Fotos de Sineide Ramos em Conceição do Coité-BA em 1953.
Coreto da Igreja de Coité
Casa de Sineide na praça da igreja.
Esse blog é sobre a história da minha família, o meu objetivo é desvendar as origens dela através de um levantamento sistemático dos meus antepassados, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos inter-familiares. Até agora sei que pertenço as seguintes famílias (nomes que por vezes são escritos de forma diferente): Ramos, Oliveira, Gordiano, Cedraz, Cunha, Carvalho, Araújo, Nunes, Almeida, Gonçalves, Senna, Sena, Sousa, Pinto, Silva, Carneiro, Ferreira, Santos, Lima, Correia, Mascarenhas, Pereira, Rodrigues, Calixto, Maya, Motta…
Alguns sobrenomes religiosos que foram usados por algumas das mulheres da minha família: Jesus, Espirito-Santo...
Caso alguém tenha alguma informação, fotos, documentos antigos relacionado a família é só entrar em contato comigo.
Além desse blog também montei uma árvore genealógica, mas essa só pode ser vista por pessoas que façam parte dela. Se você faz, e gostaria de ter acesso a ela, entre em contato comigo.
Fotos de Sineide Ramos em Conceição do Coité-BA em 1953.
Coreto da Igreja de Coité
Casa de Sineide na praça da igreja.
A palavra Araújo é oriunda do complexo linguístico galego-português, formado pelo antigo falar do português do Norte e pelo galego. Também se escreve Arujo e significa "arqueiro". A evolução histórica do português do Norte e do Galego deu origem ao moderno português.
Sobrenome toponímico utilizado em Portugal e na Espanha. Existem no entanto divergências quanto ao país de origem, alguns afirmam ser Portugal e outros Espanha.
A origem desta família não é bem conhecida, existem diversas teorias: os Azas, os Maias, o francês João Tiranoht, etc. Felgueiras Gayo, no Nobiliário das Famílias de Portugal, apresenta várias deduções, que foram apoiadas por José Freire Monterroio e pelo abade de Pera João Luis Salgado, de acordo com eles a família é descendente de João Tiranoht, cavaleiro francês do século XII, que servia ao rei Dom Afonso VII, rei de Castela, no ano de 1123, sendo este cavaleiro avô de Rodrigues Anes, o primeiro portador desse nome, por ser o senhor do castelo de Araujo, na Galícia. No entanto a versão de Manuel de Sousa da Silva "e os mais escritores de boa nota que tratarão desta família", os faz descender do rei Ramiro II de Leão, progenitor dos da Maia e dos de Aça.
As investigações recentes de José Augusto de Souto Mayor Pizarro (vd. Linhagens Medievais Portuguesas), no entanto, não confirmam esta dedução (também o Conde D. Pedro as não referiu) e assim, a dedução genealógica desta família só poderá documentadamente ser feita a partir de Vasco Rodrigues de Araújo ou Rodrigo Anes de Araújo (dependendo do historiador).
Alguns afirmam que o uso inicial do sobrenome Araújo se deu na Espanha, proveniente do castelo de Araúja, próximo ao rio Minho, na localidade de San Martin de Loleos, perto de Portugal.
O primeiro deste apelido parece ter sido o Conde Rodrigo Anes de Araújo, “el Velloso”, que teve o senhorio do castelo de Araújo, em San Martin de Loleos na Galicia (Galiza), donde tomou o nome. Pretendem alguns genealogistas que vivera com seu pai nas gralheiras de Araújo, cujas terras herdara de sua mãe, e que fora o fundador do castelo.
Rodrigo Anes de Araújo casou com D. Maior Álvares de Aza (também mencionada como Condessa Doña Alambert, de sangue real da França), sua parenta, segundo dizem, filha de D. Rodrigo Álvares de Aza e de sua mulher, D. Maria Pires de Ambia, casamento que Manso de Lima considera impossível. Deste Rodrigo Anes descenderam os Araújos da Galiza, onde foram senhores de muitos lugares. Vasco Rodrigues de Araújo, o qual era neto de Rodrigo Anes, e sua mulher, passaram a Portugal, cujos Reis serviram. Eles foram progenitores das famílias deste sobrenome existentes no Minho ou desta província derivadas. O sobrenome tomou a forma masculina pôr se referir freqüentemente a homem. Alguns, por outro lado afirmam que foi Pero Anes de Araújo (também mencionado como Pero Paes de Araújo), alfeires-mor do reino, filho de Vasco Rodrigues de Araújo quem migrou para Portugal em 1383, durante o reinado de Fernando I, sendo ele o tronco dos Araujos Portugueses, senhores do castelo Português de Araújo, que estava situado perto de Miño.
Outros autores vão mais longe e afirmam que a antiga casa dos Araújos começou em Portugal, em um lugar chamado Araújo, do conselho de Monsao, na província de Minho (Miño), e do distrito de Vianna do Castello. Eles alegam que este lugar ficava em um monte perto da orelha esquerda do rio Miño e na frente do povoado galego de Salvatierra.
Os cavalheiros deste castelo português floresceram muito no reino vizinho. Se tem Vasco Rodriguez de Araújo como o primeiro senhor desta casa. Gonzalo Rodrigues de Araújo foi um grande cavaleiro, que mereceu o título de vassalo do rei Don Fernando de Portugal. Outros varões desta casa portuguesa passaram para a Galícia e fundaram um novo solar perto de lovios, do partido judicial de Bande e da província de Orence. Estima-se que o lugar em que foi fundado essa nova casa foi na paróquia de Araújo, a qual deram o nome, e que estava muito perto de Lovios. Se sabe que um dos primeiros senhores desta nova casa foi Payo Rodrigues de Araújo, que também foi senhor das paróquias que hoje são Lovios, Gendive, Milmada e do Castelo de Sande, e de todas as províncias de Orense. Ele serviu ao rei Don Juan I de Castilha, e desempenhou cargos importantes na vila de Celanova (Orense).
Irmão deste payo era Lope Rodrigues de Araújo, senhor e prefeito de Lindoso (aldeia pertencente hoje ao partido judicial de Villafranca del Bierzo, província de Leon), y “Pertiguero mayor” de Celanova. Se casou com Doña Beatriz de Sousa, neta do rei português Alonso III, desta união nasceu Doña Isabel de Sousa Araújo, que se casou com Fernán Vello de Castro. Estes foram senhores do casal de Suero, em Portugal, e tiveram como filho Gaspar de Araújo, senhor de La Veiga (Orense), que se casou com Doña Maria Puga y Quiñones.
Outro cavalheiro do solar de Araújo na Galicia se chamava Alvar Araújo, que regia a villa de Salvatierra de Miño, do partido judicial de Puenteareas, província de Pontevedra.
De uma linha do solar galego de Araújo, que se estabeleceu na paróquia de Abruciños, da prefeitura de Amoeiro (Orense), foi Nicolas de Araújo, natural de Abruciños, que se casou com Maria Gonzalez, natural de Madrid, com a qual teve Diego de Araújo, natural de Madrid, que contraiu matrimonio com doña Jodrgs Sanches, natural da mesma cidade (filha de Francisco Sanchez de Moeda e de Doña Catalina Ruiz de Heredia, ambos de Madrid). Desta união nasceu Juan de Araújo y Sanches, cavaleiro da Ordem de Calatrava, na qual entrou em 1689.
Com o passar do tempo a família se extendeu notavelmente por as províncias de Orense, Pontevedra, Lugo e Astúrias. Destas alguns indivíduos ganharam “provision de hidalguía” em Valladolod nos anos indicados.
Em Orense (Paroquia de Abruciños, del Ayuntamiento de Amoeiro):
Alonso, Angel, Antonio, Blas, José e Juan Araujo, vezinhos de Bóveda de Limia (1752); outro José Araujo, vizinho da mesma parroquia (1780); outro José Araujo, vizinho na mesma paróquia (1801); Angel, Blas Fernando Antonio e Tomás Araujo, vizinhos de Borante, jurisdição da paroquia de San Clodio, do partido judicial de Ribadavia (1737); Francisco e Isabel Araujo Mosquera, vizinhos de Castro, jurisdição de Pereiro de Aguilar (1779); Carlos, Isidro e Cristobal, vizinhos de Oseba, jurisdiçao da paroquia de San Clodio (1737); Manuel Araujo Sarmiento, vizinho de Orense (1776); Bartolomé Araujo e Ulloa vizinho da paroquia de Vinoas (1737); Tomás Araujo Novoa y Feijóo, vizinho de Manzaneda de Limia (1719), y Antonio Araujo Feijóo, vizinho da paroquia de Agués, do partido judicial de Ginzo de Limia (1783).
Em Pontevedra:
Diego Araujo, vecino da paroquia de Voleige, da Prefeitura de la Cañiza (1688), e José Mechor Araújo, vizinho da villa de Villagarcía de Arosa (1797).
Em Lugo:
José e Francisco Araujo, vizinhos da paróquia de Coeo, partido judicial de Lugo (1739), e Felipe e Francisco Antonio Araujo y Castro, vizinho de Pedroso, jurisdição da paroquia de Reiriz (1716).
En Asturias:
Juan e Fernando Araujo, vizinhos de Pravia (1719), e Francisco Araujo, vizinho de Coto de Leiro, partido judicial de Cangas de Tineo.
Entre os cavalheiros recebidos no Estado Nobre de Madrid estava Felipe de Araujo, em 1659.
O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, dedicou aos Araújos esta quintilha:
Atravez de Bitorinho
tem sepulcros já gastados
Araujos afamados
na terra que rega o Minho,
antigos, abalisados.
Manuel de Sousa da Silva escreveu o seguinte:
Lá de Lobios de Galliza
Vieram para Lindoso
Os de grêmio valoroso
de Araújo por guisa
Que foi cá mui poderoso.
De acordo com o alvará do Conselho de Nobreza de 11.6.1981, é chefe do nome e armas dos Araújos o actual visconde de Sinde, António Fernandes Perestrelo de Alarcão.
O Escudo de Armas:
Existem vários escudos para essa família, alguns destes são:
Original: Em um campo azul uma cruz cheia de oro, médio partido de plata, com dos fajas de veros y cortado de oro com uma torre de piedra sobre ondas de água. Bordura de gules com sete veneras de plata.
Português: De prata, com aspa de azul carregada de cinco besantes de ouro, postos em aspa. Timbre: Meio mouro, sem braços, vestido de azul e fotado de ouro ou a aspa do escudo.
Orense: En campo de sinople um castillo de oro com dos aguilas de sable saliendo de su homenaje. El jefe de azur con dos estrellas de oro.
Outros: En campo de sinople una banda de plata acompañada en lo alto de dos estrellas de oro y en bajo de otra estrella de lo mismo.
Parece que os Araújos, alcaides-mores de Lindoso, usaram armas diversas, semelhantes às dos Velosos.
As primitivas, isto é, as que eram utilizadas pelos progenitores do sobrenome eram: En campo de sinople, una torre de plata y una mujer asomada tras la reja de su ventana. Os progenitores também utilizavam um escudo primitivo na seguinte forma: En campo de oro y sobre una terrasa de sinople, una torre de piedra con homenaje, a cuya ventana hay asomada una dama. Al pie de la torre, una perdiz en las garras de un halcón, y en el jefe tres flores de lis de gules.
Mais tarde os Araujos do solar de Portugal substituiram essas armas por outras: En campo de gules, un sotuer de oro, cargado de cinco roeles de azur.
Os da casa da Galicia ostentam: En campo de gules, una banda de plata, acompañada, en lo alto, de dos estrellas de oro, y en lo bajo, de otra estrella del mismo metal.
Piferrer e Vilar e Psayla descrevem e pintam como proprio do sobrenome Araujo este escudo: En campo de azur, una torre de plata, aclarada de sable, con almenas y homenaje, a cuya ventana hay asomada una dama. Esta torre está junto com outras duas, também de prata, só que menores, a do lado direito está sobre um sol de ouro y as do lado esquerdo de um cescente de prata. Sobre a homenagem da torre principal, cinco estrelas de ouro postas em arco. Nos dois cantos uma flor-de-lis, também de ouro e em uma ponta sobre uma terraça de “sinople”, uma perdiz nas garras de um falcão de “sable”.
Este escudo tiene gran parecido con las segundas armas primitivas, descritas y pintadas por nosotros; pero encierra también mayor número de figuras y notables diferencias en los esmaltes, que los mencionados autores no explican. Tampoco dicen a qué casa de Araujo pertenecen tales armas. (Vilar y Psayla manifiesta únicamente que las usan los Araujo de las montañas de León), ni citan las fuentes y documentos en que constan. Advertiremos también que en la descripción escriben que sobre la terrsa de sinople “están batiéndose dos cuervos”, y que lo que aparece en el escudo plintado por Piferrer es una perdiz bajo las garras de un halcón. Vilar y Psayla señala también para los Araujo del solar de Orense escudo de oro con tres ramos de sinople, y bordura de gules con ocho veneras de plata.
Baños de Velasco, a más de los cuatro primeros escudos indicados por nosotros, dice que hay Araujo que tienen otro de plata, con un árbol de sinople, y a su pie dos sierpes de su color natural y dos cuervos en actitud de acometerlas. Pero este escudo tampoco lo mencionan los demás tratadistas que hemos consultado.
O PRIMEIRO REGISTRO DE PESSOA CHEGADA AO BRASIL COM ESSE SOBRENOME DAR-SE EM 1740...RODRIGO ARNES DE ARAUJO...NO ESTADO DE PERNANMBUCO...POR ISSO NO NORDESTE É MUITO COMUM ESSE SOBRENOME...
Certidão de nascimento de Almira Araújo. Nasceu 15 de setembro de 1908, na Vila de Conceição do Coité. Filha de Antonio Felix de Araujo e Porcina Rosa de Araújo.
Avós Paternos: José Francisco de Araújo e Apiana Maria de Araújo
Avós Maternos: José Caetano Ferreira e Rosa Lima de Jesus
Nome na certidão original: Emygdio Ramos Gordiano
Nome nos documentos posteriores: Emidio Ramos Gordiano
… Aos vinte e dois dias do mês de maio de mil novecentos e dois, nesta Vila de Conceição do Coité, em meu cartório compareceu Antonio Nunes Gordiano, em presença das testemunhas no fim assinadas declarou ser filho legítimo de Manoel Gonçalves Gordiano, falecido e Maria Francisca de Jesus, falecida, casado neste termo com Ana Bernardina de Jesus, filha legítima de Manoel Joaquim Ramos de Almeida, falecido, e Izabel Maria de Jesus, falecida todos naturais e moradores neste termo, declarou que sua mulher no dia vinte e dois de março a uma hora da manhã deu luz a uma criança do sexo masculino, e que foi batizada com o nome de “Emidio”…
Aroldo Cedraz de Oliveira (Valente, 26 de fevereiro de 1951) é um magistrado e político brasileiro.
É formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, onde também se tornaria professor. Casado com Eliana, tem três filhos.[1]
Ligado ao político Antônio Carlos Magalhães,[2] em 1990 elegeu-se deputado federal da Bahia, pelo PRN. Seria reeleito em 1994,1998 e 2002. Tentou reeleger-se em 2006 mas não obteve êxito. Já foi filiado ao MDB, PMDB, e por último, o PFL.
Foi Secretário de Indústria e Comércio da Bahia entre 2000 e 2002 e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara entre 2005 e 2006.
Com a aposentadoria do ministro Adylson Motta em 2006, coube a Câmara dos Deputados indicar o substituto a vaga.
Houve quatro candidatos, e por votação secreta, Cedraz venceu com 172 votos, contra os 148 votos dados ao deputado Paulo Delgado (PT-MG), 50 votos a Gonzaga Mota (PSDB-CE) e 20 votos ao deputado Ademir Camilo (PDT-MG).[3] Confirmado pelo Senado e nomeado pelo presidente da república, renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o novo cargo em 3 de janeiro de 2007.
Ferreira: de vermelho, com quatro faixas de ouro.
O nome de família Ferreira remonta ao século XI na Península Ibérica. Sobrenome de origem portuguesa, que pode ser classificado tanto como toponímico, ou seja a origem indica um lugar onde há ferro, mina ou jazida de ferro, quanto relativo a profissão de ferreiro que poderia dar origem a uma alcunha, passando depois ao nome familiar Ferreira, não conta seguramente com uma única origem comum.
Rui Pires, um dos fidalgos que vieram a este reino com a rainha D. Tareja, foi o primeiro que se chamou de Ferreira, tomando o nome da `Ferreira de Alves`, de quem foi senhor, e é considerado como sendo o solar da família. Há indícios que a família ferreira veio em caravanas logo após o descobrimento do Brasil e criaram algumas comunidades no agreste alagoano pela grande diversidade de alimentos que podiam ser plantados na região, já que a zona da mata era ocupada pelos canaviais e coqueirais.
Apresenta correspondentes em outras línguas, como Herrera ou Herreira (língua espanhola), Ferrara ou Ferrari (língua italiana) e Smith (língua inglesa).
| História |
| Armas |
| Títulos, Morgados e Senhorios |
| Cargos e Profissões |
Emidio Ramos Gordiano, filho de Antônio Nunes Gordiano e Ana Bernardina de Jesus faleceu em 20 de julho de 1968 aos 66 anos. Foi casado com Almira Araújo Ramos e teve duas filhas, a mais velha morreu com apenas alguns meses (não encontrei os registros dela ainda), a mais nova - Sineide Ramos – morreu com 80 anos, em 2012.
Emídio morreu em casa, em Salvador-BA e foi enterrado em Conceição do Coité-BA.
Causa da Morte: Colapso – Enfarte do miocardio
Conceição do Coité é um município brasileiro do estado da Bahia. Em 2008 foi estimada pelo IBGE uma população de 63.318 habitantes.
Segundo a tradição, o arraial de Coité originou-se de pouso de tropeiros que se deslocavam de Feira de Santana rumo à jacobina que dividiam a jornada, descansando num local onde havia fonte que, mesmo no período da estiagem, jorrava. A água desta fonte era utilizada pelos tropeiros para consumo próprio e para matar a sede dos animais da tropa.
Assim surgiu o arraial que tomara a denominação Coité, porque os tropeiros pernoitavam sob o abrigo de uma árvore, cujos frutos eram pequenas cabaças que, no idioma primitivo, recebiam o nome de ‘Cuite’ (pequena cuia) a qual, serrada no meio era utilizada pelas donas de casa.
Para que o arraial fosse elevado à categoria de freguesia seria necessária a doação de terras ao Santo padroeiro. Então o Senhor João Benevides, antigo morador da povoação e proprietário de muitas terras, doou uma área onde esta edificada a igreja de Nossa Senhora da Conceição, e grande parte do município. Pode-se afirmar, portanto que Conceição do Coité foi fundada pelo senhor João Benevides e família no dia 9 de maio de 1855. Com a criação da freguesia, o povoado de Coité recebeu o seu primeiro Padre Manoel dos Santos Vieira. Em 7 de julho de 1933, o município de Coité tornou-se autônomo, mas só a partir de 1º. de março de 1966 tem a sua própria comarca. Na condição de Arraial, Conceição do Coité teve implantado serviços cartoriais que eram conduzidos, no século XIX, pelo escrivão Raimundo Nonato do Couto, responsável pela lavratura de diversas escrituras de alforrias de negros libertos.
Possui uma área de 1.086,224 km², uma população de mais de 60 mil habitantes. Está localizada na zona fisiográfica do nordeste, ao leste da Bahia, na microrregião de Serrinha. A sede do município esta a 380m acima do nível do mar. O município de Coité limita-se em Serrinha (ao sul), Retirolândia(ao norte), Araci (ao leste). Riachão do Jacuipe (ao oeste), Ichu (ao sudeste), e Santa Luz (a noroeste).
A maior parte do terreno coiteense é plano, por isso, podemos dizer que seu relevo predominante é planície, sendo seu ponto mais alto o do Morro do Mocambo com 100m de altura.
O município é bem desenvolvido, e conta com o sistema telefônico DDI (discagem direta internacional), sinal de televisão, tendo a TV Cultura do Sertão como única emissora do município. Possui também as emissoras de rádio: Rádio Sisal e Rádio Sabiá FM.
A rodovia do sisal, inteiramente asfaltada, facilita os transportes para todos os grandes centros do país. O município também é servido pela estrada de Ferro Leste Brasileiro que passa pelo distrito de Salgadalia.
A sede do município de Conceição do Coité é plana, arborizada, possui praças e ruas pavimentadas. Possui rede de esgoto e água encanada. Sua feira semanal ocorre as sextas-feiras, atraindo feirantes de outros municípios. Como pricipais eventos festivos, a cidade conta com a micareme/micareta, que teve sua origem na Páscoa de 1923, e a festa em louvor a Nossa Senhora da Conceição, que se estende de 29 de novembro a 8 de dezembro, a semana dos evangélicos que tem com feriado municipal dia 23 de setembro. Esses eventos constituem as principais eventos festivos tradicionais da cidade de Conceição do Coité.
Quanto às atividades econômicas, o município se destaca com o cultivo do sisal, sendo o principal explorador da região. Além do sisal, cultiva-se a mandioca o feijão e o milho. Apesar de não ser desenvolvida, na pecuária destaca-se a criação de bovinos, eqüinos, caprinos, ovinos e aves.
A industrialização também se desenvolve no município, além de beneficiamento da fibra e na fabricação de mantas, fios e cordas de sisal, temos fabricas de cordas sintéticas, calçados, água sanitária, velas, bebidas, redes plásticas, sacos, sacolas, refrigerantes, torrefações de café e confecções, etc. A industrialização contribui de forma significativa para o comércio.
No setor educacional o município conta com escolas de 1º e 2º Graus, publicas e particulares, além da Universidade do Estado da Bahia(UNEB)e faculdade particular (FTC,EADCOM) e cursos de pós-graduação.
No aspecto religioso, o Cristianismo é a religião predominante, entretanto nas suas variações, encontra-se templos: Batistas, Assembleianos, Avivalistas, Congregacional, Pentecostal, Neopentecostais, Espírita, Ubamdistas, Católicos e simpatizantes etc...
Uma das religiões que mais tem crescido no município é a Assembleia de Deus, igreja de cunho protestante, inserida no universo pentecostal. A referida denominação possui cerca de 3.000 (três mil) fiéis, espalhados por todos os povoados. O templo central encontra-se localizado na rua Theognes Antônio Calixto, em frente à Rodoviária e é tido como uma Cartão Postal da cidade, pelo seu projeto arquitetônico arrojado.
No dia 23 de setembro é celebrado o dia da cultura evangélica, evento inserido no calendário oficial do município e que já faz parte da tradição há mais de quinze anos.
O município é mãe de notáveis Poetas que já se destacaram no cenário estadual e nacional. Entre eles, Carlos Neves, que é Cordelista, Palestrante, Escritor, Poeta, Pesquisador cultural, Intelectual, enfim, um expoente da cultura Coiteense. Recentemente lançou um notável livro em Brasília, juntamente com o Palhaço Plim Plim. O título do livro é "O palhaço do circo quadrado", nele os autores denunciam a injustiça sofrida pelo palhaço Plim Plim. Carlos Neves exprime sua impressão através do cordel. E quem marca a nova geração é o poeta Éder Carneiro Cardoso e Silva, poeta singelo, que não se classifica em apenas uma categoria literária, mas que expõe na poesia todas as sensações da vida. Já participou de Antologias Poéticas, a primeira foi lançada em Salvador, no Centro de Convenões, através da editora Litteris-RJ. O poema "Pontual" e "Abolição Já" já foi recitado respectivamente em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mário Quintana, e em São Luis, no Centro de Cultura Negra. Também no aspecto da contribuição histórica, a escritora Clari Couto, graduada em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana tem sido referência para teses de especialização e mestrado em diversas universidades brasileiras, com sua obra Orar e vigiar: o poder disciplinador da religião como representação do pecado na AD de Conceição do Coité, 1970 a 1990. UEFS. 2001.
A Bandeira do Município de Conceição do Coité foi instituída e oficializada em 1966 criada e pintada pela desenhista Vania Maria de Araújo Almeida, primeiro ano da administração de prefeito Theognes Antonio Calixto.
Seu idealizador foi o próprio prefeito que encarregou o estudante santaluzense Damião Lopes, na época residente no município, de desenhá-la harmonizando e embelezando os símbolos.
Sincero devoto de Nossa Senhora da Conceição, a primeira ideia de Theogens; foi prestar homenagem a Nossa Excelsa Padroeira como rainha do nosso município, daí a evidência da “Coroa” na parte superior, em torno da qual brilham as estrelas da fé do povo coiteense. Na parte inferior está à lua lembrando o poder que Maria Santíssima tem sobre os astros, pois que esta acima de todos eles.
O sisal como o produto agrícola que impulsionou o progresso do nosso município, é ostentado no pano de base. É uma mensagem aos habitantes de Coité para que acionando a boa vontade procure incrementar o desenvolvimento do produto pelo estudo, pela pesquisa, mantendo essa cultura entre as primeiras em nosso município. O azul representa o infinito, o alto para onde devemos sintonizar a nossa mente, o nosso corpo.
- Primeiro prefeito eleito pelo voto popular: João Paulo Fragoso.
- Segundo eleito pelo voto popular Teocrito Calixto da Cunha.
- Vice-prefeito foi implantado em 1976, 1º foi: Evódio Ducas Resedá.
- Faleceram no exercício do Cargo: Téogenes Antonio Calixto e Diovando Carneiro Cunha
O município de Conceição do Coité está localizado na Zona Fisiológica do Nordeste, na Microrregião de Serrinha e Mesorregião Nordeste Baiano, entre a bacia do rio Jacuípe que banha o extremo oeste (povoados de Ipoeirinha, São João e Italmar, separando-o dos municípios de Riachão do Jacuípe e Retirolândia) e entre a bacia dos rios Tocós, Boqueirão e Pau-de-Colher, afluentes do rio Jacuípe, à margem esquerda. O Boqueirão e o Pau-de-Colher são rios de pequenos cursos e nascem no município de Conceição do Coité; o Tocós é de maior curso e tem sua nascente na fazenda Pau-a-Pique, leste do município, chegando a banhar o extremo sul (povoados de Bandiaçu, Aroeira e Juazeirinho), separando-os dos municípios de Serrinha e Ichu, e o extremo leste (distrito de Salgadália), separando-o do município de Araci. Estes rios possuem em seus leitos algumas poças que conservam água em tempo de estiagem, porém meio salobra. O corrimento em seus leitos verifica-se somente em tempos de fortes trovoadas. Apesar de ser banhado por esses rios, o município está incluído totalmente no "Polígono das Secas".
Segundo o censo 2000, o município possui uma população total de 56.317 habitantes, sendo assim dividida em 28.209 homens e 28.108 mulheres.
O território do município, antes do desmembramento dos distritos de Valente e Retirolândia, era constituído de uma área de 1789 km². Após a separação, o município passou a possuir 832 km².
A sede municipal está indicada com as seguintes coordenadas geográficas: 11 31’ Latitude Sul e 39 18’ Longitude W Gr., no rumo 28 19’ no da capital do Estado, da qual dista em reta 177 km.
A sede do município está situada a 380 metros acima do nível do mar.A sede do município dista da capital do estado de 210 km via Serrinha e 215 km via Riachão do Jacuípe.
O município começou quando camponeses que transportavam mercadoria, passavam sempre pela região e descansavam debaixo de uma planta chamada Cuité, daí então começaram a fazer várias casas pela região e assim foi crescendo.
O município possui em sua extenção territorial 5 distritos e 28 povoados.
O município faz divisa ao sul com O Município de Serrinha e Barrocas, em uma distância de 36 km de Serrinha e 25 km de Barrocas. Ao norte com Retirolândia a 16 km, a oeste faz divisa com Riachão do Jacuípe a uma distância de 30 km, a leste, divisa com Araci distante 49 km, ao sudoeste o município faz divisa com Ichu, distante 29 km, e ao nordestecom Santaluz e Valente respectivamente a uma distância de 52 e 28 km. De acordo com a divisão territorial administrativa de 1964/1968.
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AROLDO CEDRAZ - PFL/BA
Aroldo Cedraz de Oliveira
Nascimento: 26/02/1951 - Valente, BA
Profissões:
Filiação:
Legislaturas: 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007.
Sineide Ramos se casou com Adevaldo Carvalho Cunha em 19 de dezembro de 1953 e passou a se chamar Sineide Ramos Cunha (após o divórcio voltou a usar o nome de solteira).
Sineide Ramos era natural de Conceição do Coité-BA, nasceu em 27/07/1932, residia em Conceição do Coité. Era filha de Emygdio Ramos Gordiano e Almira Araújo Ramos.
Adevaldo Carvalho Cunha era natural de Serrinha-BA, nasceu em 12/07/1927, residia em Feira de Santana –BA. Era filho de Candido de Sena Cunha e Minervina Carvalho Cunha.