Idade D' Ouro Do Brazil (BA) - 1811 a 1823
O Patriota : Jornal Politico Liberal (RJ) - 1813 a 1814
Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…
Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...
Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.
Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.
Idade D' Ouro Do Brazil (BA) - 1811 a 1823
O Patriota : Jornal Politico Liberal (RJ) - 1813 a 1814
Feira Pública – Jacobina - Espetacular ver como o fluxo financeiro do País fluía por Jacobina Bahia principalmente no ciclo aurífero e na foto ver-se a Praça Rio Branco onde se concentrava a feira municipal atividade de compra venda e troca de produtos de subsistência comum.
Fonte da foto: José Macelino Filho
A Igreja e Convento de Bom Jesus da Glória, foram fundados em 1706, pelos franciscanos, nas terras de propriedade da família Guedes de Brito. Mais tarde, surgiria próxima a esta capela a Vila de Jacobina. Sua planta desenvolve-se simetricamente, segundo o eixo longitudinal, possuindo capela-mor e nave que são envolvidas pela sacristia, consistório, alpendre, capela lateral e copiar. Da varanda lateral, arrodeada de bancos, nasce a escada externa de acesso ao coro e púlpito. Sua fachada é dominada pela presença do copiar e torre sineira de madeira. O interior é sóbrio, só a capela-mor possui forro, que é prismático, em caixotões policromados. O púlpito, conserva na talha símbolos cristãos e indígenas. Dentre a imaginária destacam-se: dois crucifixos, com esplendores de prata, Nossa Senhora da Piedade e São Miguel. Hoje a Igreja está tombada pelo Instituto do Patromônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Endereço da Igreja do Bom Jesus da Glória: Praça das Missões, s/n - Jacobina – Bahia Fonte: iphan.gov.br
A Capela do Bom Jesus da Glória ou Igreja da Missão, como é conhecida pelos moradores de Jacobina, assenta-se sobre um morro, voltando as costas para a cidade e a frente para o vale do Rio Itapicuru‐Mirim. Construída no início do século XVIII pelos fundadores da Casa da Ponte, foi doada no ano de 1706 aos missionários franciscanos, que lhe anexaram um pequeno convento, demolido em 1860 pela Irmandade de Nossa Senhora da Paciência. Em 1972 foi classificada pelo IPHAN. O partido é em nave única, com sacristia e consistório ladeando a capela‐mor. Dois alpendres laterais complementavam o copiar fronteiro. Tanto os alpendres como o copiar já eram usados pelos franciscanos em Portugal e são comuns nas capelas rurais baianas. No entanto, a combinação dos dois é relativamente rara e, por isso, é lamentável que um dos alpendres tenha sido fechado para a construção de uma capela. A fachada principal é de empena. Vislumbram‐se acima do copiar as janelas do coro e sob ele duas janelas pequenas e baixas, fechadas por grades de madeira, que flanqueiam a portada de verga reta e cercaduras simples. No ângulo esquerdo, levanta‐se o campanário em estrutura de madeira. Os diversos panos de telhados hierarquizam os espaços, criando um belo jogo de volumes. A capela‐mor possui forro em caixotões policromados, e abre para o consistório um vão isolado por grades de madeira. A nave conserva os nichos dos antigos altares que, segundo Azevedo, são herança das capelas laterais das igrejas jesuíticas, e o púlpito em talha com símbolos cristãos e indígenas. Fonte: http://www.hpip.org/
Achei o livro de Francisco Vicente Vianna, Memória sobre o Estado da Bahia, 1893, no site https://archive.org/details/memriasobreoesta00vian, vou colocar uma parte da descrição que ele fez de algumas cidades abaixo:
Raso (Araci) - “situada n’uma planície perto de uma serra de pequena elevação, cinco léguas para o S. do rio Itapicurú Grande, e duas do rio do Peixe. Compõe-se de um ajuntamento de casas térreas, aceiadas e alinhadas, formando oito ruas e tres praças: Conceição, Machado e Socego. Na primeira d’estas praças acha-se a matriz e um barracão onde tem logar as feiras, que se effectuam duas vezes por semana, nos domingos, concorrendo os povos de Serrinha, Conceição do Coité, Santo Antonio das Queimadas, Tucano e Soure e nas quintas-feiras por ocasião da passagem de negociantes de gado, solas, couros, etc, gêneros que se exportam para Serrinha e Feira de Sant’Anna... Sua caso do Conselho, colocada á rua Dr. José Gonsalves...Na villa há um cemitério, um outro na fazenda Pedra Alta, a seis léguas e um terceiro na fazenda Serra Branca, a oito léguas do Raso, todos construídos por corporações religiosas... A villa tem duas escolas...nasceu a villa de uma fazenda de lavoura e criação pertencente ao capitão José Ferreira de Carvalho, que no anno de 1857, por si, seus filhos e genros, conseguiu edificar uma capella que em 1860 passou a ser filial da freguesia...A villa é creação do acto do governo do estado de 13 de Dezembro de 1890, instalada a 4 de Fevereiro de 1891 pelo vice-intendente da câmara da Serrinha, capitão José Joaquim de Araújo.”
Conceição do Coité - “situada sobre um monte arenoso de pequena elevação, a sete léguas da cidade da serrinha e seis da villa do Riachão do Jacuípe, composta de casas terreas caiadas, formando seis ruas e uma praça, em que se acha a matriz de Nossa Senhora da Conceição, única egreja da villa, havendo apenas mais uma no arraial do valente. N'essa praça tem logar as feiras semanaes. E mais um cemitério em distancia de quinhentos metros da villa, em boa posição, com uma capellinha... A villa possue duas escolas e o arraial do Valente uma.”
Jacobina - “situada sobre ambas as margens, ligadas por uma ponte, do rio Ouro, affluente do Itapicurú-mirim, em um valle formado por duas serras quase paralelas dirigidas de SSO a NNO, composta de casas térreas, assombradadas e sobrados, todas caiadas, pintadas e na maior parte envidraçadas, formando vinte e uma ruas, dez becos e quatro praças. N’uma d’estas, a chamada da matriz, acha-se a egreja parochial de N.S. do Rosario, cujo padroeiro, porém, é Santo Antonio. N’uma outra, a da Conceição, acha-se a egreja d’esta invocação; n’uma terceira de nome Missão, acha-se a egreja assim denominada, havendo mais outra egreja da Senhora Sant’Anna na rua da Capellinha. Na quarta praça, finalmente, chamada Municipal, acha-se a casa do Conselho, de construcção e architectura antiga, mas solida, como o são geralmente as casas da cidade. As feiras semanaes se effectuam nem só na praça da Matriz, como na Municipal. Ha dous cemiterios na cidade, um collocado em uma praça, foi secularisado e interdicto por estar era pessima situação, em um terreno elevado sobre um morro de pedras coberto apenas por uma camada de terra com insufficiente profundidade para as sepulturas, arrampado, produzindo a grave consequência de exalarem os cadaveres emanações putridas sensíveis a certa distancia, e a mais perniciosa de, e a cada aguaceiro correrem as enxurradas para o rio, que corre um pouco abaixo do dito cemitério e em seguida atravessa a cidade, do qual extrae a população a agua para seu uso. O outro foi construido em logar mais afastado da cidade e em condições hygienicas satisfactorias. Na outra extremidade da cidade, no lado occidental, ainda ha uma agglomeração de casas, onde o commercio tem as suas, apesar de terem logar as feiras, como jà ficou dito, nas referidas praças perto da ponte... Mas o que desde principio deu nome a Jacobina e até motivo a sua creação foram as grandes e ricas minas de ouro, que se encontram até dentro da cidade, a cujo descobrimento deram motivos as noticias das decantadas minas de Roberío Dias que se localisaram neste município.”
Serrinha - “situada n’um taboleiro, á margem da Estrada de Ferro do Prolongamento, a quatorze léguas de Alagoinhas com boa edificação de casas térreas geralmente caiadas e pintadas, muitas envidraçadas, e seis sobrados formando diversas ruas asseiadas e calçadas, e três praças das quaes é a mais importante a do Dr. Manuel Victorino, que é grande, arborizada e a noite iluminada por candieiros belgas. Nessa praça é que se acha a matriz de Sant’Anna n’um alto, e a casa do conselho em construcção já muito adiantada com os compartimentos necessarios para suas sessões, jury, quartel etc., e que, depois de concluida será uma das melhores do centro do Estado, nem só pela sua solidez, como pela sua elegancia. N’esta mesma praça tem logar as feiras semanaes. Seu commercio é pequeno e relaciona-se com a capital e Alagoinhas. Ha duas escolas na cidade, uma na povoação do Lamarão, uma na da Manga e outra na da Pedra. Há tambem uma sociedade litteraria intitulada 23 de Novembro... Possue um cemitério e uma capella. É o ponto de ajuntamento dos viajantes dos sertões do Norte que procuram a estrada de ferro para a Bahia.”
Linha Centro-Sul - km 558,948 (1960)
BA-2406
Inauguração: 27.06.1920
Uso atual: demolida
HISTORICO DA LINHA: A linha Senhor do Bonfim-Iaçu foi entregue ao tráfego ferroviário aos poucos. Enquanto de Senhor do Bonfim, na linha Centro, a linha foi sendo construída desde 1917, quando o primeiro trecho chegou a Pindobaçu até 1937, quando chegou a Barra (Mundo Novo), de Paraguassu (Iaçu), na linha Sul, a linha saiu para alcançar Itaíba em 1928 e Flores (Rui Barbosa) em 1951. Trens de passageiros circulavam pelos dois ramais isolados um do outro desde o início. Bastante próximas, Flores e Barra foram unidas e em 1953 a linha já funcionava em toda a sua extensão. Por ela andava o "Trem da Grota", extinto em 1977. O próprio ramal foi suprimido em 1984 (oficialmente, em 1994) em condições não muito bem explicadas, pois era uma variante que encurtava a linha Norte-Sul no País, além de evitar o gargalo do rio Paraguassu, em Cachoeira, na linha Sul. Hoje nada mais existe dessa linha a não algumas das antigas estações.
ACIMA: A linha Iaçu-Bonfim, conforme projeto do ano de 1910. Iaçu na época ainda se chamava Sítio Novo, na linha da Central da Bahia, ao sul. A construção se deu a partir dos anos seguintes, e os primeiros trechos foram entregues em 1917, partindo dos dois extremos do projeto. O trajeto final não foi muito diferente do que aparece no mapa. A linha, noentanto, somente veio a ficar pronta com a junção dos dois ramais que partiam de Iaçu e de Bonfim, no ano de 1951, quando as prioridades já eram diferentes e a situação das ferrovias em todo o Brasil já não era nada promissora. Notar que as linhas de Mundo Novo para o oeste e de Jacobina para o leste jamais foram construídas (Mapa do livro Viação Ferrea da Bahia, de Elpídio de Mesquita, 1910).
A ESTAÇÃO: A estação deJacobina foi inaugurada em 1920 como ponta de linha do ramal que saía deSenhor do Bonfim. Teve trens de passageiros até fevereiro de 1977. Porém, de acordo com FabianaMachado da Silva, esta desativação deu-se em 1976, pelo menos na cidade de Jacobina. Havia linhas dos dois lados da estação, que surgia depois de uma grande curva da linha para atingi-la. Na estação havia um bar, o Bar da Leste, que funcionava anexo ao prédio, "onde se tomava umas e outras, uma cerveja bem gelada enquanto se esperava a chegada do trem; às vezes havia música ao vivo, quando a namorada de algum seresteiro ia viajar ou estava chegando de férias: era sempre uma festa". "Como era gostoso o tempo em que ia aos domingos à estação esperar o trem que ia chegar; tempo este que hoje vai distante e não volta mais. Quanta saudade deixou a espera do trem aos domingos na estação, com um trem descendo e outro subindo de Jacobina. [...] A espera na estação, o encontro com a namorada, um aperto de mão, o piscar de olhos, tempo gostoso que já vai distante e que não volta mais, aos domingos ir à estação para despedir-se de alguém e às vezes para acompanhá-la até a próxima estação, sempre aos domingos, porque havia um trem descendo para Caém e outro subindo paraMiguel Calmon, que eram as próximas estações de Jacobina". Sabe-se que houve umaestação original (abaixo) e depois uma mais nova (ano de construção desconhecido, há também fotos abaixo). As duas conviveram até pelo menos 1970. Após o fechamento da linha na cidade, veio, infelizmente, a demolição. Em 1980, já estava em construção o prédio da UNEB no mesmo local das antigas estações, isto, antes mesmo da desativação oficial do trecho da RFFSA - embora o trem de passageiros já não passasse desde o início de 1977.
ACIMA: Trecho da serra de Jacobina, em 1933. Seria próximo à cidade de Jacobina? A revista cita "km 440", que, na verdade, estaria junto a Senhor do Bonfim. Onde, então, está este trecho? (Revista Noite Illustrada, 18/11/1933, acervo Daniel Gentili). ACIMA: A estação durante protesto de comerciantes da cidade em 1937 (Acervo NECC/UNEB).
TRENS - De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros - sempre mistos - pararam nesta estação de 1920 a 1977. Ao lado, um destes trens está próximo à cidade de Jacobina, nos anos 1960. Clique sobre a foto para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários em 1964 (Guias Levi).
ACIMA: Inundação e catástrofe interrompe o trem da VFLLB e composição cai no abismo (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VER A REPORTAGEM INTEIRA) (Folha da Manhã, 29/12/1948).
Estação original de Jacobina, anos 1920. Autor desconhecido
Estação nova (esquerda) e velha (direita) de Jacobina, 1960. Foto Normando Lima
Estação de Jacobina, provavelmente anos 1970. Foto Tibor Jablonski, cedida por Eduardo Coelho
Estação de Jacobina, provavelmente anos 1970. Foto Tibor Jablonski, cedida por Eduardo Coelho
Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/ba_lbras/jacobina.htm
Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, por Roberto Dias) foi à origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contingentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 batéias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.
Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.
A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.
Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei e do Governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.
A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial n.49, de 15 de março, o território do munícipio foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina, determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.
Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.
Fonte: http://jacobina.ba.gov.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=71&Itemid=142
Sebastião da Rocha Pitta, no seu livro Historia da America Portugueza (1730), disse o seguinte sobreas minas de Jacobina:
“N’este tempo as minas de Jacobina (dilatada porção de terra da província da Bahia, pelo seu interior continente cento e vinte leguas da cidade, e pelo grande rodeio do caminho quasi na mesma altura) brotavam os mais portentosos grãos que até o presente se tem visto nas outras do Brazil. Quatro se trouxeram á casa da moeda, de notáveis fôrmas e de tanto peso, que um importou mais de setecentos mil réis, os outros pouco menos e depois um de valor de três mil cruzados. Haviam alguns annos dado mostras de finissimo oiro que guardavam as veias de seus montes, para o tributarem no governo do Marquez Vice-Rei . Por noticia que d’estas minas tivera o governador geral D. João de Lencastro, mandou ao descobrimento d’ellas, no anno de mil setecentos e um, o Coronel Antonio Alves da Silva e um religioso do Carmo, que por natural de S. Paulo tinha sufficiente experiencia d’aquelle emprego, assistidos de dois sargentos e dez soldados, com as ferramentas e instrumentos necessarios para esta diligencia, da qual não resultou o effeito que se esperava, pelas poucas oitavas de oiro que se tiraram; e pouco antes da vinda do marquez, concorrendo de varias partes muita gente, applicando maiores forças, se foram e vão lavrando, posto que com maior trabalho que as do Sul, porque o oiro da Jacobina, quanto mais finos loca os quilates, tanto mais profundo tem o nascimento.”
A foto mostra a praça Castro Alves, de Jacobina. Foi feita nos anos 60 e flagra o momento em que uma procissão se inicia em frente da igreja matriz. Hoje, nesta mesma praça, a cidade mantém alguns dos prédios em estilo colonial, mas nem a praça é a mais a mesma, nem a matriz, que ganhou a segunda torre.
A foto abaixo mostra a mesma praça da Matriz, nominada anos mais tarde praça Castro Alves, em um tempo muito anterior. Calculo uns 20 anos. Não havia ainda a praça, com seus ficus e bancos, mas, havia um coreto; a igreja da Matriz tinha um vão central bem diferente e ao lado esquerdo, onde um dia será a segunda torre, está sendo construído um “puxadinho” do templo. O cenário na praça era um tanto árido, mas, vê-se uma árvore. E uma mulher, que anda sozinha e nem percebe que estava sendo eternizada pela foto. O fotógrafo, com certeza, nem a viu direito. Nós a vemos. Quem terá sido?
Fonte: http://notasdabahia.com/beleza-interior-a-ideia-antiga/
Encontrei um mapa das da América do Sul, com as Capitanias do Brasil e resolvi colocar um pedaço do mapa da Capitania da Bahia aqui. No canto esquerdo é possivel ver a Villa da Jacobina e as estradas utilizadas naquela época. A Villa de Cachoeira também está visivel abaixo do nome Capitania. Para visualizar o mapa todo e em maiores detalhes somente no site original.
Autor: Faden, William, 1750?-1836; Delarochette, Louis Stanislas d'Arcy
Data: 1807
Fonte: http://www.davidrumsey.com/luna/servlet/detail/RUMSEY~8~1~235465~5510517:Sheet-4--South-America-
Recenseamento do Brazil. Realizado em 1 de Setembro de 1920. Relação dos proprietarios dos estabelecimentos ruraes recenseados no estado da Bahia (1923)