imigrante para o Brasil: Ligúria, Úmbria, Lácio e Sardenha.


Para onde vinham os imigrantes


Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias, fundadas em áreas rurais como a Serra Gaúcha, Garibaldi e Bento Gonçalves (1875). Depois de alguns anos, com o aumento do número de imigrantes italianos no Brasil, o governo criou uma nova colônia italiana em Caxias do Sul.
Foram nestas regiões que os imigrantes italianos iniciaram o cultivo da uva e produção de vinhos. Hoje, estas áreas são as principais produtoras de uva do Brasil e produzem vinhos de excelente qualidade.
Outra parte dos imigrantes italianos se dirigiu para as fazendas de café de São Paulo.
Com o passar do tempo, os italianos foram se espalhando pelo Brasil, veja:
  • Rio Grande do Sul: nem todas as colônias foram bem sucedidas nessa região, outras, por sua vez, deram muito certo, como no caso das colônias que deram origem às cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias.
  • Santa Catarina: em sua grande maioria, os italianos foram direcionados para as colônias alemãs e foram discriminados e explorados.
  • Paraná: as colônias próximas à capital, Curitiba, prosperaram com o trabalho na construção de ferrovias para escoar os alimentos produzidos no sul do país.
  • Minas Gerais: a mão-de-obra italiana no estado foi aproveitada para realização de obras públicas ao redor da capital mineira e algumas fazendas de café do sul de Minas.
  • Espírito Santo: a presença de imigrantes italianos foi grande e prospera até 1920.


A Imigração italiana no Brasil com o passar do tempo


As notícias de trabalho semi-escravo e as péssimas condições de vida nas fazendas de café no Brasil se espalharam, chegando até a Itália. Isso fez com que os italianos passassem a escolher outros destinos, como a Argentina e os Estados Unidos.
A imigração italiana no Brasil continuou até a década de 20, quando o ditador Benito Mussolini, com seu governo nacionalista, passou a controlar a emigração. Com a Segunda Guerra Mundial, a declaração de guerra entre Brasil e Itália e a contínua recuperação da economia italiana, a chegada de italianos no Brasil entrou em decadência.

O legado e a cultura dos imigrantes italianos no Brasil

Os italianos que desembarcaram nessa época no Brasil trouxeram na bagagem muitas tradições culturaisque foram incorporadas à cultura brasileira, e que até hoje se fazem presentes.
Algumas palavras do italiano foram “aportuguesadas” e, com o tempo, passaram a fazer parte do vocabulário do brasileiro, como a palavra tchau, proveniente do italiano “ciao”.
As novas técnicas agrícolas que os imigrantes trouxeram foram aplicadas nas lavouras do Brasil.
Se falarmos então da culinária, podemos perceber que a influência italiana foi muito grande e marcante, principalmente, no quesito massas (macarronada, nhoque, canelone, ravióli etc.)molhos e pizzas.
Como o catolicismo no Brasil era forte, a imigração italiana – povo também católico em sua maioria – ajudou a fortalecer ainda mais a religião no país.
Esses fatos mostram apenas um pedaço dessa história tão rica e que acabou aproximando os dois países geograficamente tão distantes, criando laços para todo sempre.
Fonte: https://www.pesquisaitaliana.com.br/imigracao-italiana-tempo/

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Viagem de Navio entre a Itália e o Brasil


Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil a 140 anos atrás. Fugiam de um período de crise profunda na Itália e na Europa em geral, vinham atrás de uma nova esperança de reconstruir suas famílias e suas vidas e encaravam uma viagem de navio entre a Itália e o Brasil de muitos dias e em condições precárias.
Nessa época, o governo brasileiro, que precisava de mão de obra por conta da abolição dos escravos, incentivava a vinda desses imigrantes e financiava os custos da viagem.
Hoje vamos contar um pouco como eram feitas essas viagens de navio entre a Itália e o Brasil e tudo aquilo que nossos descendentes passaram para chegar até aqui.

A Viagem de Navio entre a Itália e o Brasil


Antes de embarcar, os italianos precisavam percorrer longas distâncias dentro do próprio país até chegarem aos portos de Gênova e Nápoles, de onde saiam a maior parte dos navios para o Brasil.
Os italianos que embarcavam nessa viagem não tinham nenhuma certeza além daquela de que precisavam tentar uma nova vida. Saiam da Itália sem sequer saber para onde iriam quando chegassem no Brasil. As famílias descobriam para onde seriam levadas apenas quando chegavam nos portos de Santo ou do Rio de Janeiro.
As passagens concedidas pelo Governo Brasileiro às famílias italianas eram todas de terceira classe, que ficavam, geralmente, nos porões dos navios, com pouca ventilação, muito escuras e úmidas e quase sempre superlotada.
No início, a travessia era feita em navios a vela, e levava cerca de 60 dias para ser concluída. Com os navios a vapor, esse tempo foi reduzido para 20 a 30 dias.
Com um número enorme de passageiros, as condições sanitárias dos vapores eram péssimas e as condições para que doenças contagiosas se espalhassem eram ideais. Não era pouco comum os navios serem acometidos de surtos de piolho, cólera ou sarampo. Como também não havia como tratar dos doentes, muita gente não conseguia chegar ao destino final com vida.
E como eles mesmos já ocupavam os porões dos vapores e para evitar que as doenças se alastrassem ainda mais, não era possível manter os corpos dos mortos até a chegada ao Brasil, para dar-lhes um velório digno como gostariam. Era feita uma cerimônia religiosa rápida e os corpos envolvidos em sacos de pano, feitos com roupas de cama, e lançados ao mar.
Os imigrantes italianos sofriam durante tantos dias com essas doenças, mortes de parentes e com a saudade de tudo e de todos que deixavam para trás. E para aliviar a dor e ajudar a passar o tempo, eram comuns as cantorias de músicas tradicionais italianas.
A chegada era, com toda certeza, um alívio para os que conseguiram fazer a travessia diante de tantos problemas e condições precárias. Se encantavam com nossa natureza ainda preservada na época, mas estranhavam homens e mulheres de pele escura, raros na Europa neste período.
Depois da longa e cansativa viagem de navio entre a Itália e o Brasil, ao desembarcar em Santos ou no Rio, os imigrantes italianos eram direcionados para uma Hospedaria dos Imigrantes e em seguida para as fazendas para onde haviam sido designados.

Os Registros da Viagem e da Chegada dos Imigrantes Italianos



Os acontecimentos, durante a viagem de navio entre a Itália e o Brasil, eram registrados pelo capitão da embarcação e estão preservados no Arquivo Público em Gênova.
Já os registros das chegadas no Brasil foram preservados pelos Estados para onde os imigrantes eram direcionados. Listamos aqui alguns sites de arquivos públicos brasileiros com essa documentação:

Arquivo Público Nacional

No site do arquivo público nacional é possível pesquisar sobre a imigração e colonização promovidas pela União e por empresas e/ou particulares, informações sobre cadastramento de estrangeiros no Brasil, dados sobre a naturalização e expulsão e também informações sobre entrada de imigrantes em portos brasileiros.

Arquivo Público do Estado de Minas Gerais 

O Estado de Minas Gerais recebeu muitos imigrantes italianos e no site do Arquivo público de Minas Gerais é possível encontrar listas de navios e passageiros italianos, informações sobre imigração italiana e colônias de imigrantes no Brasil, registros de batismos e casamentos na Igreja Madre de Deus do Angu, Angustura, Além Paraíba, registros de batismo na Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Piacatuba e Leopoldina no século XIX e alguns registros de óbito dos cemitérios da Trindade do Santíssimo Sacramento – Além Paraíba, de Santana de Pirapetinga, de Santo Antonio do Aventureiro e Nossa Senhora do Carmo em Leopoldina.

Arquivo Público do Estado do Espírito Santo

As informações contidas no site do arquivo público do Espirito Santo são predominantemente sobre a imigração italiana no Espírito Santo, que aconteceu entre os anos de 1874 a 1895. O acervo tem cópia digitalizada de 444 passaportes do Reino da Itália e seis passaportes de imigrantes da atual região do Trentino Alto-Adige (Tirol Italiano), que na época estava sob o domínio da Áustria.
Estão disponíveis para consulta nomes de 3.289 italianos, registrados nas listas de embarque dos navios de Gênova, mas que por algum motivo não chegaram nos navios indicados, uma hipótese é que tenham seguido para outro.
O acervo também conta com o registro de 1.661 italianos que partiram para outros estados brasileiros.

Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul

No arquivo público do Rio Grande do Sul não está disponível pesquisa online, o site permite fazer o agendamento para pesquisa presencial. O acervo documental é formado por livros de registros de nascimentos, casamentos e óbitos, entre 1929 e 1975 e também por processos de habilitação de casamento, datados de 1890 a 1985.
Também traz a lista de arquivos públicos municipais dentro do Estado.

Arquivo Público do Estado de São Paulo

No site do arquivo público de São Paulo é possível fazer a pesquisa online e também conseguir a Certidão de Desembarque, com base nos livros de registros das Hospedarias de imigrantes de São Paulo (1882 a 1958) e nas listas de Desembarque do Porto de Santos (1888 a 1978) e o registro de estrangeiros baseados nas fichas de registro da delegacia especializada de estrangeiros da capital paulista (1939 a 1984).

Arquivo Público do Estado do Paraná

O Arquivo público do Paraná também oferece a possibilidade de pesquisa online de imigrantes. São ao todo 97.727 registros de desembarques no Porto de Paranaguá, entre os anos de 1876 à 1879 e 1885 à 1896. As informações contidas no banco de dados do arquivo público do Paraná foram retiradas dos livros de registros de desembarque, registros em hospedarias e registros de entrada em núcleos coloniais do Paraná.

Museu da Imigração do Estado de São Paulo

O acervo do Museu da Imigração em São Paulo é um dos mais procurados. Ele conta com mais de 87 mil imagens que documentam a história da imigração no Brasil. Além disso é possível encontrar também documentos como:
• Cartas de chamada – Uma declaração de garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à família já instalada no Brasil;
• Cartografias – Mapas e plantas referentes a núcleos coloniais, plantas da antiga Hospedaria de Imigrantes e do Museu da Imigração;
• Iconografias – Banco de imagens da Hospedaria de Imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e retratos dos imigrantes;
• Jornais – Publicações de colônias de imigrantes no Brasil, com edições entre os anos de 1886 e 1987;
• Registros de matrícula – Dados do livro de registro das pessoas que passaram pela Hospedaria de Imigrantes, lista de desembarque;
• Requerimentos SACOP – Documentos que solicitam restituição das despesas de transporte dos imigrantes até a chegada ao Brasil.
Fonte: https://www.pesquisaitaliana.com.br/viagem-de-navio-entre-a-italia-e-o-brasil/