Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…


Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...


Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.


Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

DE BRUGES A SANTO AMARO


DE BRUGES A SANTO AMARO

(Via Açores)

460 anos da genealogia de

Hercília de Souza Pinto Valladares

Por Mário Augusto Valladares Souza

Dezembro de 2018

Revisado por Marco Aurélio Valladares Souza


Introdução


Quando eu nasci (29.07.1965), a minha mãe ganhou o livro “O Diário do Bebê”. Nele tinha um espaço para a árvore genealógica do bebê. Ela preencheu até a 4a geração (bisavôs e bisavós), mas sem os sobrenomes.


Aquilo sempre despertou uma grande curiosidade em mim. Quem eram aqueles antepassados? Como viviam? Principalmente os bisavôs,bisavós e a minha avó materna Hercília, pois não os conheci.

Na adolescência pensava que quando eu crescesse, iria contratar um pesquisador para buscar nos cartórios e igrejas das cidades que meus pais nasceram (Palmeiras/BA, meu pai e Santo Amaro/BA, minha mãe) os registros dos meus antepassados.

Cresci e o desejo continuava. Nunca contratei os pesquisadores, mas a internet me proporcionou acesso a alguns dos livros e registros que eu buscava e consegui alguns registros importantes dos meus antepassados.

Em 29.05.2018 encontrei o primeiro registro, que foi justamente o do batismo da minha avó Hercília. E foi justamente neste ramo da família que mais encontrei registros e mais evoluí. Até que em 27.12.2018 consegui uma grande evolução, descobrindo como antepassado Willem Vander Haeghen (15a geração), nascido em Bruges, Flandres, Bélgica por volta de 1430, um dos primeiros povoadores das Ilhas dos Açores, Portugal. Decide então escrever este meu primeiro trabalho de genealogia, para que fique registrado e para que os parentes ou outros interessados pudessem ter conhecimento.


Esclarecimentos


É importante ressaltar que os registros religiosos de batismo, casamento e obtidos se iniciaram em Bruges entre 1558 e 1676. As datas mencionadas no século XV são, portanto, estimativas e estarão sempre com um por volta de antes das datas. As datas que possuírem registros, serão seguidas por fotos destes.

Encontrei informações de antepassados mais antigos, mas, devido à falta de comprovação, irei somente até a 15a geração, com Willem Vander Haeghen. Alguns nomes foram mantidos na grafia da época.


Partindo de Bruges


Willem Vander Haeghen (em português Guilherme da Silveira), cujo o verdadeiro nome era Willem de Kersemackere (em português Guilherme Casmaca), nasceu por volta de 1430 e faleceu por volta de 1507 ou 1509 em Topo, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal.

A Ilha dos Açores já era habitada em 1443. Willem Vander Haeghen migrou para lá em 1470 e fundou o Topo. Muitos dos atuais moradores dos Açores são descendentes dos migrantes flamengos.

Willem Vander Haeghen era um cavaleiro dos Países Baixos. Seu nome de família é um nome de local: "van aan d'Haege", a cerca, um lugar onde uma sebe cresce.

Existe muita confusão sobre os dados históricos de Willem Vander Haeghen.

É colocado como nobre, fabricante de queijos ou fabricante de velas. Willem Vander Haeghen não era um produtor de queijo, mas ele tinha profissionais que faziam queijo entre seus companheiros. Seu apelido era "de Kersemaeker", fabricante de velas. É possível que ele tenha estudado em um mosteiro, o que poderia explicar imediatamente que ele era uma pessoa muito religiosa.

Vou seguir a linha de que era um comerciante que migrou para os Açores e lá prosperou.

Seu nome era Willem De Kersemakere em Bruges, mas como explicar o nome VanderHaeghen / da Silveira nos Açores?

A única explicação possível é que, como ele já tinha sete filhos, ele deve ter sido casado primeiro em Bruges com uma senhora chamada Vander Haeghen, primeiro nome desconhecido, nascida em torno de 1432, data do casamento desconhecido, data da morte antes de 1469 (seu último filho, uma garota chamada Maria, nasceu por volta de 1468).

O segundo casamento de Willem com Margarida Sabuia/Sabuya em Bruges ou nos Açores ocorreu entre 1469 e 1473. A data do seu nascimento é desconhecida.

Willem morreu por volta de 1507 ou 1509. Sua segunda esposa se referiu ao marido como Guilherme Casmaca em testamento de 14 de setembro de 1510. Como o objetivo aqui é a genealogia, não vou aprofundar nos perfis das pessoas, concentrando as informações em datas (nascimento, batismo, casamento e óbito) e cônjuges e filhos de cada descendente direto.


Genealogia - de Willem Vander Haeghen a Hercília de Souza Pinto Valladares


Willem Vander Haeghen (Guilherme da Silveira) casou-se com Margarida de Zabuya ou Margarida de Saboia

João da Silveira, O Velho, filho de Guilherme da Silveira. Se casou com a jovem D. Guiomar Borges Abarca, filha de João Borges, O Velho, da família Borges, e de D. Isabel Abarca.

D. Guiomar morreu em Angra em 15.04.1571 e foi sepultada na catedral.

João Borges veio da região de Lisboa. Ele se estabeleceu na Ilha Terceira em 1474 e morreu na antiga igreja de S. Salvador, que mais tarde se tornou catedral.

Ele era cavaleiro da casa real e cavaleiro na Ordem de Cristo, juiz dela Governo municipal de Angra em 1492 e 1531. Ele e seu cunhado João Vaz fundaram a Misericórdia de Angra. Este é o ramo 'da Silveira' da ilha Terceira.

Seis filhos de João da Silveira com D. Guiomar Borges Abarca:

1. Guilherme da Silveira Borges.

2. Bernardo da Silveira Borges.

3. João Bernardo da Silveira Borges.

4. D. Ana da Silveira Abarca.

5. D. Isabel da Silveira Borges.

6. D. Bárbara da Silveira Borges, nascida por volta de 1543, filha de João da Silveira, o Velho e D. Guiomar Borges Abarca, casado no Topo com Baltazar Dias.

Quatro filhos de D. Bárbara e Baltazar:

1. João

2. Gaspar.

3. Pedro.

4. D. Guiomar da Silveira Borges, nascido por volta de 1563 e casado antes de 1583 no Topo com Manuel Gonçalves Borges, nascido por volta de 1553.

Ambos moravam no Topo.

Quatro filhos de D. Guiomar e Manuel:

1. Inês Borges da Silveira.

2. Pedro da Silveira Borges.

3. Báltazar da Silveira Borges

4. Lázaro Silveira Borges, nascido no Topo por volta de 1583. Primeiro casamento em Topo com D. Maria Marques, nascida por volta de 1593 no Topo, morreu no Topo em 09.11.1652, filha de António Vaz Salgado, nascido por volta de 1556, falecido no Topo em 23.11.1635 e de D. Maria Marques, nascida por volta de 1566 no Topo e aí falecida em 01.05.1642. Segundo casamento sem filhos de Lázaro em 11.01.1655 no Topo com D. Maria dos Santos, filha de Lourenço da Ponte e D. Maria Pereira Ferreira. D. Maria morreu em 06.09.1685

Onze filhos do primeiro casamento de Lázaro com D. Maria Marques:

1. João da Silveira Borges.

2. D. Guiomar Borges Marques.

3. António da Silveira Gonçalves.

4. Francisco Gonçalves.

5. D. Catarina Silveira.

6. Pedro Jorge da Silveira.

7. Bartolomeu

8. Luzia Silveira.

9. Bárbara da Silveira Borges.

10. Matias Marques.

11. Manuel da Silveira Borges (também: Manuel Gonçalves), nascido em Topo por volta de 1613 e morreu lá em 31.03.1695. Primeiro casamento no Topo em 16.02.1643 com D. Bárbara Ferreira, falecida antes de novembro 1679. Ela era filha de Baltazar Gonçalves Teixeira, falecido em 05.01.1643, e de D. Marta Ferreira, falecida no Topo em 20.01.1643.


Segundo casamento em 20.11.1679 na Calheta com D. Francisca Pereira de Borba, nascido por volta 1594, filha do sargento Belchior Nunes Pereira e D. Bárbara Jorge de Borba.

Nove filhos de Manuel e D. Bárbara:
1.Baltazar Gonçalves Teixeira
2.D. Maria Silveira.
3.Francisco da Silveira de Sousa.
4.Ana.
5.Manuel.
6.D. Ana da Silveira Borges
7.João
8.Manuel Teixeira Borges de Sousa.
9. D. Luzia do Espírito Santo, batizada no Topo em 24.05.1660 e faleceu no Topo em 10.01.1742. Em Topo casou-se em 18.06.1685 com Francisco Teixeira Leonardes, nascido na Calheta e falecido no Topo em 14.01.1740, capitão das ordenanças, filho Diogo Teixeira de Sousa, nascido em Calheta e D. Bárbara Lopes Leonardes, nascida no distrito da catedral de Angra.


D. Luzia e Francisco tiveram treze filhos:
1. D. Maria de São José Silveira
2. Manuel (I).
3. Pedro da Silveira e Sousa.
4. Manuel (II).
5. Cosme da Silveira Borges, irmão gêmeo de Manuel.
6. D. Isabel do Sacramento da Silveira Borges.
7. D. Bárbara de Santo Amaro de Sousa Leonardes, também Bárbara Lopes.
8. Catarina de Jesus, também Catarina da Conceição.
9. Josefa (I).
10. Ágada de Espirito Santo.
11. Josefa de Santa Clara, irmã gêmea de Ágada.
12. António, nascido em 17.05.1703 e batizado a 20.05.1703 no Topo.
13. Caetano Silveira Leonardes, nascido em 10.11.1701 e batizado 14.11.1701 no Topo e morreu antes de 1765.

Primeiro casamento de Caetano com D. Maria de Oliveira, também Maria Isabel, nascida em 1710 em Santiago da Ribeira Seca e faleceu em 19.03.1740 no Topo.


Caetano e D. Maria tiveram quatro filhos. Segundo casamento de Caetano com D. Antónia Maria, filha de António Luís Teixeira e D. Margarida Marques. Antónia nasceu em 1722.

Caetano e D. Antónia tiveram sete filhos:
1. D. Bárbara Micaela da Silveira
2. Pedro Silveira Leonardes.
3. D. Maria de São Pedro.
4. D. Ágada Leonarda.
5. Micaela.
6. António da Silveira Leonardes
7. Jozé António Luís, nascido em 09.04.1750 no Topo e batizado em 13.04.1750 no Topo. Em 10.10.1768 se casou no Topo com D. Luzia Silveira, filha de João Teixeira de Azevedo Brasil e D. Catarina Teixeira. Luzia nasceu em 24.08.1748 no Topo.



Terceiro casamento de Caetano com Apolónia de Jesus, filha de Manuel de Sousa de Ávila e D. Isabel Nunes de Almeida. Apolónia nasceu em 03.04.1722 na Norte Pequena, São Jorge.

José António Luís e D. Luzia Silveira tiveram pelo menos dois filhos:
1. Martinho
2. Manoel Antonio Luiz, nascido em 21.03.1775 no topo e batizado em 26.03.1775 no Topo. Casou-se em 30.10.1810, em Oliveira dos Campinhos, Santo Amaro-Ba, Brasil, com Rita Maria do Espírito Santo, filha de Manoel José Pinto e Anna Maria de Jesus.

(Não encontrei registro da migração de Manoel Antonio Luiz para o Brasil)




Manoel Antonio Luiz e Rita Maria do Espírito Santo tiveram pelo menos três
filhos:
1. José Luiz Pinto
2. Antonio Luiz Pinto
3. José de Souza Pinto, que se casou em 29.04.1851 em Riachão do Jacuípe, Bahia, com Maria Joaquina de Oliveira, filha de Serafim de Oliveira Maia Coité e Antonia Maria de Oliveira.


José de Souza Pinto e Maria Joaquina de Oliveira tiveram sete filhos:
1. Marcellino de Souza Pinto
2. Pedro de Souza Pinto
3. Manoel André de Souza Pinto
4. Josefa de Souza Pinto
5. Victalina de Souza Pinto
6. Antonia de Souza Pinto
7. José Affonco de Souza Pinto, nascido em Conceição do Coité, Bahia, se casou em 23.01.1877 em Conceição do Coité, Bahia com Maria Apolinária de Oliveira, filha de Antonio Ferreira da Silva e Carlota Maria D’Oliveira.




José Affonco de Souza Pinto e Maria Apolinária de Oliveira tiveram sete
filhos:
1. Senhorinha de Souza Pinto
2. Josefa de Souza Pinto
3. Maria de Souza Pinto
4. José de Souza Pinto
5. Victalina de Souza Pinto
6. Antonia de Souza Pinto
7. Hercília de Souza Pinto, nascida 13.05.1891 em Conceição do Coité, Bahia, batizada em 12.06.1891, se casou em 09.02.1918 com Caetano Valladares, nascido em Jul.1892, batizado em 04.08.1892 e falecido em 08.06.1974, tudo em Santo Amaro, Bahia. Caetano era filho de Pedro Antonio Valladares e
Maria Felicidade Barros (não eram casado, por isso não consta o nome do pai no registro de batismo). Hercília faleceu em Santo Amaro, Bahia em 09.10.1952. (Há divergência de datas de nascimento tanto de Hercília como de Caetano em relação a datas informadas por parentes e datas constantes em outros
documentos. Também está registrado errado o nome da mãe de Hercília no seu registro de batismo. Consta Maria Aureliana D’Oliveira, ao invés de Maria Apolinária de Oliveira).






Hercília e Caetano tiveram os seguintes filhos:
1. Berenice Pinto Valladares (faleceu ainda criança)
2. Cacilda Pinto Valladares (faleceu ainda criança)
3. Marina Pinto Valladares (faleceu ainda criança – gêmea de Mário)
4. Agnaldo Pinto Valladares (faleceu ainda criança)
5.Rubens Pinto Valladares (faleceu ainda criança)
6. Jaime Pinto Valladares – já falecido
7. Flavio Pinto Valladares– já falecido
8. Gilberto Pinto Valladares– já falecido
9. Nilo Pinto Valladares– já falecido
10. Mario Pinto Valladares– já falecido
11. Marinalva Pinto Valladares, nascida em 28.06.1932 em Santo Amaro, Bahia, se casou em 08.12.1958 em Santo Amaro, Bahia com Maurício Santos Souza, nascido em 14.11.1935 em Palmeiras, Bahia e falecido em 14.07.2010 em Salvador, Bahia.

Marinalva e Maurício tiveram três filhos:
1. Maria Hercília Valladares Souza, nascida em 23.09.1960 em Salvador, Bahia
1. Marco Aurélio Valladares Souza, nascido em 30.06.1962 em Salvador, Bahia
1. Mário Augusto Valladares Souza, nascido em 29.07.1965 em Salvador,Bahia, autor deste trabalho.








Bibliografia


Site https://www.familysearch.org

Site http://www.culturacores.azores.gov.pt

Blog http://estoriasdeantigamente.blogspot.com/ de Luana, penta neta de José de Souza Pinto

Livros Vlamingen op de Azoren sinds de 15 eeuw Vol I e Vol III - André L. Fr. Claeys – Brugge 11.10.2011

Fotos de arquivos pessoais de Mário Augusto Valladares Souza e Marco Aurélio Valladares Souza


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

João José de Oliveira - Certificado de Habilitação

 




João José de Oliveira, conhecido por Nenezinho, nasceu em 1925 no sertão baiano. Aos 14 anos começou a trabalhar como auxiliar na Farmácia do Povo, no Município de Santa Luzia, hoje, Santa Luz, na Bahia. Em 1941, em Salvador, obteve o título de prático farmacêutico ou oficial de farmácia junto ao Departamento de Saúde da Secretaria de Educação e Saúde da Bahia. Um ano depois, criou a sua Farmácia Socorro, em Valente, localizado no nordeste da Bahia, a primeira do lugar. Era o único referencial de saúde de toda aquela região pobre do Estado, desprovida de assistências médica, hospitalar e odontológica. Foi Delegado, Juiz de Paz, o vereador mais votado do distrito de Valente (Conceição do Coité) e, mais tarde, prefeito do município de Valente (1993/1996 e 2001/2004), localizado no nordeste da Bahia. Casou-se com Mariá Cedraz com quem teve sete filhos: George, Gildo, Maria José, Zélia, Aroldo, Zenóbio e Eduardo. 


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Família Maia

A família Maia é reconhecida no Brasil, porém não é uma família popular como algumas outras famílias vindas de Portugal. O sobrenome Maia pode ter sido inspirado no nome de uma Deusa e traz uma curiosidade bem interessante. Veja logo abaixo algumas informações sobre os Maia.
O sobrenome Maia, assim como tantos outros, não surgiu no Brasil, por uma simples razão de que o Brasil foi colonizado e habitado primeiramente por estrangeiros. Dessa forma, os sobrenomes vêm de outros países e acabam ganhando popularidade uma vez que os imigrantes fizeram do Brasil sua nova morada.

Origem da família Maia

O sobrenome Maia é de origem portuguesa. Ele é classificado como toponímico, pois a origem deste sobrenome está ligada a uma região de Portugal. Maia se estendia quase por todo o Norte da atual Portugal. Essa região hoje é apenas um pequeno município de Portugal. Alguns historiadores acreditam que Maia já era usado como sobrenome por habitantes desta região antes mesmo da própria fundação do país de Portugal.
Há registros de outra história para o surgimento deste sobrenome. Ele também pode ter sido inspirado no nome de uma Deusa. Maia, que na mitologia Grega é uma deusa pleidiana, uma das sete filhas de Atlas e Plêione. Na história de Roma, Maia Maiestas é considerada a deusa da fecundidade, da projeção da energia vital e deusa da primavera.

Curiosidades

Em Portugal existe uma planta muito comum que se chama Maia. Esta planta é considerada por algumas pessoas com uma erva daninha, nasce espontaneamente em local em momentos indesejados e pode interferir de forma negativa na agricultura. Nos Estados Unidos a palavra “Erva Daninha” (Weed) está quase sempre relacionada com a maconha. Seu uso traria danos, algo análogo ao prejuízo pela proliferação das ervas.

Variantes do sobrenome Maia

As duas grafias mais reconhecidas são: Maia e Maya. O mais comum encontrar Maia, provavelmente por estar mais próximo e relacionado à origem do sobrenome.

Brasão da Família Maia

Foram encontrados vários brasões desta família. Isso se dá pelo fato de algumas famílias criarem a sua própria identidade. Os brasões observados possuem na maioria as mesmas características.
O brasão é constituído por três cores: vermelho, amarelo e preto. Ele tem o fundo vermelho com uma águia estendida de preto e realçada com ouro. Também se encontra uma águia amarela com pingos em preto. No timbre do brasão tem-se uma armadura, geralmente utilizada por guerreiros e cavalheiros para proteção pessoal.
Fonte: https://www.origemdosobrenome.com.br/familia-maia/

terça-feira, 23 de junho de 2020

90 Anos Mariá Cedraz

Com a pandemia do COVID não tivemos como fazer a comemoração que a data merecia, mas não tinha como deixar a data passar em branco. Filhos, Netos e familiares fizeram vídeos para Mariá Cedraz e foi feito um live no instagram para que todos pudessem vê-la nesse dia tão especial.





Mariá e João José (Nenezinho)







sábado, 9 de maio de 2020

Oliveira Maya

Oliveira Maia
História
  • A Família Oliveira Maia (Silva Maia, em alguns ramos) que integra esta árvore genealógica distribui-se, geograficamente, pelas terras da Maia, Porto e Trofa. Apenas será abordado nesta análise o seu ramo de São Pedro de Avioso - Maia, bem como os seus antepassados e, ainda, os conterrâneos do Brigadeiro Barnabé de Oliveira Maia e do seu sobrinho, Domingos de Oliveira Maia.
  • A história desta família está ligada ao Prazo e Casa de Sá, sita em Alvarelhos, cujos registos, indicam como pertença de Mariana Domingues, que a deixou em herança a seu neto António de Oliveira Maya (Coronel de Milícias, Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real e Comendador da Ordem da Torre e Espada). Este foi casado em primeiras núpcias com Dona Luísa Bernardina de Moura e, posteriormente, com Dona Maria Joaquina da Silva Maia, sua prima. Do primeiro casamento teve um filho de seu nome António da Maia que foi deputado da nação. Do seu segundo casamento, além de Domingos de Oliveira Maia, ainda teve como filho, entre outros, Henrique de Oliveira Maya (*Porto, Porto 18.03.1804 + Porto, Porto 24.03.1851) que não casou, mas deixou descendentes legítimos de Dona Carolina Angélica Ribeiro, dando origem, entre outras, à família Brito e Cunha.
  • No Porto, António acompanhou os negócios do irmão Barnabé de Oliveira Maia, de quem viria a herdar uma vasta fortuna, alicerçada sobretudo na casa comercial Barnabé de Oliveira Maia e Cª.
  • Assim como António e Barnabé, também Mariana da Silva Maia era filha de Hipólito de Oliveira Maia e de Teodósia da Silva, ambos naturais de Alvarelhos – Trofa. Dos vários filhos nascidos do seu casamento com António da Silva Maia, destaca-se Barnabé de Oliveira Maia, (afilhado do Brigadeiro supra mencionado) que foi Capitão de Ordenanças de São Pedro de Avioso, em 10-VII-1813, e deu início ao ramo da família Oliveira Maia de São Pedro de Avioso – Maia.
  • A história dos Oliveira Maia está ainda intimamente ligada à Quinta do Paiço, actualmente propriedade da Igreja Católica e gerida pela Sé do Porto. Segundo os registos consultados era Senhor da Casa do Valle e do Prazo e Quinta do Paiço, o Capitão de Milicias Caetanno da Sylva Maya, que a deixou por herança, à sua filha Dona Maria Joaquina da Silva Maya, casada com seu primo António de Oliveira Maya. A casa foi posteriormente herdada, primeiro pelo quarto filho deste casal – Domingos de Oliveira Maia, e mais tarde por sua herdeira universal, Dona Maria Ludovina de Oliveira Maya (sua irmã).
  • Enquanto Senhor do Prazo e da Quinta da Casa do Paiço, Domingos reorganizou a propriedade, por permuta de várias terras. Na sua época, esta Quinta servia já de “solar de família”, entendido como o lugar de origem de uma gens. Um sobrinho-neto de Domingos, descendente de Dona Maria Ludovina, Bernardo Pereira Leitão, viria mais tarde a transformar a Casa, dotando o torreão de ameias, fechando a varanda, entre outras obras.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Salvador década de 30


Vôo do hidroavião da Pan Am em passagem por salvador.

Fonte: instagram @amoahistoriadesalvador

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Fotos Antigas de Salvador - Década de 50

Aspecto do mercado de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio 1952
Aspecto do mercado de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio 1952


Aspecto do mercado de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio 1952
Aspecto do mercado de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio 1952

Mercado Popular de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio. 1952
Aspecto do mercado de Água de Meninos em Salvador (BA) - maio 1952

Vista aérea de Salvador (BA) - jun. 1954
Vista aérea de Salvador (BA) - jun. 1954

Igreja do Bonfim em Salvador (BA) - déc. 50
Igreja do Bonfim em Salvador (BA) - déc. 50

Plano inclinado do Taboão em Salvador (BA) - déc. 50
Plano inclinado do Taboão em Salvador (BA) - déc. 50

Estação de chegada do Plano Inclinado do Pilar em Salvador (BA) - déc. 50
Estação de chegada do Plano Inclinado do Pilar em Salvador (BA) - déc. 50

Plano Inclinado do Pilar em Salvador (BA) - déc. 50
Plano Inclinado do Pilar em Salvador (BA) - déc. 50

Ladeira da Montanha em Salvador (BA) - déc. 50
Ladeira da Montanha em Salvador (BA) - déc. 50

Elevador Lacerda em Salvador (BA) - déc. 50
Elevador Lacerda em Salvador (BA) - déc. 50




Igreja de São Francisco em Salvador (BA) - déc. 50
Igreja de São Francisco em Salvador (BA) - déc. 50

Procissão Marítima do Senhor dos Navegantes em Salvador (BA) - [195-?]
Procissão Marítima do Senhor dos Navegantes em Salvador (BA) - [195-?]

Procissão em frente da Igreja N.Srº Bom Jesus dos Navegantes (BA) - [195-?]
Procissão em frente da Igreja N.Srº Bom Jesus dos Navegantes (BA) - [195-?]

Vista panorâmica da cidade : Salvador, BA - [19--]
Vista panorâmica da cidade : Salvador, BA - [19--]

Palácio Arquiepiscopal : Salvador, BA - [19--]
Palácio Arquiepiscopal : Salvador, BA - [19--]

Mercado Modelo : [vista panorâmica da cidade] : Salvador, BA - [19--]
Mercado Modelo : [vista panorâmica da cidade] : Salvador, BA - [19--]

Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo : Salvador, BA - [19--]
Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo : Salvador, BA - [19--]

[Vista panorâmica da cidade : Praia] Porto da Barra : Salvador, BA - 1957
[Vista panorâmica da cidade : Praia] Porto da Barra : Salvador, BA - 1957

Dique [do Tororó : vista panorâmica da cidade] : Salvador, BA - 1957
Dique [do Tororó : vista panorâmica da cidade] : Salvador, BA - 1957

Ladeira do Alvo : Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo : Salvador, BA - [19--]
Ladeira do Alvo : Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo : Salvador, BA - [19--]




sexta-feira, 10 de abril de 2020

Topo (Nossa Senhora do Rosário)

Recentemente descobri que um dos meus antepassados que veio ao Brasil - Manoel Antônio Luiz, nascido 21/03/1775 -, veio dos Açoires, mais precisamente da Vila do Topo. Então resolvi pesquisar um pouco sobre o local, abaixo está a descrição da Wikipedia.






Topo é uma vila e freguesia açoriana do concelho da Calheta de São Jorge, com 9,35 km² de área e 508 habitantes (2011), de que resulta uma densidade populacional de 54,3 habitantes/km². O nome oficial da freguesia é Topo (Nossa Senhora do Rosário), o orago da paróquia católica correspondente à povoação. Entre 1510 e 1867 a Vila do Topo foi sede do concelho do Topo, agrupando a actual vila e a vizinha freguesia de Santo Antão, então um mero curato. A vila foi devastada pelo Mandado de Deus, um terramoto ocorrido a 9 de Julho de 1757, sendo de novo duramente atingida pelo Terramoto de 1 de Janeiro de 1980.
Conservando uma arquitectura distinta, fortemente influenciada pela arquitectura da cidade de Angra, na vizinha ilha Terceira, com a qual manteve durante séculos relações privilegiadas através do seu porto, a Vila do Topo dispõe hoje de uma moderna Escola Básica Integrada, instalada na cerca do antigo Convento de São Diogo (franciscano), sendo um dos mais importantes pólos de desenvolvimento da ilha de São Jorge. A riqueza das pastagens da falda leste da Serra do Topo faz da vila e da vizinha freguesia de Santo Antão uma das principais origens do leite que produz o Queijo de São Jorge.

Geografia

A Vila do Topo situa-se no extremo sueste da ilha de São Jorge, numa zona aplainada, de declive suave que iniciando-se na Ponta do Topo, onde se situa o farol, se prolonga até à freguesia de Santo Antão, anteriormente um arrabalde da Vila. É uma região de terrenos férteis, propícios para a produção de trigos (aliás a zona do Topo é a única nos Açores onde este cereal ainda se cultiva), separada das restantes povoações da ilha pela alta e escarpada Serra do Topo, onde se destacam o Pico do Facho, o Pico das Rocas, o Pico dos Frades, o Pico da Pedra Vermelha.
Este enquadramento geográfico fez com que durante séculos fosse mais fácil sair da vila por mar do que atravessar a serra, o que deu uma particular importância ao Porto do Topo, um pequeno cais escavado na falésia sueste da ilha.
Este acesso privilegiado à Terceira influiu poderosamente no desenvolvimento do Topo, permitindo ligações familiares e comerciais com a vizinha Terceira que depois se reflectiram no falar, na arquitectura e mesmo nos patronímicos das famílias locais.

História

Apesar de ser disputada a asserção de que o Topo terá sido a primeira povoação fundada na ilha de São Jorge, a fundação da povoação do Topo terá ocorrido entre 1480 e 1490, altura em que se estabeleceu uma colónia de flamengos, capitaneada por Willem van der Hagen.
Este aventuroso flamengo, que posteriormente adoptou o nome Guilherme da Silveira, é hoje o tronco da numerosa família ‘’Silveira’’ de São Jorge. Willem van der Hagen encontra-se sepultada na ermida anexa ao Solar dos Tiagos, um magnífico imóvel oitocentista classificado como de interesse público.
Dada a proximidade relativa em relação à ilha Terceira e a grande dificuldade de ligação à vizinha vila da Calheta que resultava da travessia da Serra do Topo (onde a estrada sobe até aos 900 m de altitude), a vila esteve sempre muito ligada à ilha cidade de Angra, sendo muito frequentes os casamentos entre pessoas oriundas de ambas as povoações, formando-se um densa teia familiar que fazia do Topo um prolongamento daquela cidade. Esta proximidade está patente na arquitectura e no falar, mais próximo do terceirense do que das restantes comunidades jorgenses.
Pelo seu desenvolvimento mereceu ser elevada a vila em 12 de Setembro de 1510, transformando-se numa das capitais da ilhas, tendo contudo o seu desenvolvimento limitado pela falta de um hinterland que lhe permitisse expansão económica. De facto a vila do Topo, até meados do século XX não tinha ligação adequada ao resto da ilha, dada a dificuldade em transpor a Serra do Topo por terra.
Com a racionalização da divisão administrativa imposta pela reforma administrativa de 24 de Outubro de 1855, o pequeno concelho foi extinto, sendo decretada a sua anexação ao concelho da Calheta, o que se veio a consumar a 1 de Abril de 1870, depois de se ter tornado efectiva, pesem embora os protestos populares, em 1867.
Apesar de extinto o concelho e perdido o título de vila, o Topo manteve sempre uma feição urbana distinta, com as suas ruas bem traçadas. Ladeadas por casas de arquitectura erudita que não tinham paralelo em qualquer povoação rural do arquipélago. Por essa razão, o lugar continuou a ser conhecido pela Vila, nunca sendo aceite pela população a perda de estatuto. Reconhecendo essa realidade, pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2003/A, de 24 de Junho, a localidade recuperou a categoria de vila, sendo hoje a terceira vila da ilha.
O antigo concelho do Topo, hoje integrado no da Calheta de São Jorge, abrangia o território das actuais freguesias de Vila do Topo e de Santo Antão, que foi desmembrado daquela. De acordo com os censos de 1849 e 1864 tinha, respectivamente, 2 909 e 2 817 habitantes.
A igreja primitiva era do século XVI, mas foi destruída pelo sismo de 9 de Julho de 1757, o famigerado Mandado de Deus, e reconstruída sob a direcção do padre Matias Pereira de Sousa. As obras foram dirigidas José de Avelar de Melo e concluídas em 1761. No seu adro foram sepultadas, em duas valas comuns, 84 vítimas do Mandado de Deus.
A vila foi de novo destruída pelo terramoto de 1980, em consequência do qual ficou profundamente alterada a sua estrutura e arquitectura, tendo levado a uma grande perda de população. Aquando daquele sismo, foi a localidade da ilha de São Jorge mais atingida, registando, para além de avultados prejuízos, 11 mortos e 9 desaparecidos, soterrados sob milhares de toneladas de pedra resultantes do desabamento de falésias na costa norte.
De cerca de 2 000 habitantes, a população caiu para apenas cerca de 500 residentes permanentes, num processo de acelerada perda demográfica que ainda não terminou.
A decisão, tomada em 1997, de transformar o antigo convento franciscano de São Diogo numa Escola Básica Integrada, permitindo a conclusão do ensino básico na Vila, veio fixar a população. Com esse objectivo, o Topo dispõe desde 2003 de um moderno e arquitetonicamente arrojado edifício escolar, que inclui um pavilhão gimno-desportivo, cantina, laboratórios e biblioteca, onde foi concentrada toda a actividade escolar da vila e da vizinha freguesia de Santo Antão, levando ao encerramento das 6 escolas anteriormente existentes.
O porto do Topo desempenhou até meados do século XX um importante papel referencial nas ligações marítimas entre as ilhas de São Jorge e Terceira, dada a sua particular localização geográfica. Apesar de no local o acesso ao mar ser difícil, dada a elevada falésia de bagacina e outros piroclastos existente, foi rasgada na rocha, à força de picareta, uma escadaria que dava acesso ao chamado Cais velho. Esta escadaria foi melhorada, por sucessivas remodelações, nomeadamente nos anos de 1560 e 1637.
A importância do Porto no acesso à Terceira era tal que em 1877, já depois da anexação do concelho, a Câmara da Calheta, em reunião de 6 de Junho, deliberou colocar um farol no porto da Vila do Topo, que foi o primeiro da ilha de São Jorge.
Com o surgir da baleação em meados do século XIX, o Porto do Topo foi o primeiro da ilha onde se armaram botes baleeiros para a caça ao cachalote, tendo a primeira companha sido fundada no ano de 1885. As canoas eram guardadas em furnas escavadas na escarpa sobranceira ao porto e algumas foram preservadas por derrocadas da mesma escarpa.
O Porto foi até aos anos de 1970 escala dos iates que faziam a carreira regular de passageiros entre o Faial e a Terceira, embarcando ali carga e passageiros.
Um dos filhos mais ilustres da Vila do Topo foi o bispo D. Manuel Bernardo de Sousa Enes, titular da Diocese de Macau, da Diocese de Bragança-Miranda e ainda da Diocese de Portalegre.
A vila do Topo é constituída pelos seguintes lugares principais:
  • Vila;
  • Ponta;
  • Engenho.

Lugares de interesse

Apesar de duramente atingida pelo terramoto de 1 de Janeiro de 1980, a vila do Topo mantém um conjunto de estruturas urbanísticas e de edifícios de grande beleza e equilíbrio. Entre os pontos de interesse na vila, destacam-se os seguintes:
  • Forte do Topo
  • Pico do Facho
  • Pico dos Cabecinhos
  • A Ponta do Topo, com o farol da Ponta do Topo e o fronteiro ilhéu do Topo, onde é apascentado gado que é obrigado a fazer a travessia a nado;
  • O Convento de São Diogo e igreja anexa, hoje sede da Escola Básica Integrada da Vila do Topo;
  • A Matriz de Nossa Senhora do Rosário, datada de 1761, memória da grande catástrofe do Mandado de Deus;
  • O Solar dos Tiagos e ermida anexa, local de enterramento do pioneiro flamengo Willem van der Hagen;
  • O porto do Topo, escavado na encosta de bagacina vermelha, local de grande beleza;
  • O império da Irmandade do Divino Espírito Santo, ao estilo terceirense;
  • As casas da antiga Câmara e a rua principal.
  • Complexo Vulcânico do Topo
  • Miradouro do Topo
  • Miradouro da Canada do Pessegueiro