Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sousa / Souza

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De vermelho, com uma caderna de crescentes de prata.

Souza é uma variação gráfica do original Sousa, sobrenome português classificado como sendo um toponímico, deriva do latim Saxa ( Seixos ou rochas ) é também o nome de uma espécie de pombo bravo, no século XI foi registrado como Sausa.


Uma das mais antigas e ilustres famílias de Portugal, traçada até dom Sueiro Belfaguer, cavaleiro godo que viveu nos primeiros anos do século VIII. Dom Egas Gomes de Souza foi o primeiro a usar o sobrenome, por ser dono do Solar de Souza. Seu 12º neto foi Martin Afonso de Sousa, comandante da expedição que fundou o primeiro núcleo de colonização e donatário da capitania de São Vicente. Era primo de Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil.
Procedem de Martim Afonso Chichorro e de Afonso Dinis, filhos de el-rei D. Afonso III, que casaram com duas netas de Mem Garcia de Sousa, neto do Conde D. Mendo, o Sousão, em quem veio ficar esta família. É solar desta família a vila de Arrisana de Sousa que fundou D.Fayão Soares, tronco deste sobrenome.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

De Jesús

 

Sobrenome de origem sulamericana. Provém da colonização espanhola na américa do sul e se extende a muitos habitantes das ilhas Canárias.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nunes

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Nunes

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História

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  • Tratando-se do patronímico de Nuno, o mais natural é que existam inúmeras famílias que o adoptam por apelido mas sem estarem ligadas entre si por laços de quaisquer tipos. Certos Nunes usam por armas.

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Armas

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  • De ouro, uma palma de verde em pala, dobrando as pontas para a dextra. Timbre: um leão de sua cor, com a palma do escudo nas garras.
  • Outros ramos de Nunes usam: escudo partido, sendo o primeiro de prata, uma contrabanda de azul, e o segundo de vermelho, um leão de ouro, acompanhado de quatro merletas do mesmo, acantonadas. Timbre: o leão do escudo.

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Títulos, Morgados e Senhorios

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Cargos e Profissões

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Oliveira

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História

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  • Nome de raízes toponímicas, foi tirado da designação do Paço de Oliveira, na freguesia de Santa Maria de Oliveira, termo de Arcos de Valdevez. A família que adoptou este nome por apelido é de remotas e nobres origens, a ela pertencendo o arcebispo de Braga D. Martinho Pires de Oliveira, que instituiu um rico morgadio em Évora, que deixou à descendência de seu irmão Pedro Oliveira. As armas antigas dos Oliveiras, talvez que tão antigas que antecedessem o nascimento das chamadas regras da armaria ou, pelo menos, a sua aplicação no nosso país.

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Armas

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  • As armas: de vermelho, uma oliveira de verde. Modernamente, e decerto para as fazer condizer com tais regras, passaram a ser: de vermelho, uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro, e arrancada de prata. Timbre: a oliveira do escudo.

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Personalidades

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  • Francisco Xavier de Ataíde Oliveira

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Títulos, Morgados e Senhorios

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Cargos e Profissões

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Criação de Jumentos e Muares

No tempo em que só havia como meio de transporte de mercadorias e de pessoas a estrada de ferro de ia de Salvador à Juazeiro da Bahia, viveu o Sr. José João de Oliveira. Era um tempo em que mercadorias chegavam as cidades onde haviam estações de trem e de lá iam para as outras cidades da região, transportadas em carro de boi ou lombo de burro. A demanda de animais para fazer esse transporte era grande, foi aí que José João de Oliveira, mais conhecido como "Pai Nenê", um comerciante com visão, que tinha bons relacionamentos com as firmas de Salvador, que abasteciam o interior do estado (desde ferragens a tecidos e medicamentos), viu uma grande oportunidade.

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Percebendo que os caixeiros viajantes faziam somente as rotas da estrada de ferro, pois não havia transporte para outras cidades, já que na época não havia estradas e muito menos automóveis e caminhões para se viajar nelas, José João decidiu fazer tropas de burros e mulas para alugar às firmas de Salvador e seus representantes, os caixeiros viajantes, para percorrerem outras cidades do interior que não estavam na rota da estrada de ferro. O transporte da estrada de ferro na cidade de Serrinha até a Chapada Diamantina, por exemplo, era toda feita por José João, que possuia várias tropas e que viajavam por todo o alto Sertão, chegando a fazer viagens até São Raimundo Nonato no Piauí. Como era difícil encontrar na região animais bons, pois o jumento nordestino (o jerico) era a única raça disponivel e não produziam animais de porte e qualidade, José João, em 1930-1932, resolveu comprar um jumento de fora, para produzir animais melhores para as suas tropas. Ele acabou comprando um jumento a Francisco Rocha Pires (Vice-Governador da Bahia), da cidade de Jacobina, que era o grande criador de jumentos Pêga da Bahia, junto com a Fazenda Mocó do Governo do Estado da Bahia.

Entrevista de Nenezinho ao Globo Rural em 2010

O Pêga antigamente na Bahia era considerado uma atração, pois não havia na região animais daquele tamanho, qualidade e beleza, dentre outras vantagens. Foi isso que atraiu João José Oliveira, mais conhecido como Nenezinho, a ir mais longe que seu pai (José João) e começar um plantel de Jumentos Pêga em 1962/63.

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Por sorte, como diz Nenezinho, a fazenda Mocó se desfez do seu plantel, e como não haviam compradores para esses animais na região, eles venderam a um amigo de seu Nenezinho um grande número de animais. Em uma exposição em Rui Barbosa onde esse amigo tinha fazenda, os dois se encontraram e seu Nenezinho se ofereceu para comprar alguns animais, como o amigo disse que ele podia ir na fazenda e escolher o que quizesse, imediatamente, antes que o amigo desistisse, João José de Oliveira pegou a caminhonete e foi na fazenda e escolheu cinco das melhores fêmeas que tinham na tropa que o amigo tinha arrematado na fazenda Mocó.


Em seguida foi na fazenda Mocó e conseguiu comprar um reprodutor antes que a Mocó vendesse o restante dos animais, aproveitando também para comprar mais matrizes para complementar o plantel.


Até hoje João José se preocupa em manter o antigo padrão da Fazenda Mocó, e cremos que somente ele tenha ainda o sangue fechado da Mocó. Isso porque, quando o Governo do Estado resolveu acabar com a Fazenda Mocó (durante o governo de Valdir Pires), boa parte dos animais foram vendidos aos paulistas e mineiros, não ficou quase nada aqui na Bahia.

 

Na época em que houve uma grande queda na procura por jumentos pêga, vários criadores sairam do ramo, João José se desanimou, no entanto, por apreciar muito a raça e por utilizar os animais nas suas fazendas, manteve seu plantel. Como ele mesmo diz, foi uma época que jumento não valia nada, nem cigano queria.


Mas essa fase passou e o comércio aqueceu, foi aí que Zenóbio Cedraz Oliveira, filho de João José de Oliveira resolveu seguir a tradição da família e passou a criar jumentos também. Zenóbio recebeu alguns animais de seu pai para começar essa criação e já está entre os maiores e melhores criatórios do país. Hoje, pai e filho contam com mais de 150 matrizes.

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O jumento sempre foi um animal de sela no nordeste, tudo era feito no jumento. Ele era a peça principal da casa e portanto toda casa de fazenda do nordeste tinha um jumento de bom andamento. Com isso, aconteceu uma seleção natural para essa aptidão. Mas o que existia aqui no nordeste era o jumento nordestino (jegue/jerico), e como Zenóbio já tinham essa cultura, desde seus avós, que jumento é animal de sela, ele foi buscar essa aptidão no pêga, assim como seu pai também tinha feito.

 

Partindo da base genética de seu Nenezinho, Zenóbio, que de acordo com seu pai é muito afoito, viajou o Brasil todo a procura de jumentos de andamento excepcional para montar o seu plantel. Ele e o pai foram buscar o animal de andamento no pêga, enquanto no resto do país jumentos eram vendidos pela beleza, no palco de leilões e exposições, só mostrando a cabeça e a orelha. Só no nordeste havia um costume antigo de se montar em jumentos, por isso a Bahia sempre teve boas mulas de sela.

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Em 2010, João José de Oliveira recebeu uma homenagem da ABCJPêga pelos serviços prestados em prol da raça Pêga.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sertanejo é retratado nos 40 contos de “seo” Nenenzinho, de Valente

O semi-árido baiano ocupa 360 mil quilômetros quadrados, representando 64% da área territorial do estado da Bahia e 51,7% de toda a região semi-árida do Nordeste. Em suas vastas dimensões vive mais de 45% da população baiana, totalizando 6 milhões de habitantes residentes nas regiões rural e urbana de 258 municípios que apresentam os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país (IDH). A área onde atualmente está erguida a sede de Conceição do Coité, nascida das entradas que penetravam o sertão baiano, foi inicialmente a sede de uma fazenda, que se tornou uma crescente povoação. O município, que no início chamava-se Nossa Senhora da Conceição do Coité, fica a 210 quilômetros de Salvador, tendo uma população estimada em 58.358 habitantes. A cidade é considerada o terceiro maior produtor baiano de sisal e mandioca, destacando-se também na pecuária, mineração e artesanato.

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E foi nessa pequena localidade, no povoado de Valente que nasceu João José de Oliveira, conhecido como Nenenzinho. Sua paixão pela terra e os animais fez com que ele desenvolvesse diversas atividades rurais, recebendo medalhas e homenagens pelo trabalho. O resultado disso tudo foi o vereador mais votado do distrito de Valente (Conceição do Coité) e, mais tarde, prefeito do município de Valente (1993/1996 e 2001/2004). Agora, “seo Nenenzinho” lança o livro Contando 40 contos. O lançamento vai acontecer nesta segunda-feira, dia 06 de abril, a partir das 18h no Clube Espanhol, em Salvador.
Segundo o ex-governado do Estado da Bahia, Roberto Santos, no prefácio, trata-se de “um livro escrito com o coração”. “A começar pela história da vida do próprio autor, quando, de um começo de vida muito difícil, progrediu até tornar-se proprietário de extensas áreas de terra e de importantes rebanhos de pecuária bovina, ovina e caprina. Não esconde ele, porém, as lutas enfrentadas nas primeiras décadas de sua existência, ao escolher para título da apresentação do livro, de sua própria autoria, as seguintes palavras: ´De pobreza ninguém me ensina nada´.”.
DIVISÃO - Dividido em sete partes, a primeira intitulada Bonifácio com oito contos. Tiro ao alvo, A mula preta, Convenção do sisal, É no encher do úbere ou no secar do leite, Festa de barraca, Manha em burro, Mulher mata mesmo e Tempo de vacinar. A segunda parte o tema predominante é a morte com personagens populares como Antonio do Inferno (e sua história fantástica) e Tio Moura (contador de façanhas e de estórias de almas do outro mundo). Do coração é a terceira parte, voltada para os contos de amor; de mãe, de filha, de Dingo e Lindika, de pai, entre outros.
Os contos relacionados ao trabalho são completados com histórias sobre as lidas com o gado, importante fonte de receita para os habitantes da região. A fama das cobras justificando as mortes constantes do gado, a predadora muçurana, o dente de Arnor, o gago Sinhozinho Cordoeiro e o garoto Luiz. Relembra a simplicidade e beleza das mulheres, os carrapatos de fulano, entre outros são registrados na quinta parte dedicada a mulher. A figura de Celino Gaia às voltas com a estiagem, a raça Santa Inês, dos conselhos de fazendeiros: Terra é massapê, Cavalo é Mangalarga Marchador, Boi é Nelore, Jumento é Pêga, Bode é Anglo Nubiano, Carneiro é Dorper, Cachorro é Pinscher, Galinha é Legorne, Trator é Caterpillar, Caminhão é Mercedes, Madeira é Aroeira, Manga é Espada. E mulher é Mariá. “Tudo tem que saber fazer e usar, não saia dessa”, ensina.
RECOMENDAÇÃO - Em deveres do capataz ele recomenda: Não deixar para amanhã o que deve fazer hoje. Não emprestar nada dos pertences da fazenda, nem tomar nada emprestado, salvo em situações especiais; Prestar colaboração a seus colegas sem esquecer suas obrigações; Advertir a seu patrão de tudo que pense trazer resultados a fazenda; Tudo fazer para que a fazenda renda um pouco mais. A sétima e última parte dos contos são dedicados a Expovalente, ao morto-vivo de Ichu, e o inocente Tomotinho.
A linguagem é simples com boas doses de humor, retratando figuras conhecidas da região do sisal. Nas crônicas há frases antológicas e criativas. Seo Nenenzinho escreveu os 40 contos com o coração, fotografando as diversas peculiaridades do nosso sertanejo. A leitura é agradável e aconselhável para todos. Contando 40 Contos conta com edição e projeto gráfico de Luís Guilherme Pontes Tavares, ilustrações de Antonio Cedraz, com capa e tratamento de imagens de Sérgio Alexandre Pontes Tavares. Vale a pena conferir.
 
Fonte: http://blogdogutemberg.blogspot.com/2009/04/sertanejo-e-retratado-nos-40-contos-de.html






quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Valente (Bahia)

Valente é um município brasileiro da Bahia localizado no nordeste do estado. Segundo o senso 2010, Possui uma área territorial de 384,321Km² onde distribui sua população de 24.579 habitantes. Sua altitude é de 358 metros em relação ao nível do mar, tendo sua sede à 238 Km da capital. Valente está localizado no Território do Sisal, conhecido mundialmente como a capital brasileira do sisal. A área do município se divide sobre duas bacias hidrográficas, do Jacuípe e Paraguassu.

 

História

A cidade, no começo do século XX, era uma imensa fazenda de gado. A origem do nome "Valente" deu-se por causa de um boi que desgarrou-se do rebanho e morreu afogado ao cair dentro de uma cacimba, que passou a ser chamada de Caldeirão do Boi Valente. Assim, mudaram o nome da fazenda para "Boi Valente", e em 12 de agosto de 1958, quando o povoado virou cidade, abreviaram para "Valente". O "Caldeirão do Boi Valente" ainda resiste ao tempo, e está localizado numa propriedade particular, próxima ao centro da cidade.

Economia

A economia do município é impulsionada pelo comércio local e por três grandes empregadores: A Prefeitura Municipal localizada no centro da cidade, a indústria de calçados da Via Uno e a indústria de tapetes e carpetes de sisal da APAEB Valente (Associação de Desenvolvimento Sustentável Solidário da Região Sisaleira). As duas últimas se localizam no Bairro Petrolina. Umas das principais fontes de renda na zona rural é a agricultura familiar, destaque também para o Sisal, planta que deu a Valente o título de capital mundial da fibra.

Cultura

Valente sempre se destacou pelas sua manifestações culturais, desde os tempos do saudoso Tio Moura, músico que se tornou figura folclórica e que se confunde com a história da cultura do município. Muitas dessas manifestações ainda resistem - a exemplo do que acontece em muitas cidades da região - através da persistência de moradores que se dedicam para manter a cultura, e em alguns aspectos, resgatá-la. Valente atualmente conta com diversas figuras e grupos que se destacam nas várias áreas culturais. Atualmente conta com uma casa de espetáculos de 320 lugares: A Casa da Cultura, única do Brasil construída sobre um lajedo, recebe os diversos grupos e manifestações culturais de toda a região.

Ex Prefeitos de Valente

  • José Mota;
  • Reinaldo Ramos;
  • Pedro Mota;
  • Dr. Toninho;
  • Dr. Gelson Carneiro;
  • Edinho Grande;
  • Tarzan;
  • Florisvaldo;
  • Nenenzinho.

Atual Prefeito

  • Ubaldino Amaral de Oliveira

Principais Povoados

  • Santa Rita de Cássia
  • Valilândia
  • São João (Encruzilhada)
  • Tanquinho
  • Queimada do Curral
  • Junco
  • poço
  • Várzea dos Porcos
  • Recreio
  • Lagoinha
  • Varginha
  • Serra do pintado
  • Itareru

Principais Fazendas

  • Papaguaio
  • Mato Grosso
  • Barriguda
  • Rapoza
  • Limoeiro

 

Fonte: Wikipedia 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dia do Farmacêutico

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Solenidade foi marcada por reflexões sobre a busca obstinada dos farmacêuticos pelo conhecimento e pela qualidade dos serviços que prestam.

 

Aqualidade dos serviços prestados à população, a busca dos conhecimentos técnicocientíficos e humanísticos e a consciência de que deve imprimir um sentido de responsabilidade social em cada ação foram a tônica da solenidade comemorativa ao Dia do Farmacêutico, realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), na noite de 20 de janeiro de 2011, no auditório do Memorial JK, em Brasília. O auditório ficou pequeno para o grande número de pessoas que foram participar da cerimônia cujo momento mais aguardado foi a entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico pelo CFF a profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da saúde e o engrandecimento da profissão farmacêutica, no Brasil.

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O EXEMPLO DOS PROVISIONADOS - Singelo, mas não menos emocionante, foi o breve pronunciamento do oficial de farmácia (provisionado) João José de Oliveira. “Feliz é o homem que recebe, mesmo sem merecer”, ressaltou, referindo-se à Comenda que lhe fora outorgada pelo CFF. Disse que jamais conseguiria retribuir a homenagem que tanto o deixou emocionado.

A homenagem ao Sr. João José de Oliveira foi o reconhecimento do Conselho Federal de Farmácia a todos os provisionados. Sobre eles, disse o Presidente do CFF: “Os provisionados são valorosos homens que, pela natural dificuldade de acesso ao ensino superior, não se formaram farmacêuticos, mas são da farmácia; não passaram pela Universidade, mas foram preparados pela vida, pela prática e pela necessidade para servir, num tempo em que, principalmente, nos interiores mais longínquos, o acesso à saúde era um sonho igualmente distante. Os provisionados foram bravos e únicos soldados da saúde, no seu tempo, em muitas comunidades”.

 

Muitos provisionados fizeram de suas farmácias reservas de solidariedade, de amizade e de manutenção da qualidade de vida das populações, em um tempo que não havia nenhum outro profissional da saúde, no lugar. Eram verdadeiros centros de convivência das sociedades.

Nascido em 1925, no sertão baiano, João José de Oliveira descobriu, cedo (aos 14 anos), a sua vocação para o mundo dos medicamentos, ao atuar como auxiliar na Farmácia do Povo, no Município de
Santa Luzia, hoje, Santa Luz, na Bahia. Em 1941, em Salvador, obteve o título de prático farmacêutico ou oficial de farmácia junto ao Departamento de Saúde da Secretaria de Educação e Saúde da Bahia. Um ano depois, criou a sua Farmácia Socorro, em Valente (BA), a primeira do lugar. Era o único referencial de saúde de toda aquela região pobre do Estado, desprovida de assistências médica, hospitalar e odontológica.

Mas se não teve a oportunidade de estudar Farmácia, João José esmerou-se em proporcionar o estudo aos filhos. Um deles, Aroldo Cedraz de Oliveira, é Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e estava presente à solenidade do Dia do Farmacêutico. João José de Oliveira fez a seguinte revelação: “Em defesa da vida, realizei até o que não devia: procedimentos cirúrgicos e odontológicos, partos, atendimentos emergenciais, além da manipulação de medicamentos”. Lembra-se, como um dos momentos mais marcantes de sua lida, a chegada da penicilina, em Valente. A idade não lhe subtraiu o desejo de continuar a servir os conterrâneos. Aos 85 anos, lá, está ele, diariamente, de sol a sol, ao balcão de sua Farmácia Socorro, que completou 70 anos de fundada.

A cerimônia realizada pelo CFF reuniu autoridades políticas, Ministros do Tribunal de Contas da União, lideranças farmacêuticas, profissionais, acadêmicos de Farmácia e empresários, além de familiares dos homenageados. Após a solenidade, foi servido um coquetel aos convidados. “O coquetel é o momento para nós nos abraçarmos de perto”, anunciou o Presidente do Conselho.

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Sr. João JoSé de oliveira,
Oficial de Farmácia Provisionado (Bahia).

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O Conselho Federal de Farmácia, em 2011, traz uma novidade à solenidade do Dia do Farmacêutico: conceder o Mérito Farmacêutico a um provisionado. Há uma característica comum em todos esses intrépidos senhores: eles fizeram de suas farmácias uma pequena reserva de solidariedade, de amizade e de manutenção da qualidade de vida das pessoas, não se lhes interessando a cor, a religião e as condições sociais de quem busca o seu auxílio. O CFF não poderia, portanto, desconhecer o valor dos oficiais de farmácia (provisionados).

Assim, é o Sr. JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA. Nascido, em 1925, no sertão baiano, ele descobriu, cedo (aos 14 anos), a sua vocação para o mundo dos medicamentos.

Em 1941, em Salvador, obteve o título de Prático Farmacêutico ou Oficial de Farmácia junto ao Departamento de Saúde da Secretaria de Educação e Saúde da Bahia. Um ano depois, criou a sua Farmácia Socorro, em Valente (BA), a primeira do lugar. Era o único referencial de saúde de toda aquela região pobre do Estado, desprovida de assistências médica, hospitalar e odontológica. Mas se as dificuldades impostas pelo tempo, pelo distanciamento de sua cidade e pelas condições sociais não permitiram que JOÃO JOSÉ estudasse Farmácia, o mesmo já não aconteceu com os seus
filhos. Todos os esforços do pai foram no sentido de que buscassem o conhecimento. Assim, saiu do seio daquela família o brilhante Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Dr. Aroldo Cedraz de Oliveira. Figura central, líder inquestionável, foi natural que o Sr. JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA assumisse outros postos, como os de Delegado, Juiz de Paz, Vereador, Presidente da Câmara de Vereadores e Prefeito, por duas oportunidades. Mas o tempo não subtraiu de JOÃO JOSÉ o desejo de servir. Aos seus 85 aos, lá, está ele, diariamente, de sol a sol, ao balcão de sua Farmácia Socorro, que completou 70 anos de fundada.


A indicação da homenagem ao Sr. João José foi do Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos.

 

Fonte: http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/129/005a023_dia_do_farmacAutico.pdf

Brasão e Bandeira de Valente

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Nenenzinho: trabalho e dedicação reconhecidos depois dos 80

Lançamento de livro, destaque nacional entre criadores de jumento de raça de primeira linha, receber equipe do Globo Rural em sua fazenda e homenagem da Comenda do Mérito Farmacêutico, marcaram os dois ultimos anos na vida de Nenenzinho.

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O homem quando atinge a terceira idade, para muitos, vive a vegetar, pois é quando chega o cansaço, a doença, o desanimo, dentre outros males peculiares a velhice. Mas como tudo na vida, existe exceções, aqui citamos uma delas. João José de Oliveira, conhecido “Nenenzinho”, 85 anos, exemplo de força e vitalidade. Prefeito por dois mandatos no município de Valente-Bahia, muito trabalho prestado na vida pública, mas a sua grande satisfação pessoal parece está vivendo agora.

 

O homem lúcido, inteligente e agradável, nos últimos dois anos viveu muitas emoções. A primeira grande realização foi lançar um livro em Salvador no Clube Espanhol, na oportunidade centenas de amigos de diversas regiões do estado foram adquirir a edição e levar seu autógrafo. E para quem pensou que foi o primeiro e último, se enganou. Segundo ele os textos já foram rascunhados, mas está lhe faltando tempo para organizar e preparar a segunda edição.

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Na condição de destaque entre os maiores criadores de jumento da raça “Pêga” foi convidado para receber um prêmio em Belo Horizonte. Também pela criação do animal, recentemente recebeu a visita em sua fazenda de uma equipe do Globo Rural. Tambem no setor agropecuário se destaca entre os maiores criadores do Brasil da raça de ovinos Santa Inês.  Mas a sua maior realização pessoal foi em janeiro deste ano, quando foi convidado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para ir a Brasília, receber a Comenda do Mérito Farmacêutico. A solenidade aconteceu dia 20 de janeiro, dia do farmacêutico, no auditório do Memorial JK para uma platéia de mais de quinhentos convidados para assistirem a entrega do Mérito a 27 pessoas de vários estados brasileiros, dentre eles o baiano de Valente, “Nenenzinho”.

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Na oportunidade, farmacêuticos, autoridades e personalidades ligadas à área da Saúde foram homenageados com a Comenda, considerada a maior honraria concedida no setor farmacêutico, no Brasil, e foi criada, em 1998, por Resolução do CFF para homenagear pessoas que colaboraram para o engrandecimento da profissão, ou que contribuíram para o desenvolvimento da saúde, no País. É constituída de uma medalha e um diploma, e entregue a pessoas de todas as Unidades da Federação indicadas por Conselheiros Federais cujos nomes foram aprovados pelo Plenário do CFF.

Muitos podem está se perguntando. O que Nenenzinho tem a ver com esta área? Leia abaixo o que motivou o CFF a lhe entregar tamanha homenagem.

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Nota-se que foi algo novo, o que eles classificaram como provisionado e merecedor da honraria.

A equipe CN fez uma visita ao escritório de João José em Valente e ele mostrou o album de fotos,  exibiu com muito orgulho a medalha e o certificado, inclusive seu filho ilustre, Aroldo Cedraz de Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União foi quem fez a entrega.

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“Fiquei muito feliz, porque foi uma homenagem que pouca gente recebeu, minha vida foi de trabalho, não merecia tanto, mas vem pra coroar minha atuação de muita luta em prol das pessoas mais sofridas” disse Nenenzinho.
Ainda segundo o homenageado, este reconhecimento foi graças à indicação do Conselho Estadual de Farmácia, pois ele tem uma longa historia e inclusive no ano de 1941 já recebia do Conselho estadual uma homenagem juntamente com Irmã Dulce.

“Essa homenagem eu divido com Valente, pois foi onde tudo começou. Iniciei com uma pequena farmácia antes da segunda guerra mundial, aqui tudo era pobreza, faltava tudo! Para exemplificar melhor, ninguém tinha duas calças” falou.

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Nenenzinho conta que, o que mais marcou dentre milhares de atendimentos, foi quando uma maquina de sisal decepou a mão de um homem conhecido por Zé Gago, na ocasião estava sendo criada a primeira fabrica de sisal do Brasil. “Poucos anos depois, estava na minha farmácia, quando vi um monte de homens vindo em minha direção com um rapaz carregado nos ombros e outros com parte do seu braço que havia sido mutilado pela maquina. Coloquei-o no chão e eu sozinho fazia o procedimento de estancar o sangue aplicar um antitetânico para salvar a vida da pessoa, depois disso pedi a transferência para Salvador, em cima de um caminhão, único transporte da época. Daí veio muitos e muitos atendimentos de mordidas de cobra, insetos, acidentes diversos, partos, enfim minha farmácia funcionava como hospital.

Momento da ligação para avisar da homenagem – Nenzinho disse não ter acreditado, achou que fosse trote. O telefone tocou e era uma pessoa do conselho, que me falou da indicação do meu nome para receber a comenda, disse que estava enviando passagens para ele e sua família, hotel reservado, ele então ligou para um neto para que verificasse a veracidade do convite e posteriormente foi confirmado. “Depois, Aroldo Cedraz me ligou  dizendo “papai se prepare, que senhor irá receber uma homenagem maior de todas que eu já recebi”, Foi ai que me preparei para a viagem” finalizou.

Homenageados com a Comenda do Mérito Farmacêutico 2011
Sr. João José de Oliveira
Oficial de Farmácia (Bahia)
Dr. Luiz Augusto Batista
Farmacêutico-bioquímico (Acre)
Dr. José Arrais Onofre
Farmacêutico-bioquímico (Alagoas)
Dr. Antonio Benedito Pereira
Farmacêutico-bioquímico (Amapá)
Dr. Aluysio de Albuquerque Silva Junior
Farmacêutico-bioquímico (Amazonas)
Dr. Eustáquio Linhares Borges
Farmacêutico-bioquímico (Bahia)
Dra. Solange Cecília Cavalcante Dantas
Farmacêutica (Ceará)
Prof.ª Dra. Patricia Medeiros de Souza
Farmacêutica (Distrito Federal)
Dr. Henrique Tommasi Netto
Farmacêutico-químico (Espírito Santo)
Dra. Nara Luiza de Oliveira
Farmacêutica (Goiás)
Prof.ª Maria José Luna dos Santos da Silva Farmacêutica-bioquímica (Maranhão)
Dr. Silas Paulo Resende Gouveia
Farmacêutico-bioquímico (Minas Gerais)
Dr. Valmir Vasques Loureiro – In Memoriam Farmacêutico-bioquímico (Mato Grosso do Sul)
Dra. Jandira Nassarden Corrêa – In Memoriam Farmacêutica-bioquímica (Mato Grosso)
Dr. Celso de Souza Matos
Farmacêutico-bioquímico (Pará)
Prof. Dr. Josimar dos Santos Medeiros
Farmacêutico-bioquímico (Paraíba)
Prof.ª. Dra. Miracy Muniz de Albuquerque Farmacêutica (Pernambuco)
Prof.ª Dra. Maria do Rosário Conceição Moura Nunes Farmacêutica-bioquímica (Piauí)
Dra. Maria Aída Meda
Farmacêutica-bioquímica e industrial (Paraná)
Dr. Mario Teixeira Antonio
Farmacêutico-bioquímico (Rio de Janeiro)
Prof.ª Tereza Neuma de Souza Brito
Farmacêutica-bioquímica (Rio Grande do Norte)
Dr. José Ribamar de Araújo
Farmacêutico (Rondônia)
Dra. Maria de Almeida Alves
Farmacêutica-bioquímica (Roraima)
Dr. José Rosito Filho
Farmacêutico-químico (Rio Grande do Sul)
Prof. José Miguel do Nascimento Júnior
Farmacêutico-bioquímico (Santa Catarina)
Prof. Dr. Alexandre Sherlley Casimiro Onofre Farmacêutico-bioquímico (Sergipe)
Prof. Marco Aurélio Pereira
Farmacêutico (São Paulo)
Dr. José Batista de Rezende
Farmacêutico (Tocantins)

Vencedores do Prêmio Jayme Torres:
Categoria: Farmacêutico
1º Lugar – Marcos Rondon e Marney Cereda Título do trabalho – “Valorização do mel em ecossistemas frágeis:
Implantação de denominação de origem controlada com comunidades do interior do Mato Grosso do Sul”.

2º Lugar – Marcelo do Nascimento Gomes, Bruno Júnior Neves, Edvande Xavier dos Santos Filho, Flávia Cristina da Silva, Rodrigo Luis Taminato, Cristiane Karla Caetano Fernandes e Ane Rosalina Trento Título do trabalho – “Importância da assistência farmacêutica para usuários de suplementos alimentares praticantes de atividades físicas em São Luis de Montes Belos (GO)”

Categoria: Estudante
Vencedor(es): Daniele Tavares Vieira da Silva, Raquel de Castro Trindade, Cristhiane Moura Falavina dos Reis, Sylvia Eileen Cartes Cabezas e Érica Louro da Fonseca.
Título do trabalho: “Ocorrência de Listeria Monocytogenes em queijo do tipo minas frescal comercializado na cidade de Barra Mansa (RJ)”.

Por: Raimundo Mascarenhas

Fonte: Calila Noticias

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nunes

 

Provavelmente do nome próprio hebraico Nun. Josué ben Nun foi o sucessor e herdeiro espiritual de Moshe Rabenu conforme o livro de Josué 1.1. Por outro lado, NaNaS é "anão" em hebraico. O sobrenome é largamente presente no Brasil da Inquisição.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

OPOSIÇÃO DERROTA BASE DO GOVERNO NA INDICAÇÃO PARA VAGA NO TCU

BRASÍLIA (Reuters) - Apesar do aparente entendimento entre a base aliada do governo em torno do petista Paulo Delgado (MG), foi a oposição que saiu vitoriosa com a eleição do pefelista Aroldo Cedraz (BA) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), feita pela Câmara.

Cedraz obteve 172 votos contra 148 de Delgado em votação secreta do plenário da Câmara. A eleição para a vaga no TCU foi considerado o primeiro teste da coalizão governamental montada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o resultado não foi positivo.

"O movimento da base nesse caso não foi mal feito porque concentrou-se em apenas uma candidatura. O problema é que o candidato não teve a simpatia do plenário", disse o deputado Renato Casagrande (PSB-ES).

Mais cedo, 213 deputados dos partidos aliados do governo fizeram uma eleição prévia e escolheram o nome de Paulo Delgado. Essa decisão levou Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Luiz Antonio Fleury (PTB-SP) a abrirem mão de suas candidaturas.

Embora com nome único, a base de apoio ao governo foi derrotada pela oposição que lançou três candidaturas. Além de Cedraz, Gonzaga Mota (PSDB-CE), que recebeu 50 votos, e Ademir Camilo (PDT-MG), que teve 20.

O resultado dessa disputa revela que não houve transferência de votos, pois os 213 deputados que votaram na prévia seriam suficientes para garantir a vitória de Delgado. Também serviu como sinal para a sucessão na Câmara dos Deputados, mostrando que os deputados só seguem a orientação de seus líderes de bancada se a candidatura for viável.

"Essa derrota tem o lado bom e que pode ser um recado para a eleição da mesa diretora: É fundamental ter um candidato que se identifique com o plenário", reforçou Casagrande.

O PT indicou o nome de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara, nome visto com ressalvas pela própria base. Sua indicação gera temores da repetição da derrota sofrida pelo PT em 2005, quando perdeu a presidência da Casa para Severino Cavalcanti (PP-PE), apesar de ter a maior bancada.

SENADO A oposição reagiu às articulações do governo também no Senado, com o PSDB formalizando apoio à candidatura de José Agripino Maia (PFL-RN) à presidência da Casa.

"Com o apoio do PSDB, a oposição passa a ter um candidato", disse o líder do PFL no Senado, senador Agripino Maia, ele mesmo o escolhido para a disputa.

A intenção do governo é apoiar a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL), que apoiou a adesão de seu partido ao governo de coalizão proposto por Lula.

Nesta quarta-feira, Renan obteve o apoio da bancada do PDT, numa sinalização de que a oposição não votará unida na disputa.

"É um apoio significativo e emblemático cm relação ao que todos desejam, que é a participação suprapartidária na Mesa", destacou Renan.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1378106-5601,00.html